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A atual carreira docente em 4 escalões – LSBraga

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Há uns tempos, quando fiz menção de que devíamos deixar de discutir tanto a vontade de chegar ao topo e discutir mais o rendimento até estúpido me chamaram.
Mas o que queria evidenciar era isto. O nosso “topo”, que tantas tropelias morais gera na avaliação, é medíocre. E por isso não vale a pena gerar tanta discussão.
Mas aumentar, em geral, o rendimento mensal era um melhor objetivo.
Todos os meses, eu e a maioria dos professores perco uns 500 euros líquidos para o ponto da carreira em que devia estar. Quem está no 10º escalão está no ponto em que devia estar. Se eu ganhasse mais 200 euros todos os meses, durante os 6 anos que me tiraram, era melhor para mim do que existir um topo inatingível. Média de salário melhor ao longo de toda a carreira, pode ser melhor que uma carreira que começa e estagna em baixo, para subir a um pico a que nunca se chega. E se houvesse só 4 escalões numa carreira que tivesse média mais alta e mais estável? Muitos escalões justificam-se na motivação mas a estagnação atual mostra que os professores não precisam de estar sempre a mudar. Precisam é de mais rendimento no momento. Nós discutimos muito os escalões e pouco o rendimento. Até nem falamos da atualização salarial anual. E se a carreira fosse assim: os atuais 3o (de entrada, 5 anos), 5º (nos 7 seguintes), 8º (nos sete seguintes) e 9º nos seguintes (até ao fim). Era melhor ou pior que o atual? E algum governo aceitaria?
E venha a pancadaria…..
Para os que duvidam. Sou de História, mas estudei gestão suficiente para saber fazer estas contas.
Fico à espera de um debate em que mostrem contas e argumentos e não me chamem nomes, simplesmente……

 

4 COMMENTS

  1. Senti que os meus pensamentos tomaram forma; alguém pensa de forma semelhante! Obrigada!
    E mais um obrigada pois nunca conseguiria colocar as minhas ideias de forma tão explícita.

  2. Quando escreve “era melhor ou pior do que o atual” dirige a pergunta a quem recebe ou a quem paga?!? Isso faz toda a diferença. Para todos nós – professores – seria vantajoso. Tirando os que lá estão ou estão próximos, já ninguém pensa no 10o, apenas pensa em subir. Agora para quem paga …. ui …. isso são outros quinhentos! Então ao fim de 5 anos mudava-se logo para o atual 5o?!? Eu adoraria, ando aqui há quase 20 e chegarei – se chegar – ao 4o em meados deste ano. Mesmo que nenhum de nós tivesse perdido um só dia, demoraria 16 anos. Volto a repetir: para nós seria soberbo! Se assim fosse com o tempo de serviço que tenho já estava no topo! Mas deixo a questão: e quem paga?!? Tb verá com os mesmo olhos???

  3. Tudo acertado o que dizes.Parabéns por isso mesmo:apresentares uma perspetiva interessante e mais valiosa para todos nós. Obrigada.

  4. Numa carreira profissional sem distinção funcional, tem lógica uma progressão vertical? É que um prof. no 3º pode fazer rigorosamente o mesmo que outro no 9º, mas o salário difere de centenas de euros; onde fica o principio “trabalho igual salário igual”?
    Por isso, a carreira deveria ter um salário que seria distinguível pela funcionalidade através de suplementos remuneratórios, algo que se faz para distinguir o prof.diretor dos restantes profs. Portanto, receberia um suplemento pelas tarefas exercidas além das letivas, que são obrigatórias para todos. Isto só se aplica também se for estabelecido um nº máximo de turmas e o cálculo teria de ter em consideração o nº de alunos com que cada prof. trabalha.

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