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AQeduto – Afinal, porque melhoraram os resultados?

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Termina assim o trabalho da equipa do AQeduto que analisou os diferentes resultados do PISA. Foram 11 fóruns com muita informação e que podem consultar aqui.

Ficam as principais conclusões do último estudo.

Afinal, porque melhoraram os resultados?

Os alunos sabem menos?

Não. Entre 2000 e 2012, os alunos portugueses aumentaram os resultados médios a Matemática em cerca de 8% (de 450 pontos para 490 pontos), apesar da recessão económica.

Chumbar é uma segunda oportunidade para aprender?

Não. Esta prática não contribui para que os alunos que chumbam alcancem o mesmo nível de aprendizagem que os colegas que frequentam o 9º ano, mas que nunca chumbaram.

Os pais estão mais escolarizados?

Sim. O nível de escolaridade das mães aumentou, principalmente nos níveis mais baixos. Contudo, o impacto da escolaridade nos resultados é mais evidente quando combinado com o estatuto profissional.

A frequência no pré-escolar tem impacto nas aprendizagens?

Sim. Os alunos que frequentaram o pré-escolar obtêm, em média, um score PISA a Matemática mais elevado e apresentam uma probabilidade mais baixa de chumbar.

A escola está parada no tempo?

Não. A percentagem de escolas que, apesar de inseridas em meios desfavorecidos, consegue resultados médios a Matemática superiores a 500 pontos aumentou de 19% para 34%.

O ambiente escolar está difícil?

Sim e não. Portugal é um dos países onde os alunos reportam maior nível de  felicidade e onde o relacionamento com os professores parece ser muito favorável.

Escolas públicas e privadas: servem populações diferentes?

Sim. Portugal é o país onde a escola pública serve uma maior heterogeneidade de classes sociais. Por outro lado, a escola privada  é só para alunos de classes sociais elevadas.

Os alunos são irresponsáveis e mal-agradecidos?

Não. A maior parte dos alunos considera que o sucesso depende essencialmente do seu próprio esforço e que os professores os ajudam bastante.

Rapazes melhores a Matemática e raparigas a Leitura?

Não é tanto assim. Em geral, os alunos de 15 anos tendem a ter desempenhos muito semelhantes nos três domínios PISA.

Os professores descartam responsabilidades?

Não. Os professores sentem-se satisfeitos e respeitados quando consideram que ajudam a aprender, conseguem estabelecer uma boa relação com os alunos e mantêm a disciplina em sala de aula.

Afinal, porque melhoraram os resultados?

Por uma combinação de fatores. Entre 2003 e 2012, Portugal melhorou em 5% os resultados a Matemática, devido a múltiplos contributos, destacando-se o efeito positivo do trabalho das escolas.

Em Suma:

► Mais dinheiro não implica sempre um melhor sistema educativo.

► Chumbar como prática de combate ao insucesso na aprendizagem não é eficaz.

► A família, embora importante, não é determinante para o sucesso escolar.

► A frequência no pré-escolar, por mais de um ano, tem influência positiva nas aprendizagens.

► A maioria dos alunos portugueses sente-se feliz e apoiada na escola, o que também conduz a melhores resultados.

► Segundo os diretores, a indisciplina surge como o maior obstáculo à aprendizagem.

► Os alunos consideram que o sucesso depende do seu próprio esforço e reconhecem o bom trabalho dos professores.

► Portugal é o país onde a escola pública serve uma maior heterogeneidade de classes sociais.

► Os rapazes têm maiores dificuldades a Leitura o que pode ser uma condicionante à sua aprendizagem global.

► A satisfação dos professores depende da sua capacidade de ajudar a aprender, estabelecer bom relacionamento com os alunos e manter a disciplina.

► O efeito escola foi dos mais determinantes na variação positiva dos resultados. Uma grande percentagem das escolas em meios socioeconómicos mais desfavorecidos destaca-se por ter conseguido melhorar de forma considerável o desempenho dos seus alunos.

2 COMMENTS

  1. Não concordo com a relativização da importância da família.
    Hoje, a família é mais determinante do que nunca. E não o é por razões económicas.
    O que conta é a representação que os pais têm da escola, bem como aquilo que esperam dos filhos e para os filhos.

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