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As Creches Não São Hospitais!

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Este vídeo está a ser disseminado com um imenso orgulho.
Máscara, touca, luvas. A criança não vê de todo a profissional. Como se estivesse a ser cuidada por uma máquina. Os movimentos são robotizados para se percepcionar a primazia do combate ao vírus. De vez em quando a filmagem do sorriso da criança para se pressupor normalidade afectiva. Claro, a criança é filha da profissional ou de uma das profissionais.
Esta normalização e banalização de um cuidar exclusivamente baseado na higiene, sono e alimentação é assustador. Eu gostava que fizessem um video de um bebé a chorar à entrada na creche que é o mais banal de acontecer quando se separa dos pais. E gostava de perceber qual o “método” que iriam aplicar.
Hoje é o primeiro dia de creche de imensas crianças e umas terão a sorte de encontrar locais onde se vai continuar a priveligiar o bem estar emocional da criança. Outras terão o azar de não reconhecer o rosto de ninguém e de ficarem perdidas e habituadas a que cuidem delas como se fossem objcetos para desinfectar. A sério? Luvas e toca? Avental de plástico? Já não basta o choque da máscara para os bebés ? Nem um dedo humano vão ver?
E a televisão passa isto como se nada fosse, como se fosse o suposto. Era isto que temia e prevejo que nos próximos tempos surjam mais reportagens do quanto se vai aplaudir estas práticas. E a pouco e pouco entra no inconsciente do povo que é mesmo assim, fazendo perdurar este estilo relacional.
Imagino que estando a escrever estas palavras do local em questão me venham cair em cima. Que assim seja. Não me interessa se é a misericórdia ou se é o infantário de cascos de rolha. Farei sempre o possível para que as crianças e as suas necessidades básicas se façam ouvir e isto é totalmente e profundamente errado.
Estou em contacto com uma educadora que está indignada e quer fazer um video diferente de como está a ser na creche onde trabalha. Espero em breve poder partilhar para que possam comparar.

Ana Rita Dias

Obrigada equipas UMP e SCMA pelo excelente resultado final, o qual está a ser disseminado.As famílias podem confiar nas Misericórdias e nas suas equipas.Coragem e confiança

Publicado por Patricia Maria Seromenho em Domingo, 17 de maio de 2020


CRECHES COM AFECTOS EM TEMPOS DE COVID AS CRECHES NÃO SÃO HOSPITAIS!

Este vídeo é do centro infantil “a gaivota” e pediu-se autorização à mãe da criança e à auxiliar de acção educativa que aqui aparece, no sentido de se divulgar aquilo que é uma boa prática nestes tempos que vivemos.
Depois dos vídeos que andam a circul00ar dos espaços educativos da União das Misericórdias, em que se tenta promover a normalidade de uma relação entre profissionais e crianças completamente robotizada, em que estas são tratadas como objectos a desinfectar e em que as profissionais estão vestidas como se estivessem dentro de um bloco operatório, ficou claro que é preciso que todos nós, em conjunto, façamos um trabalho no sentido contrário.

É preciso que o maior número de pessoas possível entenda que é uma VIOLÊNCIA para as crianças sujeitá-las a uma interacção diária que passa pelo afastamento e pela tentativa de não haver contacto. Isto é um retrocesso sem precedentes em tudo o que se sabe sobre desenvolvimento infantil e em tudo o que foi conquistado até hoje ao nível da educação de infância. Noutros países da Europa são tomadas medidas de higiene entre adultos mas deixa-se as crianças serem crianças e não se coloca em causa a sua saúde mental. Viver com esta pandemia não pode justificar que se ignore as consequências emocionais de toda uma geração. Até onde vamos em função do medo?

Repare-se que, neste vídeo, como é natural em qualquer creche, a criança que chega está chorosa. A auxiliar tem máscara mas toda a sua postura é de acolhimento empático das suas emoções, fazendo com que a máscara se torne menos assustadora. NENHUMA CRIANÇA PODE TER MENOS DO QUE ISTO nestas circunstâncias.

Partilhem e façam chegar aos pais e aos profissionais. Não permitam que se banalize a existência de creches ou jardins de infância em que as crianças não são acolhidas nas suas necessidades emocionais, que não são menos importantes que as suas necessidades físicas. É isso que está a acontecer neste momento em algumas instituições e não basta defendermos os nossos filhos na nossa bolha. Todas as crianças precisam de ser defendidas e de ter a voz de adultos que não aceitam que distanciamentos fisicos (e emocionais) sejam praticados.

CRECHES COM AFECTOS EM TEMPOS DE COVID <3 AS CRECHES NÃO SÃO HOSPITAIS!Este vídeo é do centro infantil "a gaivota" e pediu-se autorização à mãe da criança e à auxiliar de acção educativa que aqui aparece, no sentido de se divulgar aquilo que é uma boa prática nestes tempos que vivemos. Depois dos vídeos que andam a circular dos espaços educativos da União das Misericórdias, em que se tenta promover a normalidade de uma relação entre profissionais e crianças completamente robotizada, em que estas são tratadas como objectos a desinfectar e em que as profissionais estão vestidas como se estivessem dentro de um bloco operatório, ficou claro que é preciso que todos nós, em conjunto, façamos um trabalho no sentido contrário. É preciso que o maior número de pessoas possível entenda que é uma VIOLÊNCIA para as crianças sujeitá-las a uma interacção diária que passa pelo afastamento e pela tentativa de não haver contacto. Isto é um retrocesso sem precedentes em tudo o que se sabe sobre desenvolvimento infantil e em tudo o que foi conquistado até hoje ao nível da educação de infância. Noutros países da Europa são tomadas medidas de higiene entre adultos mas deixa-se as crianças serem crianças e não se coloca em causa a sua saúde mental. Viver com esta pandemia não pode justificar que se ignore as consequências emocionais de toda uma geração. Até onde vamos em função do medo?Repare-se que, neste vídeo, como é natural em qualquer creche, a criança que chega está chorosa. A auxiliar tem máscara mas toda a sua postura é de acolhimento empático das suas emoções, fazendo com que a máscara se torne menos assustadora. NENHUMA CRIANÇA PODE TER MENOS DO QUE ISTO nestas circunstâncias. Partilhem e façam chegar aos pais e aos profissionais. Não permitam que se banalize a existência de creches ou jardins de infância em que as crianças não são acolhidas nas suas necessidades emocionais, que não são menos importantes que as suas necessidades físicas. É isso que está a acontecer neste momento em algumas instituições e não basta defendermos os nossos filhos na nossa bolha. Todas as crianças precisam de ser defendidas e de ter a voz de adultos que não aceitam que distanciamentos fisicos (e emocionais) sejam praticados.

Publicado por Ana Rita Dias em Segunda-feira, 18 de maio de 2020

Ana Rita Dias

1 COMMENT

  1. Já partilhei! Estou doente com isto tudo… Temos que lutar contra isto e combater este medo!

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