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A Educação Digital Nas Escolas Da Europa

Esta publicação apresenta uma panorâmica sobre a educação digital na Europa, abrangendo desde currículos escolares e dos resultados de aprendizagem associados à competência digital ao desenvolvimento das competências digitais do professor durante a sua formação inicial e no decurso da sua carreira.

Desenvolvimento das competências digitais específicas do professor previamente ao ingresso na carreira docente

  • Em cerca de dois terços dos sistemas educativos europeus, as competências digitais específicas do professor são reconhecidas nos quadros de competências como uma das competências essenciais a adquirir por estes profissionais. A definição do que constitui a competência digital de um professor é variável. Em alguns quadros de competências, trata-se de uma competência muito geral, enquanto outros quadros incluem uma descrição detalhada de áreas e de competências a adquirir. Contudo, ambos os quadros enfatizam que os professores devem saber integrar as tecnologias digitais nas suas práticas de ensino e de aprendizagem e ser capazes de utilizá-las eficazmente.
  • Países como a Estónia, Espanha, Croácia, Lituânia, Áustria, Noruega e Sérvia têm vindo a desenvolver um quadro de competências digitais distinto para os professores que fornece um levantamento integral das suas competências essenciais, incluindo aquelas que estão associadas à utilização das tecnologias para fins pedagógicos (Figura 2.1). Na Irlanda, os Digital Learning Frameworks referem-se a normas descritas como práticas escolares “eficazes” e “altamente eficazes”. Os quadros espanhol, croata, austríaco e sérvio propõem um modelo de progressão que visa ajudar os professores a avaliar e desenvolver as suas competências. Além disso, em Espanha e Áustria, paralelamente aos quadros de competência digital dos professores, foram desenvolvidos instrumentos de autoavaliação; no seu conjunto, estes representam um sistema abrangente para a autoavaliação do professor.
  • Em cerca de metade dos sistemas educativos europeus, as regulamentações ou recomendações a nível central promovem a inclusão de competências digitais específicas na formação inicial de professores (FIP) (Figura 2.2). No entanto, os prestadores de formação têm autonomia para decidir em matéria de conteúdos temáticos e formas de os ministrar. Importa igualmente salientar que, em quase todos os sistemas educativos em que a FIP está sujeita às regulamentações ou recomendações a nível superior, estas são publicadas nos mesmos documentos oficiais que os quadros de competências dos professores (Anexos 2 e 3).
  • Menos de um quarto dos sistemas educativos europeus emite regulamentações ou recomendações a nível superior sobre a avaliação das competências digitais dos futuros professores. Na maioria dos casos, estas competências são avaliadas durante a FIP (Figura 2.3).

Fonte: DGEEC

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