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As boas práticas de um curso vocacional – BATEBATUKAS

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Tenho afirmado por diversas vezes que considero um erro o fim dos cursos vocacionais, como consideraria um erro a sua manutenção nos moldes ainda vigentes. O perfil do aluno de um curso vocacional é muito peculiar e o seu ensino tem de cortar laços com o ensino tradicional. Os BATEBATUKAS são um bom exemplo do que se pode e deve fazer com o ensino alternativo – aulas práticas, que vão ao encontro dos interesses dos alunos e que lhes dêem um rumo no final do curso.

Ninguém, NINGUÉM, gosta de ter insucesso. Todos os que o afirmam quando dizem que não querem saber da escola, ou não querem saber do seu futuro é simplesmente porque ainda não “aprenderam” a ter e a sentir o sucesso.

Parabéns BATEBATUKAS!

O projeto, que nasceu a partir de um protocolo entre a Câmara Municipal de Santiago do Cacém – através da sua Escola de Música – e da Escola Secundária Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém), foi apresentado no dia 25 de maio e contou com casa cheia nas três ocasiões em que os Batebatukas subiram ao palco. Os jovens surpreenderam todos os presentes com a qualidade de um espetáculo inspirado nos míticos “Stomp”, sem instrumentos convencionais em palco.

O projeto, cuja apresentação foi preparada durante quatro meses, é coordenado pelo Prof. Fernando Malão, da Escola Municipal de Música, e reúne 20 jovens, dos 15 aos 17 anos, oriundos do curso vocacional da Escola Secundária Manuel da Fonseca. Estes cursos são uma alternativa para que os alunos com graus diversos de insucesso escolar possam continuar dentro da escolaridade obrigatória. Alguns destes jovens sentem-se fora do contexto escolar e da sociedade, revelando uma baixa auto-estima, poucas competências sociais, percursos pedagógicos frágeis e desmotivação em geral para enfrentar os desafios da vida.

Créditos

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