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A revolta de uma mãe sobre o ensino na escola da sua filha

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Partilho tal como recebi.
Junto envio uma carta aberta enviada para o agrupamento e câmara municipal da minha cidade, alertando para uma, das muitas situações irregulares que têm vindo a acontecer neste agrupamento.
É uma agrupamento onde o acompanhamento, por parte da escola, aos seus alunos se dá pelo envio de fichas de trabalho e (alguns) planos de aula.A escola não se preparou tecnologicamente para dar resposta a estas situações, mais que previsíveis. A única solução encontrada pelo seu diretor e pedir a disponibilidade aos seus professores para manterem a conexão dos alunos à escola fora do seu horário de trabalho, se assim o entenderem.
Onde está assegurado o direito constitucional da educação dos nossos filhos?
Em dois meses de aulas, a minha filha vai passar 1 mês em casa a aprender por fichas de trabalho!!
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3 COMMENTS

  1. No meu Agrupamento não é muito diferente, até porque o equipmento informático está velho e a necessitar de substituição urgente. A questão é que a aquisição de qualquer tipo de equipamento não é algo que um diretor possa decidir e efetuar, assim, sem amis nem menos! Quem paga?? O próprio? É triste esta realidade. No que me toca, estou numa escola que abriu protas há 5 anos. Deveria ser equipada à luz do século XXI…mas não foi… Temos uma sala preparada para aulas em videoconferência e é só… Há coisas que necessitam mudança, ams parece que ninguém vê, ninguém ouve…

  2. Compreendo as frustrações da mãe, mas nenhumas das faltas apontadas  é da responsabilidade da escola e do seu Diretor (eventualmente a “falta de comunicação”).
    Se na primeira fase fomos todos apanhados de surpresa, para esta segunda, cada vez mais chegamos à conclusão que o planeamento se baseou numa “fezada que tudo vai correr bem”…o sistema educativo tem sido não só subfinanciado, como negligenciado….e com uma pressão suplementar todo ele abana….
    – Só agora (pelo menos na minha escola) os rácios de funcionários começam a ser atingido (mesmo que contem com profissionais de baixa médica há vários anos)..o que é insuficiente para uma situação de pandemia e e necessidade de controlo de higienização de espaços.
     – As turma não foram reduzidas continuando a existir turmas com 28, 29 e 30 elementos ( ainda pensei ” não reduzem as turmas porque não há professores…mas pelo menos iremos tentar baixar a curva com com aulas semi-presenciais..por exemplo com tedae a turma a frequentar as aulas semanalmente”)
    – Os computadores só agora começam a chegar às escolas (o que não significa que já lá estejam, e prontos a ser usados pelos alunos) e não serão (pelo menos este ano letivo) para todos (e muito menos para professores).
     – Os professores continuam com distribuição de serviço “ao minuto”..não se assegurando em agosto (que é quando ainda há professores) horários completos suficientes, com folgas para implementar planos de contingência.

    Estas seriam as 4 medidas que o ME poderia tomar em tão curto espaço de tempo de forma a preparar este ano letivo…nem uma tomou…
    Tudo o resto vem do subfinanciamento crónico do SE…fazer uma escola não é só construi-la….é dotá-la dos meios pedagógicos e didáticos necessários (verbas para bibliotecas, materiais didáticos, manutenção…) 
    Queixam-se os pais (e o resto da sociedade) disto a quem de direito?
    E aproxima-se um “inverno” de professores…estão a sair vários professores do sistema por reforma..mas existe um buraco negro de professores entre os 40 e os 23 anos…(17 anos de experiência profissional x milhares de professores, que se perdem….)Já se sente nas escolas mas ainda é atenuado (com de milhares professores com horas extraordinárias)…quando bater a sério também vai ser das escolas que os encarregados de educação se vão queixar? 

    Quando canalizaremos a revolta diretamente para os locais certos….?

    Cito a 1ª das 10 estratégias de manipulação de Chomsky:
    “O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar”.

  3. Aqui está mais uma mãe a que eu chamo, com carinho de grunha. O seu filho será um outro grunho. Filho de grunha é grunho. Triste país de grunhas!

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