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Por ano perco 7.765 € brutos e querem roubar-me 10 anos de carreira. Amanhã faço GREVE!!!

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O quadro que consta neste artigo é esclarecedor e se isso não é motivação suficiente para amanhã fazerem GREVE, espero que os 4 motivos seguintes o sejam…

Fonte: FENPROF

Falta de equidade

Estou farto de ser roubado, falaram em sacrifícios da população portuguesa e os sacrifícios não foram iguais para todos. Há funcionários públicos de 1ª, de 2ª e de 3ª. De 1ª estão os diplomatas e afins que já ganham muito bem e foram recompensados nos anos de crise (ver quadro).

De 2ª temos todos os outros que apesar dos ordenados mais baixos, os anos de congelamento não vão ser esquecidos.

De 3ª estão os professores e outros que não têm aumentos há uma série de anos e que lhes vão ROUBAR 10 anos de carreira.

Desvio de fundos

Estou farto de ouvir que não há dinheiro e que os professores e os funcionários públicos têm de compreender. É MENTIRA! Enquanto houver dinheiro para financiar bancos privados, há dinheiro para tudo e mais alguma coisa. Neste orçamento constam mil milhões de euros para os bancos privados, é um escândalo silencioso e que o Mário Silva denunciou aqui e muito bem.

Um ministro que não sabe o que diz

O Ministro da Educação não foi sério quando disse e passo a citar:

“Os docentes e todos os trabalhadores do Ministério da Educação não ficam desfavorecidos em relação aos outros trabalhadores da Função Pública”, disse Tiago Brandão Rodrigues (…)”

“Temos reunido (com os professores) de forma excecional quando assim o entendemos”, disse, garantindo que no Orçamento do Estado para o próximo ano “não há nenhuma excecionalidade em relação aos professores”, que também terão o descongelamento de carreiras.”

Esta coisa das falsas verdades, meias-verdades, ou omissões fica muito mal, principalmente a alguém que é ministro e que tem a cargo uma pasta com o nome de Educação. O Ministro mentiu como disse o Luís Braga, ou então não sabe o que anda a dizer o que ainda é mais grave. É vergonhoso o que aconteceu e infelizmente colocou Tiago Rodrigues ao nível de Maria de Lurdes Rodrigues.

Sou professor, mas também sou funcionário público

A ideia de ter uma greve só para professores para dar maior visibilidade às suas causas, não me agrada. Não são só os assistentes operacionais que devem assumir a luta e que fecham escolas enquanto os professores “gozam” o dia de folga e com o respetivo vencimento no bolso. Ou vamos todos a “jogo” ou não vai ninguém. Isto do Eu, Eu, Eu, tem de acabar.

Chega de desculpas por a greve ser à 6ª feira, chega de dizer que não faço greves de 1 dia, como se uma greve de 1 semana ou 2 semanas fosse viável para a maioria dos professores ou estivesse sequer no horizonte.

Amanhã faço GREVE! Amanhã terá de ser o início de algo maior! É agora ou nunca!!!

P.S – Os sindicatos que não aderiram a este greve, que moral vão ter para convocar uma greve futura? Os motivos serão diferentes??? É preciso saber ler o descontentamento que reina nas escolas, é preciso entender o momento para dar asas a esse descontentamento. Podíamos ter gritado a uma só voz, podíamos ter dado mais importância à voz, mas infelizmente cederam aos interesses, às invejas e aos joguinhos de bastidores

Alexandre Henriques

8 COMMENTS

  1. Pois eu não faço greve. Os anos do congelamento estão perdidos e afigura-se juridicamente impossível a sua recuperação, no todo ou em parte.

    Faria greve se as reivindicações fossem as seguintes, e só, para não haver distratores:

    1) Progressão a partir de 1/1/2018 sem faseamentos e segundo as regras gerais do DL 75/2010.
    2) Aposentação aos 40 anos de serviço independentemente da idade.

    • Não entendi.
      Então, não faz greve porque os anos de congelamento estão perdidos e afigura-se juridicamente impossível……..; faria greve se houvesse progressão sem faseamentos e se a aposentação fosse aos 40 anos de serviço.

      Mas não é isto que está em causa?

      Ou será que não concorda com outros pontos da reivindicação, nomeadamente a gestão democrática das escolas?

      • Não, não é isto que é reivindicado.
        Leia o que a Fenprof reclama e irá encontrar um arrazoado manhoso. Exigia-se clareza e realismo.
        Os outros pontos são miudezas que nada me dizem.
        É capaz de me explicar o que se pretende com “gestão democrática das escolas”? Será substituir os diretores por presidente de conselho diretivo que têm, exatamente, as mesmas competências e poderes?

  2. Houve docentes que mudaram de escalão em 2009 e 2010 quando houve descongelamento, logo não estão todos na mesma condição de congelados desde 2005. Há outros funcionários públicos que não mudam de posição desde 2002. antóino zéi

  3. Excelente artigo, Alexandre. Só tenho pena que muitos professores, mesmo tendo conhecimento de tudo o que aqui foi descrito, continuem a pactuar com esta aberração e a dar força ao governo. GREVE hoje e quando necessário. Não tenho vencimento milionário e o desconto que me fazem pela greve FAZ FALTA, mas há uma coisa que não se compra: a nossa DIGNIDADE.

  4. 7.765 é o que perdes. Julgo que andaremos todos pelos mesmos valores. Multiplica isso por 100 mil professores, tens uns 776,5 milhões de euros por ano.

    Onde vais buscar o dinheiro?

    • Eu disse… Ao sustento de bancos privados. Mas tb posso falar nas PPP, nos juros da dívida, nos 100 milhões para contratação de serviços privados quando o público dá essa resposta etc…

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