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A Mãe Do Tomás Não Percebeu, Tal Como Outras Ainda Não Perceberam

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O tempo vai passando e continuam a surgir desabafos a criticar o ensino à distância como se este fosse uma imposição por alguma corrente moderna, que pretende criar alunos robôs providos de qualquer ligação afetiva com os seus colegas e professores.

Faz-me confusão como é que continuam a existir pessoas que julgam que a aplicação do ensino à distância ou o tão falado “B-Learning”, a ser prolongado/implementado, será o resultado de um capricho e não de contingências sanitárias impostas por entidades superiores às escolas e Ministério da Educação.

O que não falta no ComRegras são artigos críticos ao Governo e Ministério da Educação, mas não posso em consciência criticar uma entidade que já deu a entender por diversas vezes que o objetivo é o regresso ao ensino presencial. Não se constroem escolas em 3,4, ou 6 meses e o Governo já abriu a porta à ideia de contratar mais professores. Precisa sim de comunicar cá para fora os tão falados cenários, para as escolas saberem como se devem preparar.

Talvez a revolta desta e de outras mães, devessem ser canalizadas para a cambada de inconscientes que estão a colocar em causa meses de sacrifício, limitando as esperanças para um regresso presencial a nível nacional…

Fica o texto.


Ensino on-line no próximo ano lectivo… Não por favor!!!

A continuar o ensino on-line no próximo ano lectivo estão a destruir a infância e a qualidade do Ensino! Quero acreditar que o Sr. Presidente do Governo e o Sr. Secretário da Educação têm a consciência da responsabilidade que têm nas suas mãos… o futuro dos nossos filhos! Repensem no caminho que estão a traçar. Invistam dinheiro na melhoria das escolas, na reabertura de escolas que se encontrem fechadas, em contratar mais professores e assistentes operacionais, em criar turmas mais reduzidas, nos recreios das nossas escolas, em computadores nas salas… Invistam nas escolas reais e presenciais… invistam no sucesso e felicidade das crianças! Uma criança é feliz a aprender com outras crianças, com um professor real que as acolhe de manhã quando chega, que sente as suas inseguranças e festeja as suas conquistas. Uma criança cresce saudável se respeitarem a sua natureza! Não podemos aceitar que um país, em nome de um vírus, faça isto a uma geração. Chega desta alienação digital! Nunca um livro poderá ser substituído por um ecrã! Nunca um professor poderá ser substituído por um computador! Basta 50 minutos de ecrã para se constatar hiperactividade, sono menos profundo, cansaço, perda de memória, diminuição da capacidade de concentração e sintomas depressivos. Não sou eu que o digo! São os estudos! Não deitem por terra o futuro desta geração! Vamos lidar com uma geração que não sabe pensar, que não tem criatividade, que vive medicada, drogada e alienada. É essencial tratar a parte emocional e social com o devido respeito. Com o mesmo respeito que lidamos com a covid-19. Ouçam os especialistas, professores, psicólogos, pedopsiquiatras… ouçam os pais e principalmente escutem com o coração as crianças!

A. Margarida Oliveira, mãe do Tomás e do Guilherme

Fonte: DNotícias

5 COMMENTS

  1. O meu problema é ver professores a pensar da mesma forma. Os mesmos que depois são contra o regresso às aulas presenciais
    O EAD de emergência não foi nem será uma opção. É uma obrigação. Que foi cumprida com sucesso pela maioria dos professores. E, espero eu, que tenha aberto portas para uma futura utilização racional destas ferramentas.

  2. Lamento dizer mas não há outra solução em caso de confinamento forçado.
    Goste-se ou não é o que há…

    A única coisa que se pode melhorar, é arranjar uma forma de avaliar o aluno de uma forma seria e fidedigna. Apresentando uma solução para isso tudo fica mais claro e justo.

    De resto nada a fazer. Não há outras soluções nestes casos pandémicos. Lamento…

  3. Estaremos, talvez, a esquecer que para determinadas faixas etárias o EaD é uma ficção sem a presença dos pais. Hão-de convir que não se pode esperar mandar uma criança de 1º ou 2º ciclo para casa e que este, diante de um computador (ou telemóvel, que é surreal como ferramenta de apoio ao trabalho mas que fo isolução para muitos no terceiro periodo), tem ou ganha as competências, responsabilidade e autonomia que lhe permitem fazer aquilo que, muitas vezes, não consegue sequer em contexto de sala de aula.

    E nem sequer basta a presença de pais (ou outros adultos responsáveis o que, neste particular do EaD, tem uma conotação muito particular): é preciso que estes percebam o que se pretende e tenham a capacidade de apoiar quando necessário. A plataforma não está disponível, a password expirou, o Windows vai instalar updates… Há um sem número de pressupostos que são necessários ao EaD e que não estão, de todo, garantidos.

    Assim sendo, se lamentamos que não haja alternativa ao confinamento, também teremos de lamentar a quantidade de gente que se perde neste caminho ínvio da informatização.

    E nada disto é retórica contra a solução de recurso que atendeu à emergência: foi um remendo e resolveu, em tempo útil, um tremendo problema; mas o remendo não pode servir para o resto da viagem, que é longa.

    • Se este remendo não serve e se não puderes estar presencial qual a solução, Henrique?

      Desculpa mas não conheço outra!

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