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Aluna Puxa Cabelo A Professora E Professor De 62 Anos Leva Uma Chapada

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(Exclusivo ComRegras)

Na Escola Eb. 2/3 de Fânzeres (Agrupamento de Santa Bárbara – Gondomar), no dia 6 de novembro de 2019, dois professores foram agredidos dentro do recinto escolar.

No primeiro caso, um aluno com antecedentes disciplinares dá um estalo a um professor de 62 anos de idade fugindo depois da escola.

No segundo caso, uma aluna apostou com as colegas que se tirasse negativa puxava o cabelo à professora. Tirou e puxou.

Ambos os alunos foram suspensos.


Um pequeno comentário:

O tempo passa e não deixa de ser chocante que um aluno agrida um professor, ainda por cima quando este tem idade para ser seu avô. O outro caso ainda parece mais grave, pois houve clara premeditação no ato, uma agravante em termos jurídicos.

Faltam valores, falta respeito pela entidade docente e isto simplesmente não pode continuar.

É preciso tomar medidas mais radicais, é preciso defender os professores e não basta estes apresentarem queixa às autoridades, ou mesmo solicitarem a mudança de turma dos alunos conforme consta no Estatuto do Aluno. Alunos que agridem professores devem ser banidos por muito mais que 12 dias, direi mesmo que deviam ser retirados da escola onde ocorreu a agressão, sendo integrados preferencialmente em instituições destinadas para o efeito. Não faz sentido que os professores coabitem no mesmo espaço onde dias antes foram agredidos e humilhados.

O ComRegras vai continuar a denunciar todas as agressões a professores e funcionários, através do seu contador. Se não fosse este espaço, estas agressões nunca seriam conhecidas. Por isso fica o apelo, NÃO SE CALEM!

Enviem as vossas denúncias para [email protected]

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8 COMENTÁRIOS

  1. É demais! Estamos todos fartos da maré de papelada, folhas de excel, pesos, percentagens, relatórios, planos,… etc. É bom q se diga que a culpa não é só do Ministério, os diretores e órgãos intermédios colaboram nesta farsa, e são tão cegos que nem se apercebem que esta burocratização tem um objetivo: rebaixar a função docente para o nível burocrático-administrativo, desviando-a das funções académicas, científicas e pedagógicas, de modo a remunerar os professores de acordo com esse rebaixamento. 800 € por mês chega bem para pagar a uns mangas de alpaca que se ocupam a preencher relatórios, em reuniões da chacha e folhas de excel idiotas! Acordai, ó burocratas! E depois estamos tb saturados das más instalações, da falta de recursos, do sobretrabalho, da violência e da má educação, da pressão dos pais (os sociólogos falam já em parentocracia para referir a nova atitude dos pais a conduzir o destino dos filhos e o seu percurso académico), estamos enjoados com o discurso da treta das flexibilizações, das DAC e do raio que os parta, estamos escandalizados com o discurso de acabar com os chumbos e com os frete que a sr.ª Brederode, do alto do seu eterno posto, presta ao secretário Costa e ao inexistente Brandão. Chega (chega, não, Basta! que é para não nos acusarem de extremistas).

    • Concordo com tudo o que dizes, excepto com a questão dos chumbos. É a única boa notícia que veio a lume nos últimos anos. Mais vale passar alunos que não aprenderam, do que fingir que aprenderam inventando toda a parafernália de grelhas para os passar. E no meio de toda esta loucura e farsa, os alunos são os que menos têm culpa, mesmo aqueles que não “querem aprender”.

  2. Um só caso já colocaria a escola em contradição. Estas situações são tão graves que têm de sair da alçada do ME e das escolas. Os professores têm de poder participar diretamente a outras instituições com poder para intervir de forma imediata e eficaz. A responsabilidade destas situações é do ME e este não pode ser juiz em causa própria. O ME mais não faz do que esconder a cabeça na areia e esperar que os professores mais velhos, menos vulneráveis profissionalmente e com memória do que é uma escola funcional, saiam da profissão para poder fazer gato-sapato dos professores mais novos, jogar com a falta de memória do que é uma escola para esventrar de vez a escola pública.
    A escola não faz jus ao seu nome, está descaraterizada, a situação está em escalada, fora do controlo do ME. O clima de impunidade está em crescendo. O cenário distópico criado por MLR é comburente. Todos nós professores pensamos quando chegará a nossa vez de ficarmos numa situação burlesca e marginal, que toda a gente prefere branquear, e com a qual nem sequer o Presidente de todos os portugueses quer ver-se conotado.
    A não ser que o incêndio alastre à sociedade e jovens bem integrados comecem a agredir os pais, os avós e os políticos só para se divertir e para provar que não existem limites.

  3. Reclamam reclamam reclamam e depois fazem programas na TV onde falam do assunto e só se vê egos inchados de profs e direções do ânus.
    Os profs são os piores inimigos dos profs…

  4. Já que a sociedade, a tutela ou a justiça não funcionam nem fazem nada, acho que os professores devem defender-se fisicamente também. Talvez assim acordem para esta triste realidade da violência na nossa sociedade. Não são só as mulheres, as crianças e os idosos que são vítimas de bullying e violência (física e psicológica). Já que não há lei, faça-se justiça pelas próprias mãos… e vão ver que tudo vai melhorar!

  5. […] Na Escola Eb. 2/3 de Fânzeres (Agrupamento de Santa Bárbara – Gondomar), no dia 6 de novembro de… No primeiro caso, um aluno com antecedentes disciplinares dá um estalo a um professor de 62 anos de idade fugindo depois da escola. No segundo caso, uma aluna apostou com as colegas que se tirasse negativa puxava o cabelo à professora. Tirou e puxou. Ambos os alunos foram suspensos. […]

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