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A Dinamarca Foi O Primeiro País A Reabrir As Escolas E Os Alunos Começaram A Facilitar

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É muito difícil combater uma natureza humana que baseia a sua existência milenar em proximidade, está no seu ADN.

Se no início do covid-19 o ser humano ficou alerta aos perigos, com o tempo, terá tendência a voltar às suas origens, às suas rotinas… As crianças e adolescentes que ainda não têm os “filtros” ativos, comportam-se de forma mais natural e pura. Não é por isso de estranhar que na Dinamarca o tempo esteja levar os alunos a desrespeitarem as indicações e a agregarem-se nos intervalos. Não é indisciplina é a natureza a vir ao de cima.

Até que os novos hábitos sejam integradas no nosso subconsciente, temo por uma 2ª e 3ª vaga deste bicho que está a mudar o mundo.

E se os adultos têm 30,40,50 anos de memórias de contacto social, não é por 6,12 ou 18 meses que a sua estrutura emocional irá mudar, mas para quem tem apenas 3,5,7 anos de vida, experienciar este novo mundo durante ano, ano e meio, pode deixar sequelas significativas para os futuros jovens e adultos.

 

Fonte: Público

1 COMMENT

  1. Falar do “novo paradigma” que de novo nada tem e isso irrita-me profundamente:

    em 2006-2008 participei em desenvolvimento de e-learning numa Universidade no Canadá onde fiz parte do PhD em Engenharia Industrial e Dinâmica de Sistemas. Meti-me nisso por influência de alguns e por ser na altura super entusiasta das ICT no ensino. Depois até fiz avaliação educacional, (a pedido do co-supervisor que não tinha tempo para essas coisas e pedia a alguns para fazer o boring stuff), de sistemas e plataformas de aprendizagem MOOCS.
    Primeiro, nada disto é novo em 2020, existe literatura do final dos anos 90 que já indiciavam os problemas do ensino à distãncia que eu presenciei mais tarde . Muitas das coisas falham e não há maneira de dar a volta, mesmo em 2020. Desde da interacção professor-aluno até aos processos de avaliação. Sincronicidade em excesso é falacioso e contraproducente e agora começam a surgir os artigos sobre Zoom-saturation mas isso eu e muitos observámos na década passada. Depois, para se fazer um bom MOOC demora 1 ano no mínimo. Precisam-se de instructional designers, da experiência de quem esteve no terreno que serve de mentor ou orientador e não de pessoas transmissoras de regras a avulso tiradas da organização do teletrabalho (telensinar não é teletrabalhar). Não é passar do presencial para o remoto como se fosse teletransporte à lá Star Trek, Existem muitas diferenças e, apesar da literatura existir e tocar os problemas mais importantes. sabe-se o que funciona mas não se sabe porquê. Muita coisa transplantada não funciona de todo, nem para o professor, nem para o aluno e o que funciona para um curso não funciona para outros.
    Para alguns professores não funciona tudo, é bem mais arbitrário. Depende dos alunos, é necessário ter evidências que possam alterar métodos, conteúdos, pedagogia e didáctica quase de aula para aula mas isso implica muito mais assimcronicidade e muito menos “grelhas” para agradar aos tecnocratas (para mostrar que se faz não para fazer melhor, ou seja, mais uma maneira de controlar o trabalho e não de o tornar melhor) Para uma disciplina anual então devia-se começar era agora com cuidado e não com improvisação costista.

    O que temo para Setembro é que , mais uma vez, se irá recorrer a “expertos” que não têm experteza nem experiência relevante, que se transponham linhas orientadoras mas fora do âmbito particular tuga, que se continuem com plataformas com problemas de segurança e de funcionalidades e sem ser de índole de software “aberto”, que se incorra em uso de regras de controlo de trabalho copiadas dos teletrabalho mais aberrante(algumas das linhas do [email protected] parecem decalcadas de um sítio que eu cá sei) . Entretanto noutro blog famoso surgiu um artigo do Figueiredo do qual estas duas coisas são o prenúncio do pior imaginável:
    “Desenvolver de forma gradual a competência dos professores para a educação online” Educação online? Isso não se faz como formações como existem hoje em dia e sem instructional designers. E, para ter um ensino efectivo e com alguma qualidade era preciso muito cuidado . E, como referi acima, o que funciona para Matemática pode não funcionar para História

    “Iniciar um percurso gradual de apropriação cultural do telemóvel para a prática pedagógica” Pois, eu conheço bem uma start-up que trabalha nisto há 4 anos e sei bem como eles tem tido muitos desapontamentos. Se soubessem o que acontece em termos comportamentais em ambiente RCT, era melhor destruí-lo com a sola do sapato.

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