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A maioria das escolas tem falta de docentes, não docentes e não cumpre com as distâncias de segurança

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Segundo um inquérito realizado junto das direções das escolas, divulgado esta segunda-feira, 14 de setembro, pelo maior sindicato de professores do país, 84% das escolas não observa a distância de segurança sanitária.

Em 91% das escolas portuguesas faltam assistentes operacionais e em 75% ainda há professores por colocar. Os números foram divulgados pela Fenprof, esta segunda-feira, 14 de setembro, no arranque do novo ano letivo 2020/2021. Quanto ao anunciado reforço de docentes para fazer face aos défices provocados pelo encerramento das escolas, em 81,5% dos casos, as direções afirmam não ter, até agora, acontecido.

“Tudo isto leva a que, em 92% dos agrupamentos e escolas não agrupadas, diversos espaços funcionem de forma condicionada ou, até, se mantenham encerrados”, afirma o maior sindicato de professores do país.

Os dados, que se baseiam num inquérito realizado junto das direções das escolas sobre as condições de abertura do novo ano letivo, revelam igualmente que a distância de segurança sanitária não é observada em 84% das escolas.

Relativamente aos profissionais integrados em grupos de risco (docentes e não docentes), “as escolas afirmam não saber como garantir a sua proteção acrescida”, refere a federação liderada por Mário Nogueira.

Neste sentido, a Fenprof apela a toda a comunidade “para que adote cuidados reforçados”, mas admite que, com os problemas que continuam por resolver, “é bem possível que, em breve, comecem a surgir encerramentos parciais ou totais de escolas, com todos os prejuízos que daí resultam”. O que a verificar-se tem um responsável, acusa: o Ministério da Educação: “a responsabilidade por isso não pode ser atribuída aos membros da comunidade escolar, às direções das escolas ou, até e apenas, ao novo coronavírus…”

A federação “continuará a exigir as condições que ainda não foram criadas, por considerar necessário que as escolas se mantenham abertas e o ensino seja presencial, o que se justifica por razões de natureza pedagógica, económica e social”. E, mais uma vez, pede ao Ministério da Educação que “faça agora o que já deveria ter feito, garantindo que o ensino vai mesmo ser presencial”.

O primeiro-ministro, António Costa, revelou esta segunda-feira, 14 de setembro, na Escola Secundária de Benavente, onde, acompanhado do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e dos secretários de Estado João Costa e Susana Amador, assinalou o arranque do ano letivo 2020/21 que “ainda esta semana será anunciado uma nova contratação de mais assistentes operacionais”.


Diretores escolares pedem reforço de assistentes operacionais

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) apelou esta segunda-feira ao governo para que disponibilize mais assistentes operacionais, lembrando que o alargamento do horário escolar e a higienização dos espaços exigirá mais dos funcionários.

“Deve reconhecer-se que este Ministério da Educação colocou nas escolas mais funcionários (recentemente), mas este é um problema estrutural de há muito tempo”, disse Filinto Lima, dirigindo o apelo também ao Ministério das Finanças.

(…)

Fonte: Observador

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