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A Este Ritmo, Todas As Semanas Teremos 1 Docente/Não Docente Agredido Nas Nossas Escolas

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O Correio da Manhã fez notícia do “Contador ComRegras”, onde constam as agressões cometidas a professores e funcionários que ocorreram no 1º período deste ano letivo.

Após uma nova contagem, confirmam-se 15 agressões a professores e 5 a funcionários. Dá uma média de 1 agressão a cada 3,5 dias úteis.

Tal como referi ao jornalista Bernardo Esteves, mesmo estes números não correspondem à totalidade de agressões ocorridas. No email do ComRegras ([email protected]) chegaram outras situações que não foram contabilizadas por faltarem elementos que confirmassem a veracidade dos factos, por receio de represálias ou exposição pública.

O 2º período começará na próxima semana, seguramente que mais casos irão ocorrer. Fica o desejo que 2020, seja um ano de combate à indisciplina escolar e que pais, alunos, professores, funcionários e Ministério da Educação, façam a sua parte para que este “Contador” desapareça por falta de “alimento”.


Vinte agressões nas escolas em três meses

Desde o início do ano letivo já houve 15 professores e cinco assistentes operacionais agredidos nas escolas básicas e secundárias por alunos e encarregados de educação. Estes dados foram compilados pelo blogue de educação ComRegras, com base em denúncias enviadas por docentes e em notícias publicadas na comunicação social.

Os números reais podem ser superiores, porque nem todas as situações serão reportadas. “Recebi vários emails de pessoas que não abdicam do anonimato por receio de represálias e estes casos não estão incluídos”, disse ao CM o professor Alexandre Henriques, autor do blogue.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, no livro “A Cultura-Mundo”, pp.185- 190, traçam um excelente retrato da realidade escolar a que chamam “A escola paralisada”, que deve ser lido na íntegra e do qual transcrevo dois excertos.
    “A escola assistiu à implantação de métodos que viraram as costas aos controlos disciplinares, à austeridade do trabalho e às obrigações impessoais da repetição e da memorização. Em nome da felicidade da criança, da individualidade e da espontaneidade da expressão de si, as formas de controlo e de aprendizagem antigas foram substituídas por “métodos ativos”, sem dúvida simpáticos, mas cujo preço se revelou elevado em matéria de formação escolar. As mesmas razões estiveram na origem dum processo mais ou menos profundo de demissão dos pais, particularmente prejudicial para escola, para a educação e, sobretudo, para a própria criança. Foi assim que a cultura consumista-hedonista-individualista minou a escola da disciplina. É esta a nossa situação atual “. (p. 187).
    O problema é que, não havendo soluções fáceis, o ministério insiste na fuga em frente e, mais uma vez, perdem sempre os mesmos: ” (…) Sob a bandeira da democratização, a nova época cultural é profundamente inigualitária: permite o sucesso de uns, aqueles cujo enquadramento familiar coloca limites à invasão e ao poder dissolvente da cultura “cool”, e é fatal para os outros, para todos os que, não dispondo do contributo das suas famílias, também não beneficiam de qualquer apoio “institucional” para se formarem e educarem.” (p. 189).

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