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Agrupamento de Escolas de Rio Tinto com aulas do século XXI

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Fonte: https://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/uma-escola-que-quebrou-as-rotinas-9048765.html

A imagem que estão a ver causará reações distintas, uns dirão, “pois, olhem lá para esta bandalheira, até parece que estão no café”, outros dirão, “é este o caminho, o conceito da aula tradicional tem de acabar, precisamos de abraçar o futuro”.

A minha posição tende claramente para o futuro, mas um futuro com responsabilidade, sem facilitismos, um futuro que apresente resultados reais e não manipulados ou manipuláveis. Costumo dizer que o que é pedagogicamente correto, é o que apresenta bons resultados, se este ambiente mais informal potenciar o sucesso escolar, de que estamos à espera?

Os alunos e os professores devem dizer de sua justiça. No Agrupamento de Escolas de Rio Tinto e segundo a notícia, os resultados são positivos.

Parabéns!

Uma escola que quebrou as rotinas

A mudança de rotinas começa logo na sala de aula: as mesas estão distribuídas por grupos, há pufs, os alunos podem levantar-se, a ideia é, através de um ambiente mais descontraído, aumentar a autoconfiança e despertar a sede de conhecimento.

Há alguns anos que o Agrupamento de Escolas de Rio Tinto trabalha na reorganização da escola, indo ao encontro do Dia do Perfil. Natália Ferreira é coordenadora do projeto Autonomia e Flexibilidade Curricular e defende que é fundamental alterar a atitude na sala de aula.

O conhecimento não é estanque, os alunos dizem que a mudança da rotina diária na escola tem tido bons resultados, sentem-se mais preparados para o futuro.

As atividades do Dia do Perfil desenvolvem-se ao longo de todo o ano.

Os professores acreditam que fazer da escola algo mais apelativo e onde os alunos não dependem apenas do professor para adquirir conhecimento tem muitos resultados, mas lamentam a falta de tempo, dizem que têm que conciliar tudo isto com o horário letivo.

Fonte: TSF

13 COMMENTS

  1. É uma treta, para mim… essa dos puffs … Outra pergunta… Foram os professores que quiseram ou a direção mais uns apaniguados ??? É pois, sabemos, uma verdadeira maçada: aprender… Nada como ser tudo lúdico e sem custos… mesmo que no Mundo, num futuro próximo, se adivinhem várias catástrofes… Escola que prepara para a vida…

      • Caro Aluno D eu não sou professsor… Mas conheço bem as algumas escolas e tenho filhos a estudar… Raramente os alunos que os meus filhos mais gostam são aqueles que servem melhor o seu futuro… mas, bem sei, são uns ”porreiraços”…
        Eu também já fui aluno e bem sei que há um tempo para entendermos certas coisas…
        Por vezes os nossos maiores amigos são aqueles que nos mandam percorrer o caminho das pedras… E isto também se aplica a mim como pai… Um abraço para si e que tenha muito sucesso na escola e na Vida.

  2. A crença é , infelizmente, passados tantos séculos depois do Iluminismo, muito mais forte que a verdade… E o lucro também…

    Os mitos educativos que estão a deixar as crianças viciadas em tecnologia

    ”Dois dos maiores investidores da Apple enviaram, esta semana, uma carta aberta à empresa com um pedido explícito e desconcertante: combater o crescente vício das crianças face ao uso do iPhone e da internet (redes sociais incluídas). A Jana Partners e o California State Teachers’ Retirement System — que, juntos, controlam 2 mil milhões de dólares de ações da Apple — pediram a criação de ferramentas adequadas. Em resposta, um responsável de comunicação da gigante de tecnologia disse que a empresa “sempre se preocupou com as crianças e trabalha arduamente para criar produtos que inspirem, entretenham e eduquem as crianças“.

    ”Nos últimos anos tem proliferado a ideia de que as aplicações e os dispositivos chamados “inteligentes” podem potenciar a inteligência das crianças — “ ideia” porque, ao contrário do que se possa pensar, são muitas as teorias sem real base científica. Catherine L’Ecuyer, investigadora na área da educação e autora do novo livro Educar na Realidade, defende que as empresas que distribuem ferramentas digitais fazem-no sob a premissa de que estas promovem a estimulação precoce das crianças. “Dizem-nos que os nossos filhos têm um potencial ilimitado, que devemos aproveitar ao máximo a ‘janela de oportunidade’ dos três primeiros anos. Dizem-nos que estas aplicações se adaptam ao estilo de aprendizagem dos nossos filhos e ajudam a desenvolver cada um dos hemisférios cerebrais”, escreve L’Ecuyer na nova obra.
    Nos últimos anos tem proliferado a ideia de que as aplicações e os dispositivos chamados “inteligentes” podem potenciar a inteligência das crianças — “ ideia” porque, ao contrário do que se possa pensar, são muitas as teorias sem real base científica. ”
    Retirado do jornal ” Observador”, online, da autoria da jornalista Ana Cristina Marques.

  3. Do mesmo artigo do ” Jornal Observador”…
    A conclusão final é muito importante para algumas sapiências estabelecidas…

    Catherine L’Ecuyer concorda: no livro já citado, diz que a multitarefa é tida como uma crença popular que ganhou terreno na nossa sociedade, muito embora não passe de um mito — as crianças até podem ser nativas digitais mas, ao contrário do que os pais possam pensar, isso não faz delas forçosamente melhores na multitarefa do que os adultos. “Também eles [os nativos digitais] oscilam entre as diferentes atividades tecnológicas que realizam, e essa oscilação tem o mesmo custo que tem para os adultos”, assegura L’Ecuyer.

    E que custos são esses? De acordo com um estudo publicado em 2014, no Journal of Experimental Psychology, interrupções de apenas dois ou três segundos são o suficiente para os participantes duplicarem os erros cometidos durante determinada tarefa. A isso acrescentam-se a investigação da Universidade da Califórnia — que mostrou que trocamos de tarefas cerca de 400 vezes por dia, daí estarmos tão cansados à noite — e o estudo da Universidade de Stanford, que concluiu que os alunos “que fazem multitarefa tecnológica obtiveram piores resultados em todos os parâmetros”.

    A última palavra fica a cargo de Catherine L’Ecuyer: “Um estudo que compara vários parâmetros cognitivos conclui que, hoje, uma criança de 11 anos tem um rendimento ao nível de uma criança de 8 ou 9 anos de há… 30 anos! É preciso ver que papel podem ter tido os neuromitos, os ecrãs e a multitarefa nessa mudança”.

  4. esta metodologia resulta se:
    – os alunos forem responsáveis e usarem esse ambiente em contexto de trabalho em vez de contexto lúdico
    – existirem recursos materiais em quantidade suficiente para satisfazer as necessidades em contexto de massificação do ensino
    e obviamente que sabemos o que aocntece na maioria dos casos…

  5. Coma devida vénia, retitado do ” Jornal Expresso, pela jornalista KATYA DELIMBEUF.
    No mínímo a do Tim Cook, que pouco adimiro, julgo que ele não se importa, devia fazer pensar alguns entusiastas… e viva sempre, mas sempre, o Mário Cordeiro que nunca me desilude e é um Homem Sábio…

    ….o ministro de Educação Francês, Jean Michel Blanquer, proibiu o uso de telemóveis nas escolas primárias, básicas e secundárias de França, a partir de setembro. Alunos entre os 6 e os 15 anos estarão impedidos de sequer consultar ou tocar nos seus smartphones no recreio e nos intervalos para almoço…
    …Esta semana, o CEO da Apple, Tim Cook, produziu uma declaração interessante. Disse: “Tenho um sobrinho e há coisas que não permitirei: não o quero numa rede social, por exemplo”. O empresário explicava que não achava que o uso abundante da tecnologia fosse sinónimo de sucesso. “Não acredito que alcançamos o sucesso se usarmos frequentemente telemóveis”, defendeu…
    …O pediatra Mário Cordeiro está “plenamente de acordo com a ideia de que os telemóveis vieram roubar muito tempo à interacção humana – brincar, conversar, dialogar, até discutir, para lá da atividade física e da criatividade”. “Não vejo qual a razão por que um adolescente, muito menos uma criança, há de ter o telemóvel à mão durante as aulas ou mesmo o recreio. Se houver uma emergência, ou em caso de necessidade última, obviamente que a escola providenciará a resposta”, diz o pediatra. “Portanto, apesar de poder parecer fundamentalista, a medida francesa acaba por ser positiva e, além do mais, dando alternativas – o que será indispensável -, as crianças aprenderão outros jogos, retomarão jogos antigos e até poderão interessar-se mais por ler e conversar, o que seria excelente.”

    • O telemóvel não é significado de sucesso, este deve ser visto como uma ferramenta de trabalho, como uma calculadora por exemplo. O seu uso obriga a regras claras, quem não as cumpre tem de ser penalizado. É simples.

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