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Aferição… Para já não

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card_brandao_rodrigues_010316Desde a apresentação do novo modelo de avaliação externa, que introduziu provas de aferição no 2º, 5º e 8º anos do Ensino Básico, mantendo os exames no 9º ano, mas acabando com os exames no 4º e 6º anos, que considero que foi dado um passo importantíssimo para termos um sistema de avaliação que privilegie a aquisição de competências e a consolidação de conhecimentos em vez de apostar numa avaliação punitiva e promotora de desmotivação.

Identificar dificuldades a tempo de as corrigir, mantendo a exigência, mas procurando evitar o chumbo, é fundamental para criarmos um modelo educacional atrativo, motivador e que coloque o nosso sistema de ensino no caminho da convergência com os restantes países da OCDE.

Embora o modelo de aferição me pareça mais acertado, fui muito crítico do momento escolhido para o aplicar. Mudar as regras a meio do ano letivo pode revelar-se mais negativo do que positivo. As escolas programaram o ano letivo para aplicarem exames, os alunos estavam consciencializados para a sua realização e os professores orientaram a sua prática para que os alunos tivessem os melhores resultados possíveis.

Receber a notícia de que têm de reformular as práticas e reorientar os objetivos a meio do caminho é naturalmente difícil e promotor de instabilidade, que não é benéfica para a aprendizagem.

No entanto, o Ministério da Educação apresentou hoje que o presente ano letivo será de transição dando autonomia às escolas para decidirem se querem aplicar já as provas de aferição ou se preferem começar a executar o modelo apenas no próximo ano, quando será obrigatório para todas.

Teria preferido que se anunciasse, logo na apresentação do modelo de aferição, que o presente ano decorreria sem alterações e que o novo sistema entraria em vigor apenas no próximo. Dando espaço aos agrupamentos e escolas para se prepararem com tempo. Mas com refere Filinto Lima: “Fomos agradavelmente surpreendidos pelo anúncio de hoje”.

É um passo importante, sim, esta alteração à ideia inicial e que saiu da negociação com as escolas é o melhor caminho para que o resto do ano decorra com a tranquilidade necessária ao bom funcionamento da escola.

Consulte aqui o artigo:

Provas de aferição do ensino básico agendadas para 6 e 8 de Junho

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