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Aprovada a proibição de fumar à porta das escolas e hospitais. (atualizado)

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A responsabilidade da escola não termina no seu portão, se um aluno agredir outro no percurso casa<->escola ou se um professor for agredido no seu exterior por motivos escolares, a escola terá de intervir dentro dos parâmetros legais. Digo isto porque não estou a ver a Escola Segura a ficar de plantão à porta da escola a controlar quem fuma ou não fuma. Estou mesmo a ver a quem vai sobrar esse papel…

Não sou fumador e lutei bastante contra o fumo na sala de professores, lembro-me de chegar a casa com a roupa e a mala do portátil a tresandar a tabaco. Porém, acho que estamos a ultrapassar o limite do razoável e a entrar na esfera da própria liberdade individual. Enquanto não fumador ninguém me obriga a ficar à porta da escola ou do hospital. Se é uma questão de imagem, é tão feio quem fuma à porta da escola como aquele que fuma no centro comercial/cafés/restaurantes em zonas próprias para fumadores, se é pelo princípio então porquê restringi-lo apenas as escola e hospitais e não a todos espaços comuns?

O problema está quando o tabaco chega ao bolso das calças, é preciso aumentar o controle de quem vende e quem compra, é preciso aumentar drasticamente o seu preço, é preciso duplicar o IRC das tabaqueiras, e é preciso continuar a apostar na prevenção em meio escolar e familiar.

Até acredito que o fumo à porta da escola termine, mas também acredito que o número de fumadores clandestinos dentro da escola vai aumentar.

A ver vamos…

Governo aprova proibição de fumar à porta de escolas e hospitais

(Camilo Soldado)

Atualização:

Fumadores vão ter que ficar a cinco metros das portas de escolas e hospitais

(Alexandra Campos e Camilo Soldado)

Ausência de sanções é “caricata”

Para Emanuel Esteves, presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo, as medidas anunciadas  são “bem-vindas e úteis”, até porque estas proibições já foram adoptadas por vários países da União Europeia, mas é necessário ficar “bem definido” como vai ser fiscalizada a sua aplicação. A ausência de sanções causa, porém, surpresa a Emanuel Esteves que definiu a situação como “caricata”. “É como dizer a alguém sem dinheiro na conta bancária que pode levantar dinheiro”, ironizou.

Eu diria mesmo ridículo…

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