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António Costa Adia Decisão Sobre Escolas Para O final Do Mês

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Dia D para a Educação em contexto de pandemia. O primeiro-ministro prometeu revelar hoje como irá decorrer o 3.º período, mas não se deve comprometer com uma data para a reabertura das escolas. Essa decisão deve ser adiada para o final do mês.

Terá sido o tempo pedido pelos peritos para uma reavaliação e, ontem, à saída de São Bento, Rui Rio revelou que a proposta do Governo “é, daqui a três semanas”, analisar se há condições para um regresso dos alunos do Secundário a aulas presenciais. Básico e Pré-Escolar, afirmou o líder do PSD, muito dificilmente voltam às escolas este ano letivo. Este cenário pode fazer cair as provas de aferição e do 9.º, conforme defendem os diretores.

“Há uma sintonia de posições relativamente a esta circunstância: ou há condições de segurança e, então, sim, ou não há condições de segurança e, então, mais vale não arriscar”, afirmou Rui Rio.

A intenção de António Costa era dar prioridade a um regresso dos alunos do 12.º, a 4 de maio, por causa do acesso ao Ensino Superior. No entanto, durante a semana, os peritos pediram cautela e recusaram apontar uma data segura para a reabertura das escolas. O retorno do Secundário resultaria no regresso às ruas de cerca de 450 mil pessoas e o número de infeções diárias podia passar de uma média de 700 para 1500, terão previsto.

António Costa tem assim de responder a um complexo exercício de equilíbrio entre o retorno à normalidade sem fazer disparar infeções e mortos. O primeiro-ministro terá terminado a reunião no Infarmed, com o presidente da República, dirigentes políticos, da Educação e peritos, assumindo que o maior risco é uma segunda vaga e que ainda é cedo para se começar a aliviar medidas de contenção e para decidir quais as primeiras a retirar.

Certo é que o 3.º período arranca para todos os alunos à distância, na terça-feira, pelo menos até fim de abril, e que para os do Básico vão começar as transmissões da nova telescola na RTP Memória. A possível reabertura das escolas vai passar a ser reavaliada semanalmente pelos peritos.

Conselho de Escolas, associações de diretores (ANDAEP e ANDE) e Fenprof defendem o adiamento dos exames do Secundário. Costa também já o terá admitido. Numa entrevista à Renascença, assumiu que a primeira fase de exames pode passar para a atual segunda fase, a partir de 20 de julho, e a segunda ser reagendada para meados de setembro, o que podia resultar na alteração do arranque do próximo ano letivo e das candidaturas ao Superior.

“INDEFINIÇÃO É PIOR”

“A indefinição é pior do que a existência de soluções”, retorquiu Jerónimo de Sousa, quando confrontado com um possível regresso às escolas em maio. O líder do PCP vê com bons olhos um retorno faseado e gradual à normalidade.

António Costa ouviu ontem os dirigentes políticos. O BE pediu um programa de ensino à distância específico para os alunos com necessidades educativas especiais. O PAN insistiu que este não tem de ser “um ano perdido” e defendeu que, num cenário de retorno do Secundário às escolas, deve ser apenas nas disciplinas alvo de exame. O PEV aceita o prolongamento do calendário escolar desde que agosto seja de férias. O CDS defendeu a manutenção dos exames.

Fonte: JN


Atualização

IMPORTANTE: As Decisões Do Governo Sobre O 3º Período (Calendário Escolar, Exames, etc…)

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