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Alexandra Superstar | Pressões sobre as crianças “amarelas”

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Para não encher ainda mais o ComRegras com artigos “amarelos” vou fazer um dois em um.

Primeiro

mw-680A Secretária de Estado Alexandra Leitão lembra um miúdo que apareceu dos juniores e que ao chegar à primeira equipa faz logo um brilharete no 1º jogo. A sua prestação no programa Prós e Contras foi memorável, não pela temática em si mas pela simplicidade linguística e preparação jurídica que evidenciou. Esta senhora será um osso duro de roer quando chegar a hora de enfrentar sindicatos e uma opinião adversa da escola pública. Mas o momento ninguém lho tira e se 6 meses é pouco tempo para tirar conclusões, 6 meses também é pouco tempo para atingir os níveis de admiração conquistados.

Fica uma entrevista exclusiva à revista Visão

A história da fã de Springsteen que está a deixar os colégios amarelos

Deu nas vistas no programa Prós e Contras, da RTP, quando se discutiu a questão dos contratos de associação. Foi elogiada a sua clareza, frontalidade e genuinidade. O que se pode esperar de si é aquilo ou já estão a tentar maquilhá-la?

Maquilhar-me não, sou súper avessa à maquilhagem! É das coisas que mais me aborrecem (risos). Mas falando mais a sério: sou aquilo que viu, falo mesmo assim, tenho dificuldade em ser de outra maneira. Os meus amigos fizeram-me chegar cópias de coisas que leram sobre mim, mas também deve ter havido coisas más e essas eles não me fizeram chegar, claro! (risos). Talvez as pessoas estejam fartas de quem faz o mesmo tipo de abordagem às coisas, mas, pela minha parte é assim: nunca tive a visibilidade que tenho agora. Nem sequer tenho experiência. Por isso, falei na televisão como falo normalmente.

Os gurus da imagem e do marketing não estão a tentar limá-la?

Porquê, acha que tenho falta de polimento? (risos) Agora a sério: não tentam e não conseguiriam (risos).

Segundo

O ComRegras já tinha feito referência à pressão que os colégios “amarelos” andavam a fazer às suas crianças no artigo “Defesa da Escola Ponto” – Pais queixam-se da instrumentalização dos seus filhos, ponto. Hoje o DN faz capa sobre o mesmo assunto, e apesar dos entrevistados terem algumas dúvidas sobre essa pressão, eu não tenho dúvidas nenhumas. Não existe outra forma, sem ser através de pressão superior, para que crianças e pais escrevam 100 mil cartas para entregar ao Presidente da República e Primeiro- Ministro.

Vou puxar dos galões, mas fui dos primeiros a apontar o dedo a estes colégios pela utilização imoral de crianças nas suas manifs amarelas. A dignidade dos argumentos vê-se também nas formas de luta e aqui os moralistas da Defesa da Escola Ponto, ficaram muito mal na fotografia.

Inspeção investiga colégios acusados de pressionar alunos

O constante envio de emails a informar sobre as iniciativas de protesto programadas, a solicitar a confirmação da presença dos pais, e a veicular outras informações relativas a este assunto são, assim, encarados como uma forma de coacção psicológica por alguns encarregados de educação. Um deles exemplifica com um email enviado pelo núcleo Defesa da Escola Ponto, onde se lê: “ficaremos envergonhados se uma escola com mais do que 800 alunos congregue apenas uma centena…”.Já no dia 4 de Maio, os pais eram alertados para a importância de fazerem três “TPC”: assinar duas petições pela liberdade de escolha da escola, escrever cartas ao primeiro- ministro e ao Presidente da República (num email enviado pela Direcção pediam para serem fechadas e num email enviado pelo Núcleo de Acção do CCMI diziam que “não precisam de ser fechadas” a sublinhado) e participar no Abraço à escola.

E hoje provaram que conseguem manifestar-se sem utilizarem crianças.

Manifestação contra os cortes nos colégios privados

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