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Alunos pedem mais condições frente ao Ministério da Educação

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Alunos de várias escolas secundárias de Lisboa concentraram-se, esta quarta-feira à tarde, em frente ao Ministério da Educação, para reivindicar melhores condições nas infraestruturas e mais professores. Queixam-se ainda de lhes estarem a ser vedados os direitos de associação devido à covid-19.

Fábio, aluno do 11.º ano, é dirigente do movimento “É agora” na Escola Secundária de Camões e afirma que “um dos maiores problemas” nas escolas públicas é a falta de professores e funcionários.

Em novembro, a Fenprof estimava estarem em falta cerca de 500 professores em escolas portuguesas. A principal queixa dos alunos é a falta de condições em muitos estabelecimentos, sendo que “não há indícios de obras”.

Em junho, o Governo anunciou uma iniciativa para retirar amianto de 578 escolas por todo o país, mas o projeto não tem data para avançar uma vez que o Governo prolongou, até 30 de dezembro, os prazos para apresentar novas candidaturas.

Uma das acusações feitas pelos alunos é que “em muitas escolas a direção está a barrar os alunos” de formar listas de associações de estudantes e de realizar uma eleição.

O movimento “É Agora”, como assim se identifica no Instagram, fez a divulgação pelas redes sociais, através da distribuição de panfletos por escolas e do contacto direto com estudantes. Foram feitas parcerias com as associações de estudantes da Escola Secundária de Camões e da Escola Artística António Arroio, para promover a divulgação do evento.

A concentração, que teve lugar às 15 horas desta quarta-feira, contou com a presença de 25 alunos, mas Fábio confessa que estávam “à espera de ter um bocadinho mais”. Apesar de terem sido “cumpridas as normas”, Fábio acredita que muitos alunos não participaram “por causa da pandemia”. No entanto, considera um ponto positivo ter sido “uma boa quantidade de pessoas”.

Os alunos não foram recebidos no Ministério da Educação, mas Fábio admite que está nos planos do movimento “voltar a fazer concentrações” durante o 2.º período para reafirmarem as suas queixas. Os próximos passos do movimento “É Agora” são “contactar com mais escolas”, e voltar à atividade em janeiro.

Fonte: JN

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