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A inclusão é utópica

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As nossas elites políticas e os respetivos apêndices sindicais, em época de discussão orçamental ou véspera de eleições, tendem (a nossa mesquinhez e tacanhice vem à tona) a repetir as mesmas orações, ano após ano, como se em Portugal não haja quem pense, quem crie, invente, torne visível o que somos atualmente. O BE vem com a mesma conversa de sempre, transversal a todos os partidos, para conseguir uns minutos de fama. Antes de se discutir taxas, taxinhas, isenções ou discriminações visitem o interior do país e mesmo o litoral, com olhos de ver. As escolas, quer do Ensino Superior quer do Ensino Básico e Secundário agradeceriam, dado que não havendo uma rede pública de transportes e adaptada a pessoas com NEE e as escolas com uma estrutura física intransponível (refeitórios, reprografias, bar), pais ou encarregados de educação sem meios sequer, nalguns casos, de providenciar um pequeno almoço, não há lei que funcione. Esta proposta, como a de todos os outros partidos, seja no passado ou agora, começam sempre a casa pelo  telhado. Para a grande maioria das nossas “elites” Portugal resume-se a uma faixa com 10-20 km de largura junto ao oceano Atlântico. Inclusão? Onde? Como? Quem?

No DN de hoje pode ler-se um artigo de João Francisco Guerreiro que salienta algumas palavras proferidas pelo nosso PR no último dia de visita à Suiça. É saudável para o país e para nós próprios, sermos honestos e sinceros no que dizemos, prometemos e alimentamos. As ideologias – a história faz questão de o lembrar pois alguns seres humanos assim que tomam o poder sofrem por vezes tal metamorfose que esquecem o motivo desse poder e de quem lho conferiu – só trouxeram guerra e miséria. Tal como na Finlândia, no Japão, na Suiça, em Cuba, o sistema educativo é alicerçado no objetivo de desenvolver o ser humano e não um grupo de seres humanos, de modo a ter um futuro com qualidade, digno, útil. É extremamente importante que qualquer revisão que se faça a esse sistema não se baseie num modelo de um qualquer país, (…) Marcelo acha que “se deve olhar para a experiência de países que estão uns passos à frente, em termos económicos e em termos sociais, para ver o que pode suceder na Europa e no mundo daqui por uns anos”.

Por último deixo-vos com o artigo de opinião de uma pessoa que admiro, António Barreto. Um texto honesto, algo furioso, inconformado, com o rumo que os nossos políticos, ao longo dos anos, têm tomado em relação aos nossos impostos. A verdade, por muito inconveniente que seja, tem de ser dita e repetida vezes sem conta. Já agora e por falar em António Barreto, visitem a Pordata. Não é uma base de dados é simplesmente A Base de Dados do nosso país.

Bloco propõe isenção de propinas para alunos com deficiência

(Lusa)

Marcelo critica sistema de ensino do governo de Passos

(João  Francisco Guerreiro)

O Jogo do Rapa

(António Barreto)