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Para Onde Foi A Supernanny?

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Todos nos lembramos da polémica que envolveu o programa da Supernanny. A forma grotesca como pais, SIC e a Psicóloga em causa expuseram os mais novos, a troco de protagonismo e natural dividendos, matou uma ideia que surgiu de uma carência evidente da sociedade portuguesa: dotar os encarregados de educação de ferramentas para lidar com a sua negligência e atos de indisciplina dos seus filhos.

O programa foi atirado para o lixo, mas não julguem que o conceito morreu. A própria Teresa Paula Marques confessou ao site Crescer, que os pedidos de ajuda continuaram mesmo depois do programa acabar. Surgiu assim uma nova via profissional para a Supernanny – o coaching ao domicilio.

Nada tenho contra o trabalho da Psicóloga Teresa Paula Marques, é tão digno como outro qualquer. O motivo que me leva a dar destaque a esta Supernanny em off, é a necessidade premente de apoiar as famílias portuguesas no campo da disciplina/inteligência emocional.

O Estado gasta milhões em virtude da delinquência dos mais jovens, “ativos” importantes que deixam de contribuir para a sociedade, tornando-se um peso com custos diretos e indiretos.

É verdade que já existem instituições que trabalham com as famílias, mas se formos questioná-las se os meios que possuem são suficientes, a resposta será aquela que o leitor e eu pensamos…

Deixo-vos com um excerto da entrevista e um link para o artigo que escrevi na altura caso queiram (re)ler.


Supernanny: Após desafio na SIC, Teresa Paula Marques tem novo projeto

«Sinto que as pessoas precisam muito de ajuda»

Quase dois anos depois do formato televisivo e completamente afastada das “luzes da ribalta”, Teresa Paula Marques tem novo desafio profissional ligado ao projeto que começou no programa da estação de Paço d’Arcos. «Após o programa ter deixado de ser exibido, comecei a receber bastantes e-mails de Pais, alguns com questões acerca de comportamentos dos filhos, outros com pedidos para que eu fosse lá a casa ajudá-los», começa por contar em exclusivo ao site Crescer.

E a razão para que este desafio se tornasse numa continuidade no trabalho que Teresa Paula Marques é simples: «Sinto que as pessoas precisam muito de ajuda. Neste projeto é-me possível desempenhar o papel de coach parental, mas também de psicóloga, caso se torne necessário. Já anteriormente havia pessoas que levavam pequenos vídeos para as consultas, para que eu visse do que estavam a falar (por exemplo uma birra do filho), porque sentiam que não conseguiam transmitir por palavras aquilo que se passava lá em casa», revela.

E que tipo de situações surgem com mais frequência? «As birras são o problema que mais surge: para ir para a cama, para ir tomar banho, para se levantar de manhã, para fazer os trabalhos para casa… Há também as situações de desobediência, os maus hábitos alimentares e de outro tipo (estar sempre com o telemóvel, por exemplo). Há também Pais que me pedem para que eu os ajude a perceber de onde vem a difícil relação que estes mantêm com os filhos (sobretudo adolescentes)», continua.

Em que consiste ao certo este novo desafio profissional?

Tendo uma ideia do que se passou no programa da SIC, muitos são os pais que continuam a procurar ajuda com a profissional. E Teresa Paula Marques explica em que consiste este desafio. «As pessoas contactam-me e marcamos uma primeira sessão, no consultório, de forma a que eu possa inteirar-me do que se passa e se a situação é indicada para o coaching parental ao domicílio. Depois disso existem três opções: ou não é uma situação para coaching parental ao domicílio, mas sim para haver um seguimento psicoterápico; ou basta um aconselhamento parental pontual; ou então marcamos os dias (geralmente dois) para eu me deslocar a casa das pessoas para observar e implementar as estratégias. Frequentemente levo materiais para ajudar no processo. Depois disso há a monitorização que já pode ser feita também no consultório (alinhar estratégias, ver o que correu bem e o que correu menos bem…)», realça.

«Os Pais que me contactam são pessoas especiais, que não têm problemas em assumir que precisam de ajuda»

Por vezes o desespero dos pais é tanto que não conseguem “dar conta do recado” nas coisas relacionadas com os filhos. «Vivemos numa sociedade acelerada, sem tempo para nada. Os Pais têm pouco tempo para dedicar aos filhos e só quando as situações começam a ter um impacto negativo no funcionamento familiar é que percebem que precisam de ajuda. Falta aos mais velhos serem mais assertivos, terem coragem para dizer “Não!” nos momentos certos e manterem-se firmes, sem se sentirem culpados por isso. É curioso que após o programa, muitas foram as pessoas que me abordavam na rua e me diziam que eu lhes tinha explicado o valor do “Não”. Isso deixa-me muito satisfeita, porque uma criança que não aprende a gerir frustrações está condenada a ser um adulto infeliz e mal sucedido quer a nível pessoal, quer profissional. Considero que os Pais que me contactam são pessoas especiais, que não têm problemas em assumir que precisam de ajuda para que o dia-a-dia da família seja mais harmonioso», assume.

Fonte: Crescer


A SuperNanny mostrou aquilo que os professores há muito dizem

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