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A avaliação de professores acabou e Maria de Lurdes Rodrigues foi a “coveira”.

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Lembro-me como se fosse hoje dos professores titulares e do modelo de avaliação de professores. As famosas cotas, que eram diferentes de escola para escola, e colegas sem formação consolidada a avaliar professores que até podiam ser mais competentes que estes.

Foi um período muito negro e que causou grandes “traumas” e consequente aversão à expressão “avaliação de professores”. Os professores não são todos excelentes, não são todos bons e não são todos satisfatórios. Chegou Nuno Crato e no período de estado de graça deixou cair a avaliação de professores, substituindo-a por uma não avaliação, com muitas palmas sindicais… Por muito que me custe reconhecer, tenho de concordar com Maria de Lurdes Rodrigues. A atual avaliação de professores é uma fantochada de todo o tamanho, onde em causa própria escrevemos uma linhas elogiando o nosso próprio trabalho…

Mas se queremos ter uma avaliação séria, esta tem de basear-se em alguns pontos:

  • premiar o mérito;
  • focar-se no ponto principal da docência, a sala de aula;
  • ter como avaliadores,  professores formados especificamente para o efeito e não “recauchutar” professores para o cargo;
  • ter um cariz formativo e não punitivo.

Mas atenção… Se queremos melhorar o desempenho dos professores, estes também têm de ser humildes e reconhecer que podem sempre evoluir.

 

Mas tudo isto cai por terra enquanto tivermos uma carreira congelada.

Maria de Lurdes Rodrigues diz que avaliação de professores acabou em Portugal

(Público – Clara Viana)

P.S- no final do artigo existe um magnifico momento de humor proporcionado por David Justino e que reza assim…

“Temos melhores alunos do que em 2000”, quando da primeira edição do PISA, e também “professores mais motivados”

Só faltou dizer que os professores rejuvenesceram…

3 COMMENTS

  1. E não é que somos “esquisitos” mesmo? Um muito obrigada ao Dr Eduardo Sá por reconhecer a nossa “esquisitice”.

  2. Ainda bem que acabou… Espero que ninguém tenha a tentação de substituir a atual, que serve muito bem por um modelo orientado por ” sábios” … É que há umas quantas instituições do ensino superior a ”silabar” pelo modelo que o Alexandre Henriques parece defender… E não se esqueça o ” embrulho” que virá junto…
    Há uma enorme tentação, mesmo entre a classe docente, de se achar que se trabalha melhor de que todos os colegas e que a nossa prática letiva é que o ”nec plus ultra” da pedagogia…
    Eu, por exemplo, não estou para aturar algumas teorias balofas, que se baseiam em ideias vagas e datadas, do ”aprender a aprender”, do caminho salvífico das tecnologias; das inteligências emocionais e meditações várias! Ditadura intelectual fica para quem a defende!

    • Eu só peço que exista um mecanismo que permita as maças pobres caírem para bem longe da escola pública… bem longe…

      E sobre isto “Eu, por exemplo, não estou para aturar algumas teorias balofas, que se baseiam em ideias vagas e datadas, do ”aprender a aprender”, do caminho salvífico das tecnologias; das inteligências emocionais e meditações várias!”

      Compreendo que sejam vagas para quem não as conhece… Mas não entendo é como é que as tecnologias são umas ideias vagas e principalmente datadas…

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