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942 | PSD Vai Apresentar Proposta Concreta

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Que comecem os jogos para a angariação de votos…


O PSD pode vir a apresentar um projeto de lei no Parlamento que recupere o tempo integral de serviço dos professores ao longo de duas legislaturas, em moldes semelhantes à solução que o Governo Regional da Madeira adotou e que colocou uma pedra na contestação no arquipélago.

A acontecer em meados de janeiro o anúncio de um anteprojeto com tal estratégia, os sociais-democratas ultrapassariam o Executivo pela “direita” e ganhariam uma bandeira em ano eleitoral.

A intenção partiu de alguns deputados do PSD, ouvidos pelo JN horas após o veto presidencial ao diploma do Governo. Estes parlamentares querem antecipar-se a qualquer movimentação à Esquerda ou do próprio PS que passe por evitar os efeitos da contestação no setor

“A recuperação final dos nove anos em causa ficaria concluída até 2027 e só arrancaria no Orçamento do Estado de 2020, com o novo Governo eleito”, adiantou um dos parlamentares social-democratas, que indicou que o tiro de partida depende agora do líder do partido e que caberá a David Justino, vice-presidente de Rui Rio e ex-ministro da Educação, a coordenação de tal iniciativa legislativa.

O núcleo duro de Rio reúne-se na próxima semana e em cima da mesa estará o chumbo do diploma do Governo por Marcelo.

Ao JN, fonte oficial da direção laranja garantiu que “o PSD está preocupado, mas, neste momento, é responsabilidade do Governo resolver este problema, até porque é quem detém os valores do impacto financeiro de qualquer medida que venha a avançar”.

“O presidente do PSD já disse e insistiu: defende a recuperação na íntegra dos nove anos de serviço e que não deve haver soluções que, por um lado, desestabilizem as contas públicas, e que, por outro, levem a que existam professores de primeira na Madeira e de segunda no continente”, frisou a mesma fonte. Para já, na São Caetano à Lapa, “é o que há e nada mais do que isso”, acrescentou.

Ao JN, David Justino insistiu que o PSD já requereu a informação que “só o Governo tem sobre o impacto financeiro que uma recuperação integral pode ter”. Sendo que não acredita que atinja os 635 milhões de euros, como referiu António Costa no Parlamento.

Fonte: JN

7 COMMENTS

  1. Só se estiverem a gozar com os professores…
    A recuperação do que é nosso deve começar já em 2019 e nunca prolongar-se por 7/8 anos. Com todos os revés que já tivemos na nossa profissão, não podemos admitir perder mais tempo. É pena que os políticos continuem a brincar com estas coisas sérias e que estas questões sejam usadas para jogos partidários. Tenham vergonha!

  2. Mais uma anormalidade…
    Só podem andar a gozar com a sanidade mental dos professores, “A recuperação final dos nove anos em causa ficaria concluída até 2027 e só arrancaria no Orçamento do Estado de 2020, com o novo Governo eleito”!

  3. São todos uns tangas. Temos que estar unidos e fazer uma votação bem dura. Como nenhum partido nos serve. Voto nulo ou nunca votar

    • Mondego, achas que essas 2 opções são as mais convenientes? Estarias a dar vantagem a quem vota.
      Pensa bem. No nosso interesse o ideal é que não haja uma maioria “rosa”,para isso vota nos partidos dos extremos 😉

  4. Que palhaçada ?
    Estes do PSD devem estar a sonhar… nem que apresentassem um projeto para uma legislatura…. PSD vá de retro, já conhecemos as vossas promessas!
    Nesta altura, sem preconceitos, para mim só uma social-democracia e autêntica, em vias dos modelos nórdicos, e no espetro partidário em Portugal só me resta o BE que bem pode mudar de nome para não gerar confusões!

  5. A opinião pública e os próprios comentadores, da forma como opinam, ainda não perceberam que os professores não querem recuperar quilo que já pagaram. Querem sim é deixar de ser penalizados e continuarem a pagar eternamente. E só há uma forma de o fazer, é serem reposicionados no escalão onde deveriam estar, caso não houvesse congelamento.
    Todo o tempo que passa após o descongelamento da carreira sem que haja reposicionamento é tempo que os professores continuam a ser penalizados.
    Quando o PM diz que não há dinheiro, então que se desemerde, porque ele não pode continuar a pedir aos professores que paguem a sua má gestão.
    O PM não pode querer fazer boa figura oferecendo manuais a quem não precisa, oferecendo assinaturas digitais aos alunos de milhões de euros enquanto não honrar os seus compromissos constitucionais, que é pagar o devido salário aos professores.

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