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942 | Falta Juntar Marcelo À Equação E… “Esta Proposta É Uma Farsa”

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Por não ver um calendário definido para a recuperação dos 9A4M2D, conforme ficou definido nas ilhas, confesso que não dou como garantido o que hoje foi aprovado. Aliás, ainda falta saber o que fará o Presidente da República quando a lei chegar a São Bento… Tenhamos por isso muita calma para não levarmos com um balde de água fria. Lembrem-se do que disse Marcelo:

“É preciso retirar as ilações para o futuro. No futuro se houver outra qualquer crise – que pode haver – um governo que tome medidas de emergência sabe que está a assumir implicitamente a obrigação de repor a situação, nem que seja não sei quantos anos depois, que ocorreria se não tivesse havido aquelas medidas. Isso não é uma coisa de somenos

“Imaginemos que, de repente, ocorre uma situação orçamental ou uma situação de condicionamento externo impensável, numa outra legislatura com um governo completamente diferente, já viu bem o que era ter um caderno de encargos que se admite se possa ter com um caso, dois ou três, mas imagine-se com 20 ou 30?

Sobre a “farsa” fica um artigo de Manuel Carvalho que deve ser lido por todos os professores.


Quando o Bloco e o PCP tiveram uma real oportunidade de garantir a contagem integral do tempo de serviços dos professores, exigindo-a como contrapartida para aprovarem o Orçamento do Estado deste ano, tergiversaram – contentaram-se com uma anódina imposição ao Governo de negociar com os sindicatos docentes. Quando o PSD teve uma real oportunidade de cumprir a sua palavra e impor a mesma solução ao Governo, seguiu uma estratégia de hipocrisia e de dissimulação que não é muito diferente – impondo a contagem do tempo de serviço, sem se comprometer com datas. Já se suspeitava e ficou provado: seja à esquerda, seja à direita, o tema dos professores está a dar origem a um lamentável espectáculo que consiste em querer cativar a docência com bravatas políticas que são puro ilusionismo.

Não é preciso dar muitas voltas à cabeça para percebermos o que move no mesmo sentido e com a mesma retórica figuras tão dispares como Jerónimo de Sousa, Catarina Martins ou Rui Rio: é claramente o peso eleitoral da docência em Portugal. Chegados aqui, não é hora de se discutir sobre a justiça ou injustiça da sua reivindicação (tanto há bons argumentos para se concordar com a contagem integral do tempo de serviço como para perceber que os custos em questão são perigosos para a sustentabilidade financeira do país a médio prazo). É hora sim de perceber que o que hoje se passou no Parlamento não passa de uma encenação. No Outono, quando o Governo precisava do seu apoio para aprovar o OE, o Bloco e o PCP não tiveram a coragem de impor as reivindicações dosdocentes. O PSD partilha no verbo as mesmas causas, mas, ao não avançar com datas para as cumprir, cria um produto de marketing com um belo invólucro e substância nenhuma.

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