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942 | Rui Rio Exige Salvaguarda Financeira – Vídeo

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Uma orgia orçamental – Uma mentira!

Morreram mais de 100 pessoas nos incêndios de 2017 e o Primeiro-Ministro não se demitiu!

Roubaram armas em tancos e o Primeiro-Ministro não se demitiu!

Morreram várias pessoas pelo abatimento de uma estrada no Alentejo e o Primeiro- Ministro não se demitiu!

Haja decência e respeito pela verdade!

Um conjunto de números falsos, que ele (Mário Centeno) sabe que são mentira!

Mário Centeno sabe que existem outras formas para compensar o tempo de serviço, sem grande impacto orçamental…

Comigo, não alinho em peças de teatro de má qualidade…

Frases muito duras de Rui Rio, que fez uma cronologia correta de tudo o que tem acontecido até aqui.

Em resumo, Rui Rio exige que o PS vote favoravelmente às condicionantes financeiras para a recuperação do tempo de serviço. Rui Rio tenta assim “entalar” o PS, na sua própria argumentação.

O que não se compreende, é como é que o PSD e já agora o CDS, tiram e põem condicionantes, como quem muda de camisa. Enfim…

Venha a votação!


Rui Rio exige votação do travão financeiro para aprovar diploma de professores

Numa declaração sem direito a perguntas, Rui Rio acusou neste domingo o primeiro-ministro de ensaiar um “golpe palaciano” para perturbar “a campanha para as eleições europeias”. Rio disse ainda que, para si, em matéria de professores “é condição inegociável o equilíbrio das contas públicas” e recordou que “o travão financeiro à orgia orçamental foi reprovado pelo PS”. O líder do PSD falava a partir do Hotel Sheraton, no Porto.

Só no final de declaração de cinco minutos (sete páginas A4) ficou claro que o PSD, à semelhança do que fará o CDS, não pretende aprovar uma lei que não contenha uma salvaguarda financeira. O líder dos sociais-democratas anunciou a posição do partido em jeito de exigência ao PS: “Se votaram a favor da proposta do PSD, estaremos todos em condições de cumprir o que prometemos aos professores”, disse, deixando a solução nas mãos dos socialistas. “Se o PS nos obrigar a reprovar a proposta por irresponsabilidade política e financeira, o PSD assumirá no seu programa eleitoral o mesmo compromisso que sobre esta matéria fizemos sobre esta matéria”, comprometeu-se o social-democrata.

Comigo não podem contar para ser figurante em peças de teatro de baixa qualidade”, concluiu Rio, dizendo que este é o “acto final” do que começou por descrever como um “golpe palaciano” para fazer crer que o país estava na iminência de cataclismo orçamental”.

“Ainda nenhum diploma foi votado sobre o descongelamento. Apenas se sabe o que cada partido queria alterar ou rejeitar. Por isso, o PSD vai coerentemente as suas posições sem qualquer alteração. Vamos propor ao plenário a inclusão e propostas e salvaguarda financeira e que o PS incoerentemente rejeitou. O PS terá oportunidade de recuar votando a favor das nossas propostas”, apelou Rio, acrescentando que se o PS votar contra a proposta do PSD “ficará mais a nu a hipocrisia e a farsa que o líder do PS montou”.

Até agora, Rui Rio tinha-se remetido ao silêncio. No sábado, o líder social-democrata evitou falar aos jornalistas e cancelou compromissos que tinha na agenda. Já Paulo Rangel não poupou críticas a Costa, que acusa de ter “um duplo padrão” e de ter desvalorizado, no passado, as mortes nos incêndios de 2017 ou o furto de armas em Tancos.

Ao contrário de Rui Rio, os restantes líderes partidários têm reagido à ameaça de demissão do primeiro-ministro.

As reacções à esquerda do PS

Já à esquerda do PS, o Bloco e o PCP avisam que não vão recuar. O Bloco de Esquerda insistiu que não tem sentido que o Governo “crie instabilidade por uma medida sem reflexo” nas contas de 2019 e defendeu que a política não pode ser “um jogo, tem de ser responsabilidade”.

Também Jerónimo de Sousa garantiu que o PCP não está disponível para “andar para trás”. O líder comunista acusou ainda António Costa de estar a “destruir a ‘gerigonça’”.

E o que votaram os partidos na comissão parlamentar de dia 2?

PCP votou a favor da contabilização dos 3411 dias de serviço. Esse tempo seria recuperado nos salários de forma faseada ao longo de sete anos. Os comunistas querem que fique definido que o tempo de serviço congelado possa ser usado não apenas para a progressão na carreira, mas também — em alternativa e a pedido do professor — ​que possa ser considerado para o acesso à aposentação ou para a dispensa de obtenção de vaga para acesso aos 5.º e 7.º escalões.

Bloco de Esquerda também votou a favor de alterações legislativas que não pusessem em causa os dois anos, nove meses e 18 dias já aprovados pelo Governo, mas que permitissem contabilizar o resto do tempo de serviço nos próximos anos, à semelhança do que acontece, por exemplo, nos Açores e na Madeira.

Nas suas propostas, PSD e CDS defenderam a contabilização total do tempo de carreira congelada dos professores, mas sem assumir qualquer calendário.

Os partidos à esquerda e à direita do PS juntaram-se então para votar que o tempo de serviço dos professores a recuperar são 3411 dias — ou seja, nove anos, quatro meses e dois dias.

O que ainda pode acontecer?

Na próxima reunião da comissão, marcada para quarta-feira, dia 8, os deputados podem avocar algumas normas para serem votadas em plenário. Se isso acontecer, a votação final global pode realizar-se dois dias depois, na sexta-feira. Caso contrário fica para o plenário seguinte, dia 15.

No plenário, antes da votação final global, os deputados podem avocar artigos já votados na comissão, debatê-los e colocá-los de novo à votação. Os deputados podem votar em sentido contrário ao que fizeram em comissão.

Fonte: Público

 

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