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Alunos vítimas de bullying têm notas piores

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Quase um terço dos alunos do 4.º Ano de escolaridade (32%) que participaram no (Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), divulgado esta semana, confessaram serem alvo de situações de bullying “mensalmente” e 7% “semanalmente”. Esses estudantes tiveram médias mais baixas em 9 pontos, no primeiro caso, e em 52 pontos, no segundo, do que aqueles que “nunca ou quase nunca” foram vítimas de violência físico ou psocológica nas escolas.

Resultados a Matemática inferiores nos alunos vítimas de bullying

A violência e a indisciplina e o contexto socioeconómico familiar e escolar é determinante nos resultados dos alunos. No 8.º Ano, os valores são inferiores. Dezasseis porcento revelam terem sido alvo de bullying “mensalmente” e a diferença média para os alunos que “nunca ou quase nunca” sofrem de violência é 9 pontos inferior a Matemática e 7 a Ciências. Só 2% assumiram serem alvo de bullying “semanalmente”.

Tratando-se uma percentagem “muito reduzida”, as médias não foram divulgadas. Outra associação para a qual o TIMSS alerta é a confiança dos alunos. Quanto mais gostam de aprender e mais confiantes se sentem, melhores são os resultados que obtêm. O relatório evidencia dados preocupantes, particularmente em Matemática.

Em termos médios internacionais, os alunos que dizem não gostar de aprender Matemática e que não se sentem confiantes duplicou de 20 para 40% e de 23 para 44% em ambos os anos de escolaridade, desde a última avaliação. Em Portugal, quase metade dos alunos do 8.º Ano (48%) não gostam de aprender Matemática. No 4.º Ano, são 15%. Os níveis de confiança são ainda menores. Apenas 22% no 4.º Ano e 11% no 8.º sentem-se seguros na aprendizagem.

A importância dos jardins de infância nas notas dos alunos

Mais de metade dos alunos do 4.º Ano e 35% do 8.º gostam de Ciências. O contexto socioeconómico familiar é o que mais pesa nos resultados, tanto em Portugal como a nível Global. Os alunos do 4.º Ano com mais recursos em casa que favorecam a aprendizagem – livros, aceso à Internet ou pais com cursos superiores – obtiveram em média mais 108 pontos a Matemática e mais 94 a Ciências do que os estudantes com recursos inferiores.

No 8.º, a diferença foi de 93 e de 85 pontos. A frequência do Pré-Escolar é outro fator com determinância nos resultados escolares. Os alunos do 4.º Ano que não frequentaram jardins de infância tiveram os piores resultados a Matemática (484) e a Ciências (478), menos 49 e 31 pontos do que a média alcançada pelos que fizeram três anos de Pré-Escolar.

Fonte: Impala

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