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Nem aos 36 nem aos 40. Proposta de Aposentação CHUMBADA!

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Sem surpresa! Como também não foi surpresa os discursos de solidariedade para com os professores, cheio de palmadinhas nas costas antes da faca entrar bem fundo por parte de quem se mostra preocupado. A oportunidade estava lá, agora, hoje, ali, tão perto… o principio de algo positivo para os professores, para os alunos para o ensino no geral. Não quero cá saber de jogos políticos de quem quer apresentar a proposta final e aprová-la para ficar bem na fotografia. A coerência da palavra, a honorabilidade dos políticos vê-se em momentos como os de hoje. Mais uma vez ficámos sozinhos, mais uma vez sentimos que o nosso trabalho não é, não foi e não será valorizado, mais uma vez atiraram o nosso voto para a lama, surdos, imunes aos gritos de quem não aguenta mais…

Não devia ficar assim, já estava à espera, mas a hipocrisia morde cá dentro!

Hoje viu-se quem acredita no que diz e se as palavras iam de encontro aos atos. Caiu a máscara dos hipócritas. Caiu a máscara do PS.

Lembro o que foi dito em fevereiro sobre a petição da FENPROF e que publiquei aqui

Das intervenções dos grupos parlamentares (PSD, PS, BE, PCP e CDS) não resultou qualquer contestação aos fundamentos da petição, designadamente, ao reconhecido desgaste provocado pelo exercício da profissão, à defesa da dignidade dos docentes, ao interesse da questão colocada para a defesa da qualidade do ensino, incluindo aqui a necessária renovação geracional na profissão. BE e PCP revelaram acompanhar o sentido da petição e disponibilidade para desencadear iniciativas que a concretizem.

Este gráfico que termina em 2014 devia ser exposto em todas as escolas…

Envelhecimento docente

Chumbo de textos sobre novo regime para docentes aposentados mereceu protesto na AR

(Lusa)

Os textos, apresentados por PCP e “Os Verdes”, tiveram voto favorável destes partidos e do Bloco de Esquerda (BE), merecendo a abstenção do deputado do PAN e o voto contra de PS, PSD e CDS-PP.

Vários apupos escutaram-se no final da votação, o que levou o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, a lembrar os cidadãos que assistiam às votações que nas galerias não é possível haver manifestações de repúdio ou agrado – “o que não é manifestamente o caso”, reconheceu Ferro – pelas decisões dos deputados.

O texto do partido ecologista pedia um regime transitório para a aposentação de professores e educadores, “com vista a criar justiça no regime de aposentação”, ao passo que o documento comunista era mais amplo, pedindo ao executivo “a possibilidade de aposentação aos 40 anos de descontos sem penalizações e a aplicação de regimes de aposentação relativos a situações específicas”.

“É amplamente reconhecido o desgaste físico e psicológico que os educadores de infância e os professores sofrem ao longo das suas carreiras e que este desgaste, por um lado, conduz a uma enorme pressão e sobrecarga sobre o docente e, por outro lado, leva a que se comprometa não só a qualidade da prática pedagógica, como em última consequência a qualidade do próprio ensino”, advogam os comunistas no seu projeto de resolução hoje chumbado.

Vergonha!

5 COMMENTS

  1. Desencanto? Não.
    O meu voto nos últimos tempos tem sido apenas o “canto” a todos os que me permitiram ser livre. Apenas isso. E sabem a principal razão? Continuo a ver os lugares a serem ocupados pela “prol” partidária. Ora de uns ora de outros! É uma pena. Sou professoras faz agora 34 anos e tenho, ainda, 56 anos de idade. Farei como tenho feito o meu melhor. Mas preocupa-me começar a deixar de ter a alegria ensinar e deixar de acreditar que vamos ser finalmente professores e não administrativos.

  2. Vão-se mentalizando que vamos andar cá até conseguirmos segurar uma caneta nos dedos.
    Os militares (pondo num patamar de maior desgaste a GNR e a PSP, do que os militares propriamente ditos) a quem se reconhece que aos 50 anos estão tão desgastados, que já não há qualquer atividade que possam executar, nem sequer dentro das esquadras, preenchendo alguns papeis…). No entanto, os professores têm que ir até aos 66 anos (por enquanto), porque é muito simples manter a disciplina e ensinar 30 jovens dentro de uma sala, hora após hora, com turmas que o sucesso aconselha que tenham 30 alunos, e, depois, ainda os sobrecarregam com outras atividades (substituir um colega que está a faltar – e voltar para a sala de aula; ter Direções de Turma a quem se exige muita responsabilidade, mas isso fica cada vez mais para lá das aulas (componente não letiva porque as aulas deixam-no muito fresquinho…); reunir as vezes que forem necessárias e com tempo indeterminado, em período pós laboral que se forem até às 22 horas é tudo normal!… O dia ainda tem mais duas horas e depois só volta à escola às 8h30min do próximo dia!…Para se actualizar às mudanças constantes necessita e é obrigado a fazer formação, igualmente em período pós laboral. Ir com uma turma a uma viagem de estudo durante 12 ou mais horas, com a responsabiliza que isso exige… é como tirar um dia de férias… e vai ter de repor as aulas que naquele dia não deu a outras turmas que não levou à dita viagem de estudo! Sim, o professor esteve ao serviço da escola, durante mais horas do que deveria, mas «tem que se dividir, levando as pernas para a viagem e deixar a cabeça dentro da sala de aula»! Isto é tudo normal e nada desgastante, até porque estão tão motivados que a maioria dos que estão nos 50 e poucos anos, estão há 12 anos sem progredirem, a ganharem menos do que ganhavam naquela altura e a permanecer na escola no mínimo mais 8 horas por semana, do que naquele tempo. Manter um professor (que assinou um acordo com o Ministério da Educação para que, com a idade e o tempo de serviço já estivesse alguns anos no topo da carreira e a um ano de se poder reformar), praticamente no meio da carreira e dizerem que tem de esperar mais uma dezena ou uma dúzia de anos para se poder reformar e com pouco mais do que seria expectante no início da sua carreira, é tudo normal, muito motivante, e muito agradecido aos nossos governantes… pois até sabem como se desenrascar enquanto enrascam outros.

  3. Sem dúvida que, se há profissão que provoque um desgaste ENORME, é a de Professor(-a).
    Muita gente desvaloriza e acha que não é nada demais.
    Isso, porque nunca deram aulas, nunca experimentaram o stress e a luta diários.
    Só quem é, ou já foi Professor(-a), compreende a veracidade destas palavras…
    Há um enorme desperdício de tempo em papelada, em burocracia, que em nada ajudam a um melhor ensino.
    Para além disso, o Professor(-a) interrompe constantemente aulas, para chamar à atenção os seus Alunos, para os tentar corrigir nas suas atitudes nem sempre as mais apropriadas, tentando Ajudar os Pais/Encarregados de Educação na difícil tarefa que é educar.

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