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“A Demissão” – Filme De Mário Centeno E Óscar De Melhor Ator Para António Costa

Há cerca de um ano, os professores da Madeira e dos Açores viam todo o seu tempo de serviço congelado contabilizado. Alguns meses depois, os professores do continente assistiam a 2/3 de parte da sua vida de trabalho serem apagados, com a famosa encenação de uma ameaça de demissão por parte do anterior governo.

630 milhões de euros – diziam alguns e faziam eco muitos outros – custaria a famosa despesa que provocaria a “insustentabilidade das contas públicas”, abriria a mítica “Caixa de Pandora” e provocaria o caos financeiro no país, enquanto que, quase ao mesmo tempo, a barreira de 20 mil milhões para bancos falidos era ultrapassada sem grandes alaridos. 630 milhões que, como a UTAO veio ainda a tempo de dizer, misturavam despesas e receitas nas mesmas contas e não contemplavam os óbvios efeitos nas receitas que um aumento salarial produz. Ou seja, na realidade, os tais 630 não chegariam sequer a 300. Pior: se diluídos em 7 anos, como na solução encontrada para a Madeira, nem a 50 anuais. Resumindo o absurdo: mais de 20 mil milhões em bancos eram apresentados como imprescindíveis, enquanto que nem 50 milhões anuais seriam catastróficos.

Passados todos estes tristes meses, entretanto, tudo ficou mais claro: Mário Centeno estava a tentar, a todo o custo e desde há muito, que as suas “contas certas” possibilitassem um superavit já em 2019, para poder despedir-se em 2020 com o “enorme feito histórico” alcançado – independentemente do péssimo estado deixado nos mais diversos serviços públicos. E, para isso acontecer, a elementar justiça da contabilização de todo o tempo de serviço congelado a todos os funcionários públicos não poderia ocorrer, inventando-se, assim, fórmulas ditas equitativas, mascarando-se números com contas nunca feitas e, o pior de tudo, elevando-se um sentimento perverso de mesquinhez e inveja numa sociedade carente, através de um discurso anti-corporativista em relação à classe docente. Hoje, fruto também desses discursos e dessas tristes opções, assistimos à escalada da violência nas escolas e à necessidade de contrariar o crescimento do desrespeito por quem tem, ao contrário do que muitos dizem, contribuído para que Portugal seja caso único de sucesso na área da Educação mundial, comprovado pelos resultados de diversos testes internacionais, como os do último PISA.

Só que há quem não desista. Quem, sabendo que tem a razão do seu lado, vá até ao fim do mundo para ver ser feita a justiça. E que lutará para que uma das maiores encenações que a nossa democracia já assistiu seja conhecida por todos.

Maurício Brito

Fonte: Faceprof

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