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Afinal não sou o único…

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Que é critico sobre a forma como a escola e a sociedade em geral está obcecada na preparação dos alunos para determinado momento de avaliação. O argumento que escolas/alunos estavam a preparar-se para os exames, ou que precisavam de preparar-se para as provas da aferição revela bem o que o ensino se tornou, uma fábrica para exames, como diz José Vitor Malheiros na sua crónica do público.

As escolas não são fábricas de exames

Ora, a questão de fundo é que as escolas não existem para “preparar alunos para os exames”, nem a educação consiste em “preparar alunos para exames”. O que a escola deve pretender é, acima de tudo, formar cidadãos e oferecer-lhes uma educação que lhes estimule a curiosidade e o gosto de aprender e lhes permita desenvolver e aplicar os seus talentos em múltiplas circunstâncias e não apenas no dia do exame. Quando a escola se transforma num sistema de preparação para exames e visa não a educação dos alunos mas a obtenção de notas num exame não está a fazer todo o seu papel e descura a parte essencial desse papel.

Da mesma forma, as provas de aferição não exigem qualquer preparação especial, quer por parte das escolas quer por parte das famílias e dos alunos – é é por isso irrelevante, para os alunos, se elas vão ou não ter lugar este ano numa dada escola. As provas de aferição poderiam até, em rigor (se não fosse pelos aspectos logísticos que envolvem), ser feitas de surpresa, em datas tiradas à sorte, já que o seu objectivo é avaliar a qualidade do ensino dispensado por uma dada escola, para o melhorar, o que até recomenda que os alunos não possuam nenhuma preparação especial e se encontrem, tanto quanto possível, no seu “estado natural”. A noção de “preparar os alunos” para uma prova de aferição não tem qualquer sentido.

 

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