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A DGEstE envia nota informativa para acabar com a greve

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Agora percebo as declarações do presidente da CONFAP, quando disse que os conselhos de turma são um mero formalismo. Pensei que fosse um simples momento de ignorância, mas afinal havia motivos para dizer o que disse…

Sempre pensei, porque diz na lei, que o conselho de turma é soberano, que os professores propõem classificações e que são validadas pelo conselho de turma. Sempre pensei, que na ausência de um membro do conselho de turma e pouco interessa se é  1ª,2ª ou 3ª vez, este não se podia realizar.

Afinal, andámos estes anos todos enganados, e pelos vistos basta colocar as notas numa qualquer plataforma e pronto… Quem passou passou, quem chumbou chumbou, um hino ao combate à burocracia escolar.

Aguarda-se a resposta do S.TO.P que está a contactar os seus serviços jurídicos.

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16 COMMENTS

  1. Os colegas que lançaram as classificações na Plataforma não poderão apagá-las, antes que as reuniões sejam feitas?

  2. Se me quiserem igualar aos restantes funcionários da função pública eu não me importo nada de trabalhar das 9 h às 17h. Trabalharei muito menos horas do que trabalho agora. Que me arranjem um gabinete para deixar as tralhas e faço tudo na escola. Até pico o ponto toda contente. Afinal… estou cansada de trabalhar à noite, sábados domingos e feriados, de carregar com a pasta, de ter móveis cheios de livros da escola, de gastar papel, tinteiros e canetas. Sim… pois para corrigir os trabalhos são precisas canetas e até isso sai do nosso bolso!!

    • Nem mais. Ficamos a ganhar com isso…. até abdicava das ditas pausas letivas se me deixassem gozar férias quando as mesmas são baratas. Somos iguais quando dá jeito e previlegiados quando convém…

  3. Então a Flexibilidade? O trabalhinho cooperativo? Trabalhar em grupo é que é lindo… Vai tudo às malvas? Ainda por cima tentam a coisa contrariando a Lei???
    Uma verdadeira decisão à MLR! E então o ministro amiguinho dos professores? E o Secretário de Estado modernaço?

  4. Não respeitar a Lei; não respeitar os professores; não respeitar a Democracia; não respeitar a autonomia das escolas e dos seus profissionais… Democracia sem democratas? Humanistas sem humanidade? Sim, isto, as carreiras, o respeito pelo direito à greve, também é Pedagogia…
    Volto a dizê-lo : uma decisão que não ficaria mal a MLR… As últimas ilusões que tinha sobre este Ministério, se é que alguma vez as tive, perdi-as com tal desiderato!

  5. É vergonhosa a actuação do ministério … e deve ser objecto de queixa para a inspecção e para a provedoria e procuradoria da república. VALE TUDO e… quando é a própria administração pública a não respeitar e a subverter a lei… não há cidadão (seja qual for o sector) seguro (o que de resto já é um facto)!

    Faz toda a diferença e não é pormenor de somenos que a ausência de um docente seja por motivo legalmente justificável (doença, cumprimento de obrigações legais, casamento, nojo,… motivos previstos na lei) ou injustificável (quando não abrangida pelo disposto na lei em matéria de faltas) ou… ou… ou… que a ausência seja por motivo de adesão à greve (suspensão do contrato de trabalho)!

    O que está a ser feito é, desde logo e no mínimo, MÁ FÉ e COACÇÃO!!!
    Mais, à data do pré-aviso de greve, as informações sobre as avaliações a realizar nas reuniões de conselhos de turma do 3ºP ainda não estavam, OBVIAMENTE, finalizadas… pelo que pretender exigi-las a quem adere a uma greve é, quanto a mim manifestamente, ilegal tanto quanto o é substituir trabalhadores em greve…

    Quanto aos deveres de recolher e facultar informação… deve ser para rir… é que os professores fazem isso o ano inteiro… só não podem os mesmos ser exigidos quando a mesma colocar em causa a efectivação do direito à greve e a prossecução dos interesses a defender através da mesma!

    Crescentemente isto vai sendo um país SEM LEI… e, infelizmente, a maioria das pessoas só perceberão quando lhes bater à porta!

    Como diz a Maria… “Toca a apagar as notas deixadas nas plataformas”

  6. Além de muitos outros, estes são alguns dos tradicionais problemas com que os professores têm de se debater: o Ministério da Educação é uma fonte de problemas e não de soluções. O Ministério de Educação é uma referência histórica na falta de respeito pelos professores que se propaga a toda a sociedade, e por cada lei que vise proteger o trabalho do professor existem dez leis que subrepticiamente contrariam esse objetivo. O sistema legal não é aplicado com preocupações democráticas, é aplicado com intenções ideológicas, com a finalidade de cercear direitos conquistados pela civilização e infletir a ação, de acordo com os interesses não declarados de quem comanda o Estado. Desta forma os direitos não são efetivos, existem apenas para patentear o país na lista dos países civilizados. Ora, a história demonstra que as civilizações desaparecem por não encontrar respostas para os seus problemas. Embora saibamos que o papel dos professores é transmitir o legado civilizacional de geração em geração, tal fica muito difícil com o contínuo desgaste a que esta profissão está sujeita e a permanente necessidade de nos defendermos de quem deveria patrocinar a nossa defesa. Como se afiguram as coisas, para entrar numa escola os professores vão precisar de se fazer acompanhar de um advogado em cada braço. O estado da Escola é um sintoma do estado da nação.

    • Destaco: “O sistema legal não é aplicado com preocupações democráticas, é aplicado com intenções ideológicas, com a finalidade de cercear direitos conquistados pela civilização e infletir a ação, de acordo com os interesses não declarados de quem comanda o Estado. Desta forma os direitos não são efetivos, existem apenas para patentear o país na lista dos países civilizados.”

      Não escreveria melhor, subscrevo integralmente o seu comentário.

  7. E quem veio defender esta magnífica iniciativa? O senhor Ministro da Educação? Não… O Senhor Secretário de Estado, João Costa, que é muito democrata, humanista e a favor da Flexibilidade Curricular… Também faz parte daquela organização económica, OCDE… Por coincidência, hoje em notícia de jornal, essa mesma OCDE, diz que os professores portugueses não têm formação; avaliação e etc… Os da Finlândia, esses, não têm avaliação nenhuma, mas isso não interessa nada e são os melhores do mundo!

  8. Do que eu interpreto, à 3ª reunião, todos os colegas devem faltar à reunião de forma a que não haja ninguém que substitua o DT, mesmo tendo havido recolha de notas. Caso contrário, será difícil argumentar em ata que a nota informativa é ilegal.

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