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Tem uns segundos para ajudar um professor, prisioneiro de consciência?

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Quando há uma greve de professores, com mais ou menos picardia, às vezes humorística, achamos natural fazer ou não fazer.

Tirando umas piadas e umas brincadeiras, a ideia de greve como liberdade assumida não é problema de maior entre os professores portugueses. Uns fazem, porque concordam com o caso concreto que a gera, outros, discordam e não fazem; muitos, dos dois lados, mandam bocas, mais ou menos apimentadas, aos sindicalistas e/ou ao governo e ao ministro do tempo e a vida continua com naturalidade.

Mas ainda há países em que fazer greve, ou ser sindicalista, ou sindicalizado, pode significar ser preso e torturado. Mesmo que o protesto seja pacífico e a luta seja por liberdades que, no nosso canto do extremo europeu, achamos básicas e naturais.

E porque ser professor é olhar o mundo para lá das fronteiras da língua e da lonjura da geografia convido-vos a colaborar na defesa de um professor que, por ser dirigente sindical e ter apelado a uma greve pacífica, está preso, desde Abril de 2011, em condições deploráveis.

Trata-se de Mahdi Abu Dheeb, professor do Bahrain e presidente do Sindicato de professores daquele país.

Mahdi Abu Dheeb, prisioneiro de consciência Precisa de ajuda e que percam alguns segundos a sinalizar por mail a vossa preocupação com ele, fazendo um apelo junto do governo do seu país. Podem ajudar aqui e também obter mais dados sobre o caso.

A Amnistia Internacional classificou o seu caso como prisioneiro de consciência (podem ver o que isso significa, por exemplo, aqui) mas, em termos simples, esse estatuto significa que, depois de investigar o seu caso, a organização de Direitos Humanos concluiu que está preso sem culpa, que não praticou nenhum crime e que a sua ação não incluiu atos ou defesa da violência, mas apenas o exercício de direitos humanos legítimos (e que, por cá, diríamos banais). Em suma, é um inocente detido ….

Entre outros factos, destaca-se que foi torturado, aquando da detenção e esteve detido na solitária mais de 2 meses. A tortura afetou-lhe a mobilidade, caminha com dificuldade e, muitas vezes, já só consegue deslocar-se em cadeira de rodas (parece que é porque tem uma vértebra deslocada, lesão que não tem sido tratada).

Juntamente com outros colegas, também presos, mas entretanto libertados, Mahdi Abu Dheeb propôs que os professores sindicalizados fizessem greve para apoiar manifestações que então ocorriam a favor de reformas políticas no país.

Preso com os colegas, pouco depois, continua na prisão e tem-lhe sido negado tratamento médico para a diabetes e hipertensão, estando realmente a passar muito mal na prisão.

Escusado será dizer, que as acusações que lhe foram movidas e que levam a que esteja preso, não têm qualquer fundamento.

Para os que são professores, é, além disso, um colega que foi parar à prisão por fazer aquilo que a nossa Democracia (mesmo que tantas vezes a achemos imperfeita) considera um direito inquestionável: ser sindicalizado, sindicalista e agir pelos seus direitos.

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