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AEC Nos Privados É Abrir A Porta À Precariedade – Eis Um Exemplo

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O pelouro das Atividades de Enriquecimento Curricular varia de escola para escola. Há casos onde são os professores das próprias escolas que as lecionam, saindo essas horas do crédito horário escolar, mantendo assim o vencimento dos docentes. Há outros que ficam a cargo das autarquias, sendo os vencimentos variáveis, atingindo, em alguns casos, valores abaixo do mínimo que docência DEVE exigir.

Porém, há quem pondere, e se calhar até já acontece, em atribuir as AEC a empresas privadas. Ora, já sabemos que as empresas não fazem isto por amor à camisola, o seu objetivo é evidentemente o lucro, tal como acontece nos colégios privados, clínicas privadas, etc.

O exemplo que me chegou é paradigmático do que pode acontecer caso se opte por este caminho. As direções escolares, as autarquias e até o Ministério de Educação, devem tomar medidas para que se respeite o trabalho praticado. Com o devido respeito, a docência é uma das profissões mais nobres e tal deve ser refletido no seu vencimento.

Só assim manteremos os bons profissionais no Ensino…

Fica o exemplo:

Os colegas de AEC a recibos verdes deveriam receber, no mínimo, 33,12 euros por cada 60 minutos de aula. Contas baseadas no 1ºescalão da carreira / índice 167.

1518,63 euros ilíquidos x 14 meses = 21 260, 82 euros anuais

21 260,82 euros / (1100 min x 35 semanas)

21 260, 82 euros / 38 500 minutos anuais

0,552 euros / minuto

33,12 euros / 60 minutos

 

Há empresas a pagar 10 euros / 60 minutos a docentes de AEC.

Se 33,12 euros / 60 minutos corresponde ao salário 1518,63 euros / mês.

Então 10 euros / 60 minutos corresponde ao salário 458,52 euros / mês.

458,52 euros brutos / mês a um colega que, teoricamente, leccionasse 1100 minutos semanais de aec!

Menos do que o salário mínimo.

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