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A Imagem que as Escolas Projectam de Si Próprias nas Comunidades

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AnabelaNa actualidade, vivemos um tempo diferente nas escolas daquele que já vivemos há dez anos atrás, radicalmente diferente do que já vivemos aquando do meu ingresso na carreira docente, nos idos anos oitenta do século passado, no que à possibilidade de comunicação diz respeito.

Hoje a sociedade da informação está por todo o lado, chega a todo o lado, é imediata, para o bem e para o mal, as redes sociais rodeiam-nos e não vale a pena fecharmos os olhos fingindo que tudo isto nos pode passar ao lado, porque não passa, é real, palpável, existe, os computadores e a Internet, com toda a parafernália quase infinita de possibilidades, vieram para ficar e ficaram mesmo.

Posto isto, qual deve ser a postura de uma instituição de ensino, pública ou privada é igual, perante a comunidade local em que se insere, atendendo a que dispõe, de forma gratuita ainda por cima, de um conjunto de ferramentas que lhe possibilitam dar a conhecer o que de melhor se vai fazendo no seu seio?

Na minha opinião, estas instituições – Escolas – devem lutar todos os dias para darem a conhecer às comunidades locais, e não só, o que se vai fazendo de melhor no seu seio, seja em contexto de sala de aula, ou não, quer emane da vontade e do trabalho dos seus Alunos, Professores, Assistentes Operacionais, Encarregados de Educação, quer seja em termos individuais, quer colectivos, ou seja, quer saia da vontade de um dos seus membros de forma isolada, de um grupo, de um departamento ou do todo.

Ora, o que eu mais observo, são oportunidades perdidas e vejo, sistematicamente, as Escolas, e quando digo Escolas englobo também Agrupamentos, a descurarem quase por completo esta vertente de aproximação/divulgação, junto das comunidades em que se inserem, do trabalho, em alguns casos imenso, gigante mesmo, que se realiza no interior daqueles espaços, hoje infelizmente gradeados, do trabalho que, esporadicamente, até se realiza no seu exterior.

E é assim que, com tristeza, verifico amiúde, ao visitar páginas de Escolas e ou Agrupamentos que até conheço bem, uma falta de informação atroz e que, erroneamente bem sei, devolvem imagens de instituições completamente distorcidas de realidades por vezes muito ricas e plurais, feitas de experiências pedagógicas interessantíssimas, feitas de parcerias importantíssimas… enfim, feitas da imaginação e da riqueza que povoa Escolas que não se esgotam nas aulas, importantes! e que são muito mais do que isso… sem complexos, não deixando de também ser compostas por isso.

Ou seja, estas instituições, Escolas, têm muita responsabilidade na forma como são percepcionadas por quem está do outro lado, à distância de um clique, e procura informação sobre o estabelecimento A ou B. E têm, obrigatoriamente, de se afirmar pela positiva junto das comunidades que servem.

Observo que nem sempre o fazem. Por inércia? Por desleixo? Por falta de recursos humanos e ou técnicos? Por falta percepção da sua importância?

E é assim que nem sempre a fotografia é bonita de se ver. E pagamos todos por isto. Pela imagem que projectamos de nós próprios nas comunidades onde nos inserimos.

2 COMMENTS

  1. É verdade, numa fase em que procurava informação disciplinar das escolas entrei em dezenas de sites escolares. Havia para todos os gostos, uns eram claramente acolhedores, atualizados e dava vontade de “vasculhar” mais e mais e mais. Outros… até metia dó e mais não eram que uma imagem pálida sem interesse em lá voltar. Até que ponto correspondem à realidade? Só quem lá habita é que sabe…

  2. Ou seja, “nós” temos muita culpa na imagem, nem sempre boa, que projectamos de nós próprios. Não me conformo com isto. Principalmente desde o violento ataque de MLR. 🙁

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