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Aluno Agarra Professora Na Aula E Simula Ato Sexual

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Partilho mais esta denúncia exclusiva do ComRegras. O incidente ocorreu no dia 13 de novembro, numa escola da zona metropolitada de Lisboa.


 

11.45h – início do último bloco de aulas do turno da manhã, até às 13.15h. A turma em causa, do 5º ano, comporta, como quase todas as outras na Escola Pública, toda a sorte de alunos, no que respeita a personalidades, particularidades comportamentais e demais especificidades, nomeadamente as de amplos espectros, incluídas no dito 54º / Inclusão (o tal decreto que, por artes de magia legislativa, ignora o carácter especial de certas necessidades educativas). Ora, incluído nessa “Inclusão” (que, na prática,  transforma potencialmente uma sala de aula numa sala de convívio extra-recreio e de conflitos acrescidos) encontra-se um aluno cujo comportamento faz jus ao seu diagnóstico de hiperactividade e défice de atenção. Estando eu, em dado momento, na zona do quadro explicando algo, este aluno salta do seu lugar (literalmente, como é seu hábito) e, veloz, vem abraçar-me fortemente pela cintura, sempre frenético, simulando o acto sexual até eu conseguir afastá-lo. Imediatamente, vários colegas de turma riram-se ruidosamente, tendo um deles exclamado: “ Isso é para maiores de 18! “.

– Tive o procedimento da “praxe institucionalizada”: preencher o impresso da participação disciplinar e descrever sucintamente o sucedido na plataforma informática na modalidade “Dar conhecimento à Direcção”. Três dias depois, sou chamada para uma reunião informal com o director e a professora coordenadora do Ensino Especial. Constatei ter tido esta reunião dois pontos numa espontânea (?) ordem de trabalhos:

  1. Pedir-me explicações sobre o que eu relatava ter ocorrido … sim, porque o aluno alegava ter- se tratado de um inocente abraço à professora – o mesmo aluno que, dias antes, “convidara” uma colega de turma a, citando-o, “lamber-lhe os colhões”, “convite”, obviamente, desvalorizado pelos meus dois interlocutores que, na mesma linha de “raciocínio imparcial”, menosprezaram a possibilidade do testemunho da turma.
  2. Informar-me de que não estava “em cima da mesa” nenhuma das seguintes medidas, legalmente previstas mas que não seriam aplicadas ao aluno que “provavelmente só tencionaria dar-me um abraço”:

– mudança de escola;

– mudança de turma;

– suspensão da frequência das actividades lectivas por tempo determinado.

… nem sequer:

– qualquer outro castigo / penalização;

– dar conhecimento ao respectivo pai / encarregado de educação acerca da ocorrência.

Justificações apresentadas para a imunidade / inimputabilidade do aluno:

– Trata-se de uma criança de apenas 11 anos, “sem noção”;

– Tem “muitos problemas emocionais”;

– O pai / encarregado de educação, tendo sido já denunciado à CPCJ por violência parental, agredi-lo-ia (no entanto, o processo foi arquivado, para manifesto espanto do director e da professora coordenadora Do Ensino Especial);

– “As crianças hoje têm acesso fácil a conteúdos sexualizados” ;

– … E que a Inclusão obriga a que este e outros alunos, ex-NEE, acompanhem a turma em todas as aulas.

Na sequência da humilhação em sala de aula (a “outra violência”- a que não envolve agressões físicas), e coagida a ter de compreender e aceitar o “estatuto de imunidade” atribuído ao aluno pela Direcção do Agrupamento, procurei saber o motivo que, perante a gravidade de tal quadro emocional e de violência parental, levara a CPCJ a arquivar o seu processo. De fonte credível, soube que existem duas razões para o arquivamento dos processos pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens:

1. Os processos passam  à fase de instrução judicial com desfecho em tribunal (não se aplica neste caso);

2. A situação que motivou a denúncia melhorou / deixou de existir (não se aplica neste caso, segundo o “quadro pintado” pelo director e professora coordenadora do Ensino Especial).

Lista de conclusões (passível de ser aumentada … pelo menos para mim, o assunto não está encerrado):

– Aparentes indícios de negligência grosseira da CPCJ;

– A constatação, mais uma vez, de que a Direcção de um Agrupamento de escolas pode muito bem ser, através do amordaçamento dos professores, um dos principais obstáculos à justiça, ao exercício da Cidadania (hipocritamente apregoada pelo ministro da Educação) e à formação cívica dos alunos (ao recusar mostrar-lhes que a via da irresponsabilidade e desrespeito acarreta consequências) …

– A falácia da “Inclusão”, enquanto estratégia (des)governamental economicista de “atirar” para dentro das salas de aulas regulares,

A tempo inteiro, alunos diagnosticados, de facto, com Necessidades Educativas Especiais, sob o pretexto de precisarem de conviver com os seus pares (como se tal convívio não existisse desde sempre no recreio e actividades não lectivas, e como se uma aula fosse, por inerência, um período de convívio);

– O engodo da “Inclusão” enquanto obstáculo ao processo Ensino / Aprendizagem, uma vez que priva, total ou parcialmente, de Apoio Educativo Especializado os alunos que antes usufruíam deste tipo de acompanhamento.

– A mentira da “Inclusão” enquanto meio de propaganda ministerial sob o slogan “Ninguém fica para trás”, quando se constata ser um factor potenciador de indisciplina em sala de aula (sendo que a indisciplina dificulta significativamente o processo Ensino /Aprendizagem).  Além disso, os outros alunos, os alunos sem Necessidades Educativas Especiais, os alunos frequentemente esquecidos, também eles, “ficam para trás”, pois é irracional e absurdo pretender que 1 (um) Professor consiga assistir personalizadamente uma média de 25 alunos portadores das mais variadas características no âmbito da cognição, motivação, comportamento … incluindo os que não deixaram,  por decreto, de precisar de Apoio Educativo Especializado.

Clara Correira


*o nome da escola será fornecido às entidades competentes se assim solicitado.

Enviem as vossas denúncias para [email protected]

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8 COMMENTS

  1. Só me admira e não sendo professor poderei ser suspeito? Porque não houve da parte da Direção da Escola uma advertência, 1 semana “expulso”, etc. Porque não se questionou de imediato, e à parte os colegas para saber concretamente o que tinha ocorrido? Várias versões podem facilmente dar a conhecer o que realmente sucedeu na aula. Não dar tempo para explicações e combinações extra escola. Não percebo. Que raio, e desculpem a audácia faz então a Direção das Escolas nestes casos? Para que servem? Os meus votos de solidariedade à Professora Clara Correia
    Manuel Neto “ex-aluno”

  2. Trata-se de uma criança do 5º ano de escolaridade, terá 10 anos! Uma criança que simula um acto sexual, e diz “lambe-me os colhões” só tem uma hipótese: viu o mesmo ou pior… fizeram-lhe o mesmo! Portanto, a senhora professora, em vez de se sentir atacada por um puto de 10 anos (que facilmente ela atira para o lado) tem é de denunciar o caso à Justiça! Trata-se de uma criança em perigo e não de um delinquente! Tem razão quando diz que o caso tem de ser levado a Tribunal, mas não porque a criança tenha de ser acusada (ainda não somos o Médio Oriente) mas sim os pais ou quem deo miúdo abusou, pois é muito claro que é um miúdo abusado que está a partilhar o mesmo comportamento. Mudar de escola ou de turma, como a professora sugere, resolve os nervos dela, mas não ajuda o problema base que é o da criança

  3. Sou mãe de 1 menina com NEE, e mesmo assim tenho respeito pelo trabalho dos Professores e defendo que a educação também vem de casa. Como mãe mesmo com as graves limitações da minha filha tento lhe ensinar a se comportar. No entanto também digo que parece que está a reclamar por ter de estar com vários tipos de alunos principalmente com NEE. Mas tendo em conta que reclama do tipo de crianças abranjidos pelo decreto 54 significa que a professora não gosta de crianças a não ser que estejam bem comportados em sala. Pois não é necessário ser uma criança NEE para ter na sala crianças como a própria professora está a escrever e sito “como quase todas as outras na Escola Pública, toda a sorte de alunos, no que respeita a personalidades, particularidades comportamentais e demais especificidades, nomeadamente as de amplos espectros, incluídas no dito 54º / Inclusão”, aliás uma criança com NEE pode não ter nocção de muitas coisas que terão de ser ensinadas pelos pais/familia e pelos professores. A muitas destas crianças tem de ser ensinado conceitos básicos que há maioria seria “normal”. Por exemplo no caso da minha sempre exigi abertura por parte da escola e da professora em casos de disciplina, como mãe tenho de saber e todos juntos( pais e escola) saber como resolver a situação. Outra coisa que como professora deveria de estar informada é que se uma turma tem no mínimo 1 criança com NEE então a turma é reduzida para 20 alunos, aliás no caso de ter mais do que 1 criança sinalizada a turma vai ainda mais reduzindo Quando fala de turmas com 25 alunos então são todos crianças tipicas e não abrangidas pelo decreto 54, que tanto apragoa. Então afinal as crianças podem ter personalidades e comportamentos dificeis e não precisam de ser NEE ou serem sinalizados( em que o aluno que descreve pelos visto está pelas suas próprias palavras). Falando que no recreio está a inclusão então não persebe nada do assunto e como professora devia de estar. A inclusão de 1 criança é por todo o tempo de escola pois inclusão não é estar a “brincar” ou tempo de lazer, coisa que diz, pois sendo a senhora uma professora acredito que não estará no recreio com as crianças por isso deve pensar que não faz parte da dita “inclusão”. Aliás o recreio é o pior sitio onde 1 criança com NEE se sentirá. As crianças têm tendência a estar em grupo nos recreios e por isso uma criança por exemplo com problemas de locumoção, de socialização, comportamento hiperativo, surdez,visão, paralesia cerebral, entre tantos será por norma afastada e nunca integrada nesses grupos de crianças no recreio. Para isso é preciso 1 grande esforço por parte das escolas/agrupamentos para as crianças nee serem incluidas junto com outras crianças. As crianças estarem com os seu pares em sala ajudam sim e muito. Sou uma mãe que viu a sua filha evoluir por poder estar junto de outras crianças. Se é necessário apoios, claro que sim. No entanto para nós pais é uma luta diária e como no meu caso para a vida toda da minha filha. A professora tem esse aluno e pode daqui a 1 ano nunca mais o ver. Ou até tê-lo por uns anos como outras crianças nee e com o tempo deixa, nós pais ficamos para uma vida inteira e também não é facil. Para isso no tempo de escola também queremos que os Professores façam aquilo para o qual foram para a profissão, ensinar as crianças e todas, não separar o trigo do joio, os bons dos maus alunos e por aí adiante. Volto e afirmo que é preciso 1 trabalho de equipa e como mãe de 1 menina NEE também prezo pela boa educação. Mas nem sempre com estas crianças é possivel por isso temos de insistir e corrigir. Sendo assim fora ir para a direção o que fez para controlar a criança? O que fez para o corrigir? O que fez para o ensinar que aquilo não é correcto? Se é a Professora então o que fez na aula sobre a situação? Não é deixar todo o trabalho para os Professores, tem de ser tratado pelos pais, professores,escolas,terapeutas, uma equipa mas os professores SIM também são muito importantes para a boa evolução destas crianças. Em relação por exemplo ao comentário de cima sobre 1 criança com nee ter tirado o penso e andar a mostrar. Mas a culpa agora é da criança nee que pode nem ter nocção. Então e as outras crianças que provavelmente se estariam a rir da situação ou até mesmo que motivaram a mesma, certas crianças são susceptiveis a fazer estupidezes para serem aceites e não é preciso ser nee para isso. E então as empregadas, os professores e mais operacionais. Se tal acontecesse com a minha filha a professora que tenho em boa estima seria a primeira a ir ter com ela para a poder corrigir e mostrar que é feio fazer aquilo. Por isso parece ser mais do mesmo. Claro que tem de reportar a situação mas como professora deveria de em sala ter corrigido e abordado o assunto com as proprias crianças e o aluno em questão, devia de ter feito o que a sua profissão exige,ensinar e educar. Se não consegue lidar com uma situação dessas que qualquer criança pode se lembrar de fazer o que vai fazer se realmente estiver com casos problemáticos e nem têm de ser NEE. Não sei se é o caso da Professora só dar aulas a esta faixa etária mas este aluno tem 10/11 anos o que fará se tiver um comportamento pior de um aluno ainda mais velho. Uma criança com esta idade ainda se pode corrigir.

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