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Alunos De Mérito Explicam Porque Não Querem Ser Professores

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Para os professores este discurso não é novo, os alunos conhecem perfeitamente a realidade das escolas e a dificuldade em se ser professor nos dias que correm. Não é por isso de estranhar o bom senso que impera na cabeça destes jovens.

Esta é apenas uma pequena amostra do que pensam os nossos alunos, torna-se por isso imperativo valorizar a nobre profissão de educar antes que seja tarde demais…

E para aqueles que vão dizer já de seguida, “se estão fartos mudem de vida”, acreditem que se surgisse uma oportunidade com um vencimento semelhante ou ligeiramente inferior, muitos, mas mesmo muitos professores nem pensavam duas vezes… Eu era um deles!

Alexandre Henriques


Os alunos reconhecem ao professor a nobre missão de lhes ensinar a matéria, mas também a transmissão de valores que os vão moldar no futuro. Há até aqueles que se inspiram no professor e lhe apanham traços da personalidade. Mas, no que respeita à profissão, o caso parece mudar de figura. O MIRANTE questionou alguns dos melhores alunos de 3º ciclo, que foram distinguidos na sexta-feira, 30 de Novembro, na cerimónia de atribuição de mérito e excelência escolar do concelho de Vila Franca de Xira.

Irrequieta e expressiva, Manuela Pinheiro, 15 anos, é uma das alunas premiadas da Escola Secundária Alves Redol. Não responde com certeza, mas diz que no futuro quer ser neurocientista. Ser professora não entra no leque de opções porque “a profissão de professor é muito subvalorizada em Portugal”. Entende ainda que “é uma profissão muito complicada de seguir hoje em dia”, por todas as dificuldades de colocação e progressão na carreira que a classe enfrenta.

Não ter paciência para ensinar ou lidar com alunos é o motivo que Margarida Miranda, de 15 anos, outra aluna premiada da Escola Secundária Alves Redol, encontra para dizer não à profissão de professor. A mesma opinião tem Catarina Torrão, de 15 anos, da Escola Dom António Ataíde, que também recebeu nessa tarde o prémio de mérito escolar. “Os professores têm um papel muito difícil. Ensinar jovens não é fácil e não me consigo imaginar a fazer isso no futuro”. A jovem diz-se apaixonada pelo corpo humano e embora não tenha a certeza da profissão que quer seguir, sabe que “tem de ser ligada à área da saúde”.

Os alunos do sexo masculino parecem entusiasmar-se mais com a área das engenharias. É o caso de Javieer Balkrisna, 15 anos, aluno premiado da Escola Secundária do Forte da Casa. “Quero ser engenheiro informático porque sempre gostei de tecnologia e de mexer em computadores. Ser professor não é uma área que me desperte qualquer interesse”, conta o jovem.

Fonte: O Mirante

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