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A Gafe Do Presidente Marcelo Sobre A Disciplina De “Voluntariado” Nas Escolas

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O Presidente Marcelo veio hoje lembrar a importância do Voluntariado, quer nas escolas, quer na sociedade, pedindo mesmo que seja criada uma disciplina para “responsabilidade social” ou “serviço comunitário”.

Passo a citar:

A promoção do Voluntariado, que visa o envolvimento das crianças e dos jovens em atividades desta natureza, permitindo, de uma forma ativa e tão cedo quanto possível, a compreensão que a defesa de valores fundamentais como o da solidariedade, da entreajuda e do trabalho, contribui para aumentar a qualidade de vida e para impulsionar o desenvolvimento harmonioso da sociedade. A criação de uma cultura educacional baseada na defesa destes mesmos valores reforça a importância do voluntariado como meio de promoção da coesão social.

De onde tirei isto?

Das linhas orientadoras para a Educação para a Cidadania, que contempla esta vertente social e de extrema importância. Se o Sr.. Presidente já conhecia a existência desta disciplina, então não lhe atribui o crédito devido. Acredito que não seja o caso, por isso só mesmo algum desconhecimento por parte do Presidente justifica a sua declaração, bem como dos órgãos de comunicação social que ignoram tal facto.

Fica a notícia:


Marcelo pede disciplina de “voluntariado” nas escolas

O presidente da República defendeu que as escolas devem introduzir nos currículos uma disciplina de “responsabilidade social” ou “serviço comunitário” para valorizar o voluntariado, algo que também deve acontecer nas empresas e instituições.

“O voluntariado está a crescer, mas é pouco. É preciso que cresça muito mais. Por isso deixo aqui um apelo: às escolas, às empresas e às instituições mais variadas, mesmo as sem vertente de apoio social, para que abram mais espaço na sua vida normal ao voluntariado”, declarou o chefe de Estado no Porto, na sessão encerramento da cerimónia dos 40 anos do Voluntariado do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, no Dia Internacional do Voluntariado.

Em relação às escolas, Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu mesmo a introdução, “nos currículos, de um tempo devidamente valorizado para essa forma de responsabilidade social”, como acontece noutros países, em que “faz parte da educação uma componente de serviço comunitário”.

“Nas empresas, tem de haver tempo que vale como tempo de serviço que é dedicado a causas sociais, entre elas o voluntariado”, defendeu.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, também nas empresas “tem de haver mais” voluntariado, pois a atividade não pode partir “apenas de um conjunto de instituições isoladas”.

O presidente reconheceu que “tem de ser um processo lento, porque as instituições não têm recursos ilimitados”. A intenção, frisou, é “institucionalizar e tornar como normal este tipo de procedimento”, para “incentivar o voluntariado”.

“Todo o apelo para que o voluntariado se multiplique é pouco, tal é a necessidade”, frisou.

“Quanto mais se multiplicam e alongam as patologias, mais surgem as necessidades de cuidados continuados, quanto mais envelhece uma sociedade, mais temos um leque de necessidades que se alarga”, acrescentou.

Marcelo notou ainda que “quanto mais as associações sofrem de faltas de meios e recursos, mais a tarefa do voluntariado é necessária”.

“Não substitui os recursos que não existem, mas mitiga efeitos psicológicos, faz o acompanhamento em situações que entretanto se agravaram”, defendeu.

Após agraciar voluntários que trabalham há 40, 30, 25 ou cinco anos na delegação do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o presidente sustentou que “ninguém é uma ilha”.

“Não há ilhas, o que dá sentido à nossa vida é servir os outros”, disse.

O chefe de Estado observou que, embora esteja a crescer em Portugal, o voluntariado representa “menos de 8%”, ficando abaixo de “metade da média da União Europeia [UE]”.

Portugal está, por isso, em 26.º lugar no que diz respeito a voluntariado na UE”, tendo atrás de si apenas “a Roménia e a Bulgária”.

“São muitos, são 695 mil [voluntários], mas são poucos para as necessidades da população portuguesa”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa.

Referindo os voluntários informais, “que até há pouco tempo nem tinham estatuto legal”, o presidente disse esperar que “tenham rapidamente o estatuto regulamentado”.

“Depois, há um voluntariado formal que é essencial para o tecido social. Foi essencial nos períodos de crise. E é essencial no dia a dia, contribuindo para o reforço dos laços solidários no nosso país. São eles que contribuem todos os dias, semanas e meses para reforçar o entrosamento dos laços sociais na nossa comunidade, o acompanhamento dos que mais sofrem, que mais necessitam, que mais dependem”, assinalou.

Para Marcelo, isto é “tarefa para a qual não há gratidão que se possa exprimir”.

Fonte: JN

2 COMMENTS

  1. Mas este Presidente está gagá? viverá noutra galáxia? não surpreende que não sinta empatia pelos professores. Não faz a menor ideia de como funciona uma escola. Quantas disciplinas julga que os alunos aguentam? 100? a escola não é o resolvedor dos problemas da sociedade. Os políticos que verguem a espinha e façam o seu trabalho, se não, qualquer dia os cidadãos aderem em massa à greve às eleições.

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