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Acabou a redução da componente lectiva.

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Chegou ao conhecimento público a proposta de despacho de organização do próximo ano lectivo. Esperava-se algumas novidades positivas, como sinal de aposta do novo governo na educação como eixo prioritário. No entanto, o DOAL não trouxe ,no essencial, nada de muito diferente. Algumas medidas interessantes que se destacam, como o desdobramento das turmas e o aumento das horas de direção de turma. Mas todas as medidas de reforço e melhoria das aprendizagens e do sucesso educativo são empurradas para a componente não lectiva de estabelecimento. Desta forma o que poderá existir na prática será uma sobrecarga do trabalho dos professores na sua componente não lectiva, agravando as horas de trabalho com os alunos ou com aspectos burocráticos, por exemplo de uma direção de turma. Os apoios, as coadjuvâncias, são trabalho  direto com os alunos, se a estes juntamos mais dois ou três exemplos anunciados neste DOAL, poderemos estar aqui num cenário, em que a componente não lectiva é utilizada para quase tudo. E quem tem nas escolas maior componente não lectiva de estabelecimento? Os colegas com mais idade e tempo de serviço. Parece que isto é uma forma subreptícia, de na prática, acabar com as reduções lectivas dos professores. Num contexto em que muitos colegas com mais anos de ensino estão já nos seus limites, de forma indireta aumentar a sua componente lectiva não será bom para ninguém ( certamente que para os alunos também não). Tudo isto para evitar mais contratações, numa altura em que urge um rejuvenescimento do corpo docente e em que a necessidade de novos professores nas escolas é cada vez mais mais premente.

Algumas medidas deste DOAL são até muito interessantes, mas não se pode continuar a multiplicar as tarefas dos professores e esperar bons resultados. Sem algum investimento na educação a coisa torna-se muito complicada, por mais boas intenções  que se tenha.

Sabemos que existe um défice para controlar, mas este governo foi escolhido por muitos para tomar opções e definir prioridades,  e uma delas seria certamente a educação pública.

(Esperemos que o documento final traga algumas alterações depois das negociações com os sindicatos).

Álvaro Vasconcelos.

1 COMMENT

  1. Como é possível ter 36 anos de serviço 57 de idade não ser contemplada com o art 79 do ECD visto ter os requisitos necessários com agravante de ter mais uma turma porque a opeção da escola onde leciono cada tempo é de 45 m com 36 anos de serviço deveria ter 14 horas letivas mas tenho vinte exaustão não é motivação

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