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Aos Pais E Alunos Dos 11º E 12º Anos

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O Ministro das Universidades decretou, há uns dias, que as aulas presenciais iriam recomeçar, para o Ensino Superior, no dia 4 de maio.

Pelo que se sabe, a resposta das Universidades foi firme e segura: “Não há condições. A reabertura das escolas tem de ser feita num contexto de segurança”.

Preocupado, um seu colega de barbas terá sugerido: vamos tentar com os alunos dos 11º e 12º anos, são mais novos, não têm consciência do perigo e os diretores estão do meu lado! Verdade, já estavam deste lado no tempo da Milú e ainda cá continuam. Não gostam de sair do sítio…

Por sua vez, uma colega, nada tímida, alertou: tenham cuidado, a grande maioria dos professores destes alunos têm mais de 60 anos e quase todos sofrem de diabetes ou hipertensão…

Determinado, foi a vez do chefe avançar com uma ideia luminosa: não há problemas, alteramos a lei. A partir de agora, nenhum diabético ou hipertenso fará parte de grupos de risco (digam aos jornalistas que são instruções da USM). Não haverá COVID que os lixe. E mesmo que haja… é assim que dá jeito.

Claro – disse o que estava sentado à direita do chefe ―, foi o que fizemos com as máscaras. Quando dá jeito, dizemos que são prejudiciais. Se o vento mudar, decretamos a obrigatoriedade.

Sendo assim ― quis saber o rapaz das barbas ―, quantos alunos colocamos em cada sala? Não esqueçam o que se aprovou para o comércio: uma pessoa por cada 20 m2. Logo, como cada sala tem 50 m2, é só fazer as contas. Chefe, dá 2,5 alunos por sala, arredonda-se para cima ou para baixo?

Esta foi, com certeza, uma conversa imaginária!

Contudo, não devemos esquecer o que se passou com a decisão de fechar (ou não) as escolas, com a obrigatoriedade de usar (ou não) máscaras, com a celebração do 1º de maio em pleno estado de emergência, etc., etc..

Ainda agora, ao mesmo tempo que o Governo quer reabrir escolas e transformar alunos e professores em verdadeiras cobaias, a Assembleia da República fecha-se a sete chaves, impondo o uso obrigatório de máscaras no seu interior. O que nunca tinha acontecido!

Perguntamos: serão informações privilegiadas ou contradições que não têm fim?

Por tudo isto, e já que o regresso à Escola é facultativo, pois os alunos não terão faltas, a batata quente passa para eles. Ou melhor, a batata quente está na mão dos seus PAIS, os únicos que terão legitimidade para decidir!

Assim, para evitar a preocupação do rapaz das barbas e a questão dos arredondamentos, sugere-se que pais e alunos dos 11º e 12º anos ponham a saúde em primeiro lugar e acompanhem os que decidiram com base nos saberes que dominam (falamos das Universidades, que se mantêm encerradas até haver condições de segurança).

Deste modo, enquanto as Universidades não retomarem as suas atividades presenciais, nenhum aluno do ensino secundário deverá regressar à Escola!

Porque a saúde está em primeiro lugar! Os alunos não são cobaias!

Quanto ao acesso ao ensino superior… é, de facto, um problema. Mas nada preocupante, porque é simples, com dados suficientes e muitas soluções!

Só não haverá solução para a morte!

Portugueses vigilantes

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