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Alunos Do Profissional Vão Poder Entrar Na Universidade Sem Exames

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Será que vamos assistir a uma fuga de alunos do ensino regular para os cursos profissionais?

Será que o objetivo é pedagógico, ou o intuito é alimentar as Universidades/Politécnicos?

Será que o objetivo é pedagógico, ou o intuito é ter mais alunos nos cursos profissionais que são financiados quase na totalidade pela União Europeia?

Precisamos de um ensino profissional competente, qualificado e de entrada imediata no mercado de trabalho. Nem todos têm/precisam de ser doutores e engenheiros…

Fica a notícia.


Os alunos que concluem o ensino secundário através de cursos profissionais vão contar com novas possibilidades de acesso às licenciaturas dadas em universidades e institutos politécnicos. O projeto está ainda em fase de preparação, mas deve entrar em vigor já para o próximo ano letivo.

Em vez de terem de fazer exames nacionais como provas de ingresso – que acabam por ser um dos maiores obstáculos por se realizarem, por vezes, em disciplinas que não tiveram – os estudantes apenas terão de cumprir os critérios definidos por cada instituição.

A novidade, adiantada pelo ministro do Ensino Superior, ainda está a ser discutida no seio do Conselho Coordenador do Ensino Superior (CCES). Mas há dois princípios já estabelecidos, diz Manuel Heitor. Em primeiro lugar, esta via de acesso destinada a alunos do profissional será realizada no âmbito dos chamados concursos locais, que são específicos para cada instituição, ao invés do concurso nacional de acesso. E poderão ser realizados tanto pelos politécnicos como pelas universidades, acrescenta. No fundo, trata-se de um regime semelhante ao que já é aplicado para o ingresso de estudantes internacionais ou para os maiores de 23 anos.

A definição deste novo regime deve estar concluída até final de abril. A ideia é alargar a base de acesso ao ensino superior. Sendo que a margem maior de aumento se encontra precisamente entre os jovens que frequentam o ensino profissional.

É que se quatro em cada cinco jovens que concluem o 12.º ano através dos cursos gerais ingressam no ensino superior, a percentagem cai para os 15% entre os que tiram cursos profissionais. A maioria acaba por entrar em cursos superiores técnicos especializados – formações curtas de dois anos, dadas unicamente nos politécnicos.

REDUÇÃO DE MAIS VAGAS EM LISBOA E PORTO AINDA EM ANÁLISE

Outro dos temas em discussão na reunião desta segunda-feira com o CCES é a questão da fixação de vagas para 2019/20. Mas aqui, tudo está em aberto, admite Manuel Heitor, explicando que o grupo de trabalho nomeado para o efeito irá analisar com mais detalhe o impacto da redução imposta de 5% das vagas oferecidas pelas instituições de ensino de Lisboa e do Porto e possibilidade de um aumento equivalente nas universidades e politécnicos localizados em regiões de baixa densidade demográfica.

Para já, o balanço da medida tomada pela primeira vez no ano passado é positivo, diz a tutela.

Em primeiro lugar, as instituições de ensino superior que mais cresceram em termos percentuais no concurso nacional de acesso foram os politécnicos de Tomar (mais 11,3% de novos alunos face a 2017), Bragança e Portalegre e as universidades da Madeira e de Trás-os-Montes e Alto Douro. Ou seja, “regiões de baixa densidade populacional”, salienta o Ministério. E inverter, ou pelo menos estancar, a concentração de estudantes nas duas maiores cidades do país – em dimensão que não tem paralelo noutros países europeus – era o principal objetivo da medida.

Também houve casos de instituições do interior que não conseguiram estancar a perda continuada de novos alunos, como os politécnicos de Beja e da Guarda, com quebras superiores a 10% face a 2017. Mas a razão tem mais a ver com a oferta de cursos nessas instituições, com as licenciaturas em Educação Básica a representarem grande parte da oferta. E esta é uma das áreas que tem vindo a atrair menos candidatos.

E se é certo que não houve alunos a sair do Porto e de Lisboa para outras regiões, a verdade é que diminuiu a deslocação dessas regiões para as duas maiores cidades, “verificando-se uma diversificação do seu destino para outras regiões e cidades do país”, sublinha o Ministério.

Por outro lado, o receios expressos pelos reitores de Lisboa e Porto de que as instituições privadas destas duas cidades ficariam a ganhar com a redução imposta de vagas no sistema público não se confirmou. Não só as universidades e politécnicos do ensino particular não absorveram os estudantes correspondentes ao corte de 5% nas vagas como viram diminuir as novas entradas.

O despacho com as regras para a fixação de vagas será conhecido até junho.

Fonte: Expresso

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6 COMENTÁRIOS

  1. Alunos do ensino profissional não fazem exames, mas os alunos do ensino regular fazem.
    É CONSTITUCIONAL?
    Alunos que dormem nas aulas, etc., são beneficiados, outros são ?????
    Pais / Encarregados de Educação / Confederações de Pais… : pensem se isto é correto.
    Estes alunos, muitos sem comportamentos adequados na sala de aula, vão ser beneficiados, ou não?
    Professores do Ensino Superior…, nem sabem o que lhes espera. Não vão conseguir dar aulas; bom, pelo menos, vão sofrer o que os professores “inferiores” já sofrem: a indisciplina…

    • É um erro crasso fazer generalizações.
      Se haverá situações nada abonatórias de alunos/cursos/escolas também haverá outras que deverão ser elogiadas. Os ditos maus exemplos não aproveitarão esta possibilidade,pois o curso profissional apenas servirá para concluir o 12º ano, daí que não tirarão vantagem alguma.
      Nos restantes, dado que as disciplinas específicas não têm o mesmo programa,nomeadamente o caso da Economia, os alunos estarão em desvantagem no exame nacional.
      Na minha opinião,como coordenador de um curso profissional, esta modalidade trará ,apenas, vantagens a um número reduzido de alunos no seu acesso, mas que estes também estarão em vantagem nas cadeiras práticas nomeadamente nos cursos de Engenharia e Gestão.

  2. Essa pessoa, esse dito “EU” chega a saber do que fala? Já alguma vez terá feito alguma coisa na vida? É que há coisas que dão muito trabalho.
    Há muito aluno que se esforça mais do que os da via normal, a diferença é que nem todos tem hipótese de poder passear os livros por não sei quantos anos há custa de alguém. Desculpe, já me estou a repetir.
    Normalmente quem sabe o que a vida custa, dá-lhe valor e, por exemplo a minha filha frequenta o 12ano num curso profissional, e tenho muito orgulho disso. Está a fazer um estágio não remunerado, a trabalhar 7h por dia, enquanto os alunos da via normal, andam a passear os livros á custa dos meus impostos.
    Se não conseguir entrar no ensino superior, tem uma formação que a habilita a TRABALHAR.
    Sim, TRABALHAR, é uma coisa que se faz para sustentar a vida e não é vergonha.
    Vergonha é rotular os alunos, pois os mais comportamentos e etc, vêm de casa.

  3. Os alunos da via profissional precisam de discriminação positiva no acesso ao ensino superior?
    Se foi criada a via profissional para dar aos alunos outra resposta diferente da formação universitária; profissionalização para entrada no mercado de trabalho, porque razão agora precisam de via verde para o superior?
    Se não há facilitismo, se o currículo é diferente, maioritariamente prático, porque não fazem exame de Português, já que trabalham o mesmo programa que os do regular, nessa disciplina? Se não se trata de facilitismo, mas de diferenciação, porque não podem partilhar uma ou duas disciplinas de formação geral com o regular e fazer um ou dois exames, conforme o caso?
    Se são tão capazes como os outros, porque precisam de discriminação positiva?
    Claro que há facilitismo, claro que o profissional recebe muitos alunos que têm de se manter na escola e que, por várias razões, não conseguem ter sucesso no regular. Claro que alguns têm capacidade, mas por falta de motivação, etc, preferem o profissional, porque sabem que é uma via facilitada.
    A suposta equidade poderá aumentar a desigualdade e a injustiça entre os estudantes. Os alunos que escolhem a via profissionalizante para entrar no mercado de trabalho, poderão mudar de ideia e, aos 23 anos, candidatar-se ao superior.
    É relativamente injusto para os jovens que seguem o regular com a ambição de ingressar no ensino superior e têm de fazer vários exames.
    Haverá outras razões que nada têm a ver com o interesse dos alunos?

  4. Olha, apareceu um outro “EU”! Eu sou o do 1º comentário.
    Não quero confusões, com essa pessoa do 3º comentário.

    Essa pessoa DO 3º COMENTÁRIO, diz que a filha TRABALHA… “minha filha frequenta o 12ano num curso profissional, e tenho muito orgulho disso. Está a fazer um estágio não remunerado, a trabalhar 7h por dia, enquanto os alunos da via normal, andam a passear os livros á custa dos meus impostos.”

    Não é o que se passa na maioria dos casos. Sorte tem em estar a fazer o dito “estágio”, mas tomara, o patronato não paga; por isso, continuam a proporcionar tal estágio!
    Fica-se a saber que os seus impostos servem para os outros andarem a passearem os livros, enfim…
    Já agora, a sua excelentíssima filha já tem emprego assegurado ou vai emigrar para “ganhar a vida”?
    O facto de “trabalhar” (penso que o dito estágio no 12º Ano dure 6 semanas) é impeditivo de fazer EXAMES se quiser prosseguir para o ensino superior?
    Pois, os que passeiam os livros – nas suas palavras – que os façam… Por vezes, estudar dá mais trabalho do que certos “estágios”. E pelo que ouvi dizer… , nesses estágios, façam o que fizerem, são todos muito competentes, com Notas quase sempre acima de 15!!!
    Evidentemente que quem não frequentar esse dito estágio não pode terminar o curso profissional.
    Quem puxa a brasa à sua sardinha…
    Quanto ao resto, e mesmo neste particular, existe desigualdade e facilitismo, sim. E, na maioria dos casos, uma indisciplina atroz. Vive-se para o sucesso estatístico…, caso contrário, o curso profissional fecha. É isso mesmo.
    Claro que há exceções, mas, voltando ao essencial, HÁ DESIGUALDADE/S.
    EU (o do 1º Comentário e todos têm direito à sua opinião).

    • Se estudar é assim tão difícil, então pode explicar porque é que após a conclusão dos estudos estes tem tanta dificuldade para arranjar um emprego e também porque há tanta incompetência a nível profissional por parte destes? Será que querem ser logo Sr. Doutores sem saber fazer absolutamente nada? ou será que ser Doutor é apenas uma brincadeira e status? Basta observar os nossos Doutores que fizeram “muitos exames” e ver o seu nível de competência, que é imenso…

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