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A educação perde-se a selvajaria ganha-se.

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euEstamos a perder algumas, demasiadas, qualidades que ainda tínhamos, mas ao que parece é feio mantê-las. Vai daí deitam-se borda fora e adquirem com orgulho as outras, as não qualidades. Assim, vai-se com grande honra atenuando a nossa diferença entre Pessoas e animais selvagens. E tão contentes que ficamos, por assim proceder.

Que bom não haver o mínimo de respeito na passagem das portas, quem sair mais depressa ou entrar, é que é fixe, se tiver que empurrar outros para o fazer, ainda bem.

Andar e estar de boné em locais fechados e até a tomar refeições, é sinonimo de progresso, não de selvajaria.

Se parar ou até estacionar o automóvel em terceira fila, uma vez que um chico-esperto já o fez em segunda, ainda bem. Quanto mais se incomodar os outros para nossa comodismo, ainda melhor.

Calcar semáforos vermelhos é uma maravilha, e raramente se bate, dado que o que estava no ouro, no verde, como estava ao telemóvel não arrancou a tempo. Vale tudo.

Não deixar passar na passadeira quem tem direito para o fazer, é o que está a dar.

Como peão, também nunca passar nas passadeiras e andar pelo meio da rua a pé, também é um uso e um costume a elogiar.

Berrar em locais públicos, quer em conversas em grupo, mesmo que este seja unicamente de duas pessoas quer a falar ao telemóvel, incomodar os outros é que é bom. Fixe!

Mostramos com todos estes comportamentos que o que mais nos faltaria seria respeitar regras. Quanto mais à balda andarmos, melhor. Fixe, meu. Cuspamos para o chão.

Quanto mais as mãezinhas deixarem os seus filhinhos de meses habituarem-se a não as respeitar e a ninguém, resulta melhor. Depois levarão na cara do próprio filho, mas só lá para os 10 anos. E até é bonito.

Quando a criança vai para a escola é para fazer o que lhe apetece, e o professor como também não está para muito se maçar, o dia passa e nada acontece. A criancinha nada de útil aprendeu, mas os pais/mães também não se importam E se um professor, o quer ser de facto, corre o risco de ter que aguentar com as mãezinhas e os paizinhos a dar-lhes raspanetes – aos professores, aos professores – dado que ninguém pode ralhar com o seu crianço, coitadinho, se não fica traumatizado.

As policias que são várias, deveriam ser mais unificadas e estar muitíssimo mais visivelmente presentes, em todo o lado, também se desleixam um pouco- como todos nós – e não põem na ordem -palavra que não se deve utilizar, é feio- tanta gente que estaciona em cima das passadeiras, não nota que demasiadas pessoas conduzem a falar ao telemóvel, calcam os sinais vermelhos, não respeitam as passadeiras.

Mas vai tudo bem, cada vez todos gloriosamente mais nos aproximamos dos animais em plena selva, mas assim é que é fixe. Continuemos, até andar de quatro, faz melhor à coluna!

Augusto Küttner de Magalhães

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