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As praxes académicas continuam a não o ser. E não só.

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praxe 1De facto, nem vale pensar que se vai alterar o que todos querem que fique na mesma. As praxes académicas que supostamente “ seriam” uma forma de integração dos estudantes que entram nas Universidades, passou a ser uma liça.

E está incutida a “mensagem”, de que hoje “eu deixo que me façam o que tem que ser feito”, para a partir do próximo ano “me ser possível fazê-lo aos outros”. E criou-se um clima de temor em quem entra que se não deixar que lhe façam, vai-lhe correr mal a vida como estudante universitário, e o inverso para quem deixa.

E se nesta questão, como em tantas outras – do nosso quotidiano colectivo e individual – quisermos continuar a fazer que não vemos, que não percebemos, que nada é connosco, apesar de se saber, de se ver, e de “até “ ser connosco – como cidadãos -, estas cenas a que são sujeitos muitos dos que entram nas Faculdades, são inconsequentes, e não deveriam “ter” que acontecer todos os anos. Mas aconteceram, acontecem e continuarão a acontecer! Ponto!

E sem o empenho verdadeiro “ e empenhado” das Reitoras, das Faculdades, dos Professores, das Associações Académicas, dos Ministérios Educação, Saúde e Administração Interna (polícias) uns que vão sabendo/vendo umas “ coisitas nos espaços universitários e passam ao lado, já disseram umas palavras no início do ano, é suficiente, e, outros por deverem ter que zelar por Pessoas nas suas áreas de competências, nada vai mudar como por “milagre”!

Por certo pais e mães, tentam saber dar indicações a filhas e filhos para não se sujeitaram, mas o que hoje se chama de “sociedade civil” – seja lá o que “isto” possa ser – deveria dar opiniões, e até intervir com respeito e educação, quando na rua se veem situações que parecem tudo menos a integração de estudantes, num espaço que lhes é novo. Mas, deixam passar, nada com eles! Os filhos ainda lá não chegaram ou já passaram! Egoísmo? Não!!!

Se todos continuarmos a fazer de conta, se todos assumirmos que nada é connosco, se todos deixarmos andar, de facto tudo “vai ficar na mesma” , sendo mais um dos muitos casos na nossa sociedade que quando “anda na mesma” não só não melhora, como piora.

E como em muitas outras situações, não é nada com ninguém a não ser quando uns Pais ficam aflitos com o que aconteceu ao filho/filha, mas depois passa, tudo se esquece, tudo se repete.

Este é mais um caso que ninguém com obrigações quer resolver – vai-se tentando que se auto-regule!!! – , como tantos outros no nosso país.

Desde fogos em Agosto, crises em bancos, acidentes de viação por não cumprimento de regras, uso de bebidas alcoólicas em menores de 16 anos, e tanto mais do que se escreve, fala, analisa quando uma vez mais é notícia, até se esquecer e voltar à ribalta quando notícia por negativa ser, voltar a aparecer.

Deixe-se andar e deixe-se ser notícia. Seja!

Augusto Küttner de Magalhães

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