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Ao Cuidado Dos “Ribadouros” E Critérios De Avaliação Das Escolas

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Em primeiro lugar um apontamento em legítima defesa, é que pelos vistos tornei-me inimigo público nº 1 do Externato Ribadouro e tenho recebido “miminhos” atrás de “miminhos”…

Muitos dos anónimos que têm vindo a este blogue estão a acusar-me de violação de privacidade. Que fique bem claro que em nenhum momento foi violada a privacidade de qualquer aluno/cidadão. Em nenhuma das fotografias consta o nome do aluno/cidadão “A”, “B” ou “C” e em nenhuma das fotografias consta qualquer dado pessoal. Além disso, as pautas são públicas, por isso são afixadas. Gostava de ver essa mesma preocupação quando são publicados anualmente as médias internas e externas de todas as escolas do país, sejam estas públicas ou privadas. Aí já ninguém se preocupa com as privacidades…

Surpreende-me também que grande parte da argumentação baseie-se na tiragem das fotografias e não no conteúdo em si. Afinal, porque se preocupam tanto em esconder as pautas, dizendo mesmo que é proibido fotografar as ditas? E não é de estranhar que até à data, nenhum esclarecimento foi prestado pela direção da escola? Nem que fosse para dizer que nenhuma ilegalidade está a ser cometida…

Qual o motivo para tanto silêncio e secretismo? Como se costuma dizer, quem não deve não teme!

Acrescento que nada me move contra o Externato Ribadouro, a denúncia que recebi foi desse estabelecimento como poderia ter sido de outro qualquer, público ou privado. Aliás, convido deste já todos a enviarem para o email [email protected], situações semelhantes, independentemente da escola. E para terminar com a questão do Externato Ribadouro, esta casa estará sempre disponível para publicar um contraditório, hoje, amanhã ou quando quiserem. Nunca disse que foram cometidas ilegalidades, apenas acho muito suspeito aqueles resultados e como tal, investigue-se…

Posto isto, vou abordar o assunto numa visão macro que é aquilo que realmente deve interessar quem anda no Ensino.

Não é de hoje que se fala em manipulação de classificações, seja para cima, seja para baixo. É verdade que as classificações podem variar muito de escola para escola e não será a primeira nem a última vez, que um aluno ao mudar de escola desce ou sobe nas suas classificações de forma significativa.

Muitos dos resultados são fruto de uma política de escola e essa política é explicita nos critérios de avaliação que apresenta. O Ministério de Educação dá liberdade às escolas para definir os seus critérios e implementar as suas percentagens. Por norma, as escolas valorizam mais a componente cognitiva, mas pelos vistos há escolas que estão a tornar as questões da cidadania tão ou mais importantes que as questões cognitivas.

Sim, o novo perfil do aluno fala num ensino transversal, que valorize as diferentes áreas do saber, seja ao nível cognitivo, seja ao nível da formação do cidadão. Mas agora pergunto:

Fará sentido atribuir 10% ou 15% para um área como a assiduidade/pontualidade quando é de lei que os alunos devem comparecer nas escolas? Fará sentido avaliar um dado adquirido?

Fará sentido valorizar com 10% ou 15% o comportamento em alunos que por norma são bem comportados?

Não deverão os critérios de avaliação orientar os alunos para aquilo que é o foco  da escola, a aprendizagem de conteúdos? A escola pode ajudar, mas não deve substituir os encarregados de educação…

Não interpretem mal as minhas palavras, eu aceito que a responsabilidade, o esforço, o comportamento, o compromisso, etc, sejam valorizados e até avaliados. Mas, uma coisa é criar critérios de avaliação que promovam o sucesso e a inclusão, outra coisa é criar critérios de avaliação que promovam a nota máxima.

Os alunos não são todos iguais, por isso tenho muita dificuldade em aceitar que mais de 200 alunos da mesma escola tenham todos a mesma nota, neste caso 19 e 20 valores, como também acharia estranho se todos tivessem 8 e 9 valores ou, 11 e 12 valores. As turmas por norma são heterogéneas, mesmo em escolas que fazem seleção de alunos.

Impõe-se por isso que dentro da liberdade e autonomia dada às escolas, o Ministério de Educação implemente limites nos critérios de avaliação. Se assim não for, daqui a nada qualquer um abre uma escola, e atribuí 40% para a assiduidade, 20% para a pontualidade, 20% para o comportamento e outros 20% para o conhecimento. Uma caricatura naturalmente, mas expressa o meu ponto de vista e provavelmente uma justificação para as pautas que ontem publiquei e que tanto impacto tiveram por esse país fora.

Alexandre Henriques

31 COMMENTS

  1. Olá Alexandre um grande abraço de solidariedade. Os que te acusam são aqueles que têm rabo de palha como diz o povo. Se não fosses tu o silêncio continuava. A inspecção nada fazia. Obrigado pela coragem

    • Mais nada. É preciso falar destas situações e todas as outras: Como os outros exemplos das escolas privadas E públicas (sem desprimor para nenhumas delas) em que ninguém tem menos de 18 valores em disciplinas terminais que não são sujeitas a exames nacionais…
      Já agora, concordo plenamente com o argumento do Alexandre dos critérios para melhorar as notas e que, concluo eu, raramente são aplicados para agravarem a mesma.

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    Caro Alexandre Henriques

    Não é de Hoje que existem sobre suspeitas sobre o EXTERNATO RIBADOURO relativamente à manipulação de classificações em várias disciplinas e à pressão que existe sobre os professores (maioritariamente novinhos e, portanto, tenrinhos).

    Existiram enormes suspeitas e fundadas sobre o EXTERNATO RIBADOURO por volta de 2002. A IGE (Inspecção Geral de Educação) foi lá investigar (Inspectora Madalena) e não viu nada (viu apenas uns envelopes enfiados no seu próprio bolso). Nesse momento, era o Eng. Manuel de Vasconcelos Pinheiro (co-proprietário do Ribadouro) Diretor Regional Adjunto de Educação (DREN) nomeado pelo PSD.

    Portanto, posso dizer-lhe que os proprietários Manuel de Vasconcelos Pinheiro e Maria da Conceição Amaral Vasconcelos Pinheiro são pessoas que devido aos Milhões (que sacaram com o Ribadouro) são gente com grandes conhecimentos dentro da IGEC e, portanto, com capacidade de manipular a verdade.

    Julgo que irá ficar tudo na mesma. Siga para Bingo.
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        Que façam uma otima leitura dos comentários e que investiguem:

        – o número de denuncias feitas à IGEC sobre o Ribadouro e que foram publicadas em jornais de referência;

        – em que resultaram essas denúncias e, consequentes, inspecções pela IGEC;

        – como foi possível o Eng. Manuel de Vasconcelos Pinheiro acumular o cargo de Director Regional Adjunto de Educação do Norte (DREN) com a propriedade do Ribadouro;

        – como é que, em 2002, centenas de alunos do ensino regular foram ilegalmente “transferidos” para o Ensino Recorrente como auto-estrada (com o mínimo de exames) para aceder ao ensino superior.

        – como é possível este elevadíssimo número de alunos com nota 20 a Educação Física (será só a Educação Física?… não me parece…);

        Investiguem….Investiguem….. Faz falta bom jornalismo de investigação como faz a TVI 24 sobre os incêndios.

        Aqui também tem existido muito fumo e, por isso, suponho que também haja fogo (e dos grandes).
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        • E, já agora, que investiguem os horários muitas vezes ILEGAIS dos docentes. principalmente das tais disciplinas de exame. Horários estes de que existem duas versões, a “oficial” (sem as aulas extra e apoios, por exemplo) para mostrar a quem por lá passar e a “verdadeira” onde muitas vezes nem constam horas de almoço e com uma carga letiva (entre aulas e apoios e afins) brutal e ilegal.

    • Pintassilgo, oxalá não tenha razão e esperemos que a IGEC atue perante tanta podridão que tenho lido em relação a este externato – as notas altas, se calhar, serão o menos grave e a consequência de muito que está por trás.
      Se tudo ficar na mesma, que credibilidade temos para apregoar valores aos nossos alunos, quando num estabelecimento de ensino estes valores são completamente invertidos?

      E reitero o que o Alexandre aqui diz: o importante não é quem tirou as fotos, é o conteúdo das fotos. Nem que seja uma elite, em escola nenhuma deste país ou de qualquer outro, é possível 90% dos alunos terem 19 e 20, seja em que disciplina for.
      Como alguém aqui já disse, este tipo de notas (19 e 20) acontece com bastante frequência em disciplinas de opção não sujeitas a exame, no 12º ano. Os docentes querem garantir ter mais alunos nos anos seguintes e assiste-se a um rol de 19 e 20 nestas disciplinas, quando noutras mal têm notas para ir a exame.

      Força, Alexandre. A minha solidariedade. Se este assunto for investigado a sério, não só as notas altas como tudo o resto que por aqui li, já valeu a pena. Continue o bom trabalho!

      Assunto para o “Sexta às nove”!

        • A opinião apresentada é pobre, resumindo-se a pormenores que em escola são insignificantes e não vai de forma alguma à base dobque é o ensino secundário em Portugal e do acesso aobensino superior, que esse sim, está errado.
          Sou docente de uma escola profissional e também são usados os mesmos critérios de avaliação. Se conhecesse a realidade das escolas saberia que a assiduidade e pontualidade são pontos muito importantes na formação dis alunos e que nem sempre estão enraizados nos hábitos dos alunos. Do mesmo modo, e apesar de estar instituido o horário de trabalho de qualquer funcionário se vêm pausas frequentes dos fumadores, e que são aceites como normais, e quem não fuma, não as faz e não vê o seu trabalho valorizado. Também esses deveriam ter um critério de avaliação extra para os valorizar que era permamnecer no seu posto de trabalho sem interrupção, apesar de ser da obrigação de todos. Era também importante analisar o tipo de trabalho que as escolas fazem para que os seus alunos cheguem ao nivel que ambicionam. A minha escola proporciona horas extras de trabalho com os alunos pois as horas atribuidas a cada disciplina (de exame nacional) são muito menores que as do cientifico-humanisticos e com programas ridiculamente desfazados dos programas de exame nacional. Com o esforço extra que fazemos não aceitaria com facilidade que alguém escrevesse o que escreveu tendo como base umas fotos e uma opinião que ouve todos os anos nas notícias. Também nós já fomos acusados injustamente e até por um Ministro (David Justino) que depois de uma inspeção exaustiva durante a qual 2 inspetores pediram escusa por estarem a ser pressionados a escrever coisas que não detetavam, fomos totalmente ilibados sem que essa notícia viesse a publico como veio a denuncia.
          Concordo com inspeções periódicas de TODAS as instituições de ensino e o apuramento de responsabilidades quando existirem. Não concordo com a condenação de nenhuma instituição em praça pública e muito menos com os pobres argumentos apresentados.

  3. Alexandre
    Acho grave terem sido fotografadas as pautas.
    Quem fotografou tem os originais.
    Também sou professora.
    O que não entendo é a “raiva” que existe contra o Ribadouro que nem está nos primeiros lugares do ranking.
    Nem todos os alunos têm 19 ou 20 nas pautas, há alunos com níveis negativos noutras disciplinas.
    Quem tem familiares a estudar no Ribadouro sabe o esforço que esses jovens fazem, os testes têm um nível de exigência muito grande, sâo necessárias muitas horas de estudo, de dedicação.
    Alguns comentários referem que os alunos são de famílias ricas e que têm tudo de mão beijada.
    Estão enganados. Há alunos que os pais fazem sacrifícios para que possam frequentar um colégio privado.
    Apesar da polêmica continuo a admirar o trabalho que o Alexandre tem feito no com regras a defender a nossa classe profissional.

      • Por falar no conteúdo, a questão é se o Externato Ribadouro fez algo de ilegal na atribuição de notas aos seus alunos com base nos critérios que são predefinidos pela própria escola. É bom lembrar que esses mesmos critérios são aprovados pelo ministério da educação e que o Externato Ribadouro tem toda a liberdade de definir os seus critérios desde que, claro, sejam aprovados pelo Ministério. Sinceramente não percebo o porquê de tanta polémica e indignação quando, na verdade, tudo parte da decisão do ministério em dar a oportunidade às escolas privadas de definirem os seus critérios. Compreendo que faça confusão a muitos professores de educação física, mas para que conste é inegável que a educação física seja o mesmo que matemática, biologia, química, física… principalmente para um aluno da área de ciências e, por isso, considero que deva ser avaliada numa muito baixa, mas muito baixa mesmo percentagem prática. A educação física ao contrário do que possa pensar não forma atleta olímpicos nem de seleção nacional… forma pessoas, promove relações interpessoais, e isso sim deve ser valorizado nas atividades práticas e não se o aluno sabe ou não fazer perfeitamente uma atividade. Em educação física diga-se, o esforço e a evolução devem ser valorizados, o que, aparentemente, com os critérios que está a defender, não são valorizados.

  4. As pautas não estão afixadas! Pelo que não devem ser expostas na internet. Houve uma fuga de informação, que não deve ser alimentada por qualquer entidade. Quanto ao resto, acredito que todos devem e tem o direito de expor a sua opinião e caso haja algo de ilegal deve ser punido.

    • .
      Isto é um Negócio que dá MILHÕES e, portanto, os interesses são grandes.

      Claro que não se pode, nem se deve denunciar as ILEGALIDADES, nem a CORRUPÇÃO, nem os COMPADRIOS. Claro que não. Aliás pode dar algum AVC aos donos ou aos frequentadores da latrina.
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  5. Concordo Alexandre. Investigue-se! Todavia, infelizmente, prevê-se nenhuma condenação. Veja-se o que aconteceu ao Canavarro e ao ex diretor regional de educação de Lisboa no caso dos colégios privados GPS, à direção das escolas João de Deus, etc, etc….
    Concordo consigo quanto aos crítérios de avaliação. O que se passa é vergonhoso. Isto chegou a um ponto tal que o aluno só por ir à escola e levar o material de vez em quando ( nada mais do que a sua obrigação!) já tem nota… pelo esforço…. Incrível, mas é verdade. A inclusão e a flexibilidade só veio agravar este estado de coisas.
    O pior é que quem não entra nessa ‘geringonça’ está tramado. É ostracizado, como não colaborante, não solidário e outras tretas que tais. Digo-lhe: é muito difícil manter a sanidade mental neste estado de coisas…

  6. Alunos que numa avaliação exigente teriam 4, 5 ou 6 em 20, levam 10, com medidas x, y e z, de modo a evitar qualquer insucesso, caro, ineficaz e discriminatório, segundo costas e arianos modernaços… Alunos empenhados, focados em objectivos exigentes e competitivos, se tiverem 16 não podem ser beneficiados em 2 ou 3 valores, pois já tem o privilégio de não serem medíocres como os outros… estarei a ver mal? Quem é que desvirtua e inflaciona a avaliação? O Ribadouro, o ME ou ambos?

    • É uma aflição tremenda com os bons alunos, Maria, não estão nada aflitos é com o vendaval de sucesso administrativo, em virtude do 54, que varreu as escolas de Norte a Sul do País. Investigue-se, de igual modo, como é que os alunos medíocres e calaceiros passaram a estar , graças a uma vigarice, no mesmo patamar de alunos trabalhadores e esforçados. Para provar esta comédia não é preciso ir a nenhum Ribadouro… mostrem lá as pautas das vossa escolas, ferozes defensores do rigor da nota (aqui acaba logo a flexibilidade e o humanismo, e as notas não contam para nada…) , dizia, se têm de facto, coragem ponham aqui no blogue fotografias, comparativas, omitindo os nomes , mas mantendo a sequência, entre as notas do 1º período e as do 2º período. Mais mostrem a seguir as do 3º período, onde a vergonha da inflação de notas ainda vai ser maior e mais ridículo… Neste caso, e passa-se nas barbas de muitos já não interessa nada!!!

      Já agora, segundo me dizem os professores que conheço, recebem, em alguns agrupamentos, ordens diretas dos Directores para subir as notas! Que tal investigar isto? É que a matéria jornalística, neste caso devia dar para vários dias…. Mas sobre isto , e houve pessoas que o denunciaram, não ouço um pio! Era bom que alguns professores tivessem a coragem de dar esse testemunho, deste escândalo!!!

  7. Caro Alexandre Henriques,

    Não vou discutir a questão da atribuição das notas. Não conheço os critérios, não conheço o contexto, entre outras informações que precisaria de ter para poder fazer uma avaliação correta. Confesso que também não tenho qualquer intenção em gastar tempo com isso. Mesmo assim, não deixo de dizer que, à priori, de facto os resultados parecem ser estranhos.
    No entanto, penso que não devo fazer um julgamento em função do que me disseram ou ouvi dizer, e partir do pressuposto que são fontes de informação fidedignas. Quem sou eu para o poder fazer??
    Foi isso que o Alexandre fez: aproveitou informação que lhe era conveniente, e entendeu achar que era uma fonte segura. Mas é uma opção sua.
    O que mais me choca é a sangria que destinou a toda a situação. O modo como descreve toda a situação, como critica, é deplorável. Penso que há (muitas) melhores formas de ser protagonista. Aliás, aquilo que afirma (sacar dinheiro?? o que entende por isso?? Ou também tem fontes fidedignas para fazer essa afirmação??) pode ter que o provar, e duvido que tenha provas fidedignas para provar que “sacaram dinheiro”.
    Uma coisa que não percebi: se o colégio é dos proprietários e os proprietários ganham dinheiro com a atividade do colégio, onde é que se encaixa o “sacar dinheiro”?? Tem noção da maldade da sua afirmação??
    Portanto, sem lhe tirar a razão que possa ter, sem desvalorizar a seriedade do assunto, mas sobretudo sem fazer julgamentos precipitados, gostaria de lhe deixar esta nota: todos podemos e devemos ser críticos, mas devemos sempre procurar formas elevadas de o fazer, e nunca recorrer ao “achincalhamento gratuito”. Você, enquanto professor, tem uma responsabilidade acrescida.
    Quanto ao problema de base, sinceramente (e repetindo-me) não consigo avaliar, e deixo a quem de direito as devidas averiguações que deverão ser feitas.

    Apenas mais uma nota: você também já foi um professor “novinho e tenrinho”. Da mesma forma que certamente não lhe terão feito comentários depreciativos e altivos, não o faça com os seus próprios colegas. Chama-se a isso “dar tiros nos pés”, neste caso da própria classe. E não se esqueça que “a inveja é como a ferrugem: mais cedo ou mais tarde, acaba por corroer quem a tem”!

    • Não é uma questão de inveja, nem mesmo uma questão do Externato Ribadouro. Seguramente que qualquer estabelecimento privado tem como objetivo intrínseco, o lucro. Sou contra, é uma questão ideológica, assumo-a na plenitude. Não quer com isto dizer que farei qualquer cavalo de batalha, o ensino privado pode ser importante como complemento do ensino público e em democracia, quem quiser frequentar o privado é livre para o fazer, desde que o pague… Porém, não vamos tornar normal aquilo que não é. Há uma tentativa clara de normalizar resultados que não são comuns, atirando areia para os olhos de professores que conhecem o ensino, que vivem o ensino e que lidam diariamente com o ensino, principalmente de professores que até são da mesma área curricular…
      Sobre o protagonismo, acha mesmo que é isso que me motivou a publicar a notícia? Sabe que o ComRegras já foi abertura de telejornal, já foi referido pelo atual Presidente da República, já publicou artigos em jornais de referência, foi o catalisador de uma ILC. Acha que preciso ou procuro mais protagonismo???
      Sobre o “sacar” dinheiro, essa expressão não é minha, eu nunca disse que os seus proprietários cometeram ilegalidades, desconheço, não sei, nem me cabe a mim investigar. Mostrei a minha perplexidade e estranheza e mantenho exatamente isso.
      Sobre as fontes credíveis, são as minhas fontes e sim, são credíveis, ou acha que as pautas são uma montagem?

      • Sobre o 54 e o inflacionar escandaloso das notas no Ensino Público, , estamos a falar de algo de proporções muito grandes , um pouco por todo país, é que nem uma linha? Apesar do Alexandre Henriques saber , com certeza, do que se está a passar… Mas lá está… os professores é que são os culpados porque dão as notas…. Certo?

  8. Vejo que por este blog sobrevoam muitos pássaros!

    Quero dizer como estudante de instituições PÚBLICAS (todo o meu percurso) que é ridículo a importância que dão a esta temática.

    A conduta pode não ser a mais indicada (não me pronuncio por falta de conhecimentos ou provas!) mas que, numa outra análise, fazem o que está “certo”, fazem!

    O ridículo e o que preocupa não é as notas na pauta, mas sim certas disciplinas terem peso na média de acesso ao ensino superior…
    Disciplinas menores e sem qualquer importância para a formação futura (mesmo em casos que representem a escolha, pois são prestadas provas específicas).
    Assim sendo os professoras “beneficiam” os alunos com avaliações que serão mais vantajosas para as suas médias…

    Caso não fossem “mais papistas que o Papa” veriam esta conduta como benéfica e não como algo a denunciar! Ridículo, enfim…

    Cuidado que com tantos pássaros é provável já haver muitos dejetos, como este!

    E se é professor tenha consciência do que uma décima representa, muitas vezes, para uma pessoa que luta por um futuro! É que nada tem haver com exercício que devia e deve ser praticado por gosto e não por obrigação de ter uma nota!

    Pensem antes de escrever!!! Por favor!!!

    • Adoro estes pássaros que nem têm a coragem de sair do anonimato… Pergunto a este passarinho voador e tão arrogante que considera a existência de disciplinas menores. Diga lá quais são as disciplinas ditas importantes e justifique, repito, JUSTIFIQUE!!!

  9. O Ribadouro caso extremo!
    Já analisou os resultados do exame de matemática, da primeira fase, de acesso ao ensino superior, do ano transato? Ficará espantado com a quantidade de alunos que tiraram nota 20.
    De todas as escolas a nível nacional foi nessa escola que mais 20´s houve. Num exame dito, por muitos professores publicamente, de muito difícil. Realmente é um caso extremo!
    Mas como não é uma noticia sensacionalista, não foi importante divulgar…
    Já questionou que realmente pode haver no nosso país uma ou várias escolas que preparam os alunos para a excelência? Já questionou o método de trabalho interno? Já questionou a dedicação, o esforço por quem procura a excelência?
    Há várias escolas no nosso país, portuguesas e estrangeiras que odotam um método próprio e regras com o único objetivo de prepararem alunos excelentes.
    E se a noticia em vez de critica fosse construtiva?

    • Parabéns! Mas alguém questionou as classificações de matemática?
      Se acha normal que 9 turmas tenham TODAS classificações de 19 e 20 a educação física, eu não acho.

  10. pessoas que ocupam altos cargos e bem pagos com dinheiros PÚBLICOS!!!!
    AS INSPEÇÕES DA IGEC E AS INFLAÇÕES DE NOTAS ESTÃO PARA DAR MUITO QUE ENTENDER!!!!

    MAS A IGEC TEM DENÚNCIAS BEM MAIS GRAVOSAS!!!!!
    E PARA QUEM QUISER SABER DO RESULTADO, APÓS VEREM QUE AS QUEIXAS IAM PARA ALÉM DO MINISTÉRIO – PROVEDORIA DE JUSTIÇA, PROCESSOS JUDICIAIS, INÚMERAS CARTAS REGISTADAS COM AVISO DE RECEÇÃO PERSONALIZADAS PARA O SENHOR MINISTRO E SECRETARIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

    PEÇA-ME OS RESULTADOS ([email protected]) que terei todo o gosto em divulgar o que se passa na IGEC!!!!!

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