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942 | É a Vez Da Assembleia Da República

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Andamos aqui no jogo do gato e do rato, mas as cartas já estão todas na mesa. Por parte do Ministério da Educação/Finanças, está mais do que visto que a estratégia passa pelos 2-9-18 e de forma faseada.

Infelizmente os professores não têm cara de banco, pois se tivessem, o Governo não estaria preocupado em gastar uma verba inferior aos 726 milhões de euros que o Novo Banco irá seguramente receber, ou os 500 milhões de euros destinados aos reformados da banca.

Somos todos portugueses, mas uns são mais portugueses do que outros…

A greve que hoje terminou com uma média de 80%, segundo os sindicatos, mais não é que um foguete, faz barulho mas nada acontece, tal como a manifestação de amanhã. É preciso algo mais, algo diferente, algo efetivo…

A Assembleia da República anda a esconder-se numa lei do Orçamento de Estado que obriga à recuperação de todo o tempo de serviço, mesmo que de uma forma faseada. Se a Assembleia da República aprovou o orçamento de Estado, cabe-lhe a responsabilidade de fiscalizar e responsabilizar quem de direito pelo seu incumprimento.

O que esperam os senhores deputados para endurecer o discurso e apresentar uma moção de censura? Não basta recomendarem a recuperação de todo o tempo de serviço, é preciso agir em conformidade.

Foi para isso que nasceu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos, esta tem o intuito de na prática verbalizar um conjunto de intenções. Podíamos neste momento estar a obrigar o parlamento a votar a ILC. Os partidos políticos teriam a oportunidade de aprovar, pressionar, ou até apresentar uma proposta alternativa que fosse ao encontro das suas palavras e exigência dos professores. Tudo estava pensado, mas tudo fizeram para boicotar esta iniciativa transparente, legítima e democrática.

Apesar das dificuldades, continuamos a apelar à participação dos professores para suprimirem as assinaturas que o parlamento considerou inválidas, mais não seja por uma questão de consciência e pelo exercício de democracia.

Alexandre Henriques

https://youtu.be/dSQ_V44kx74

Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

(carregue no link para assinar)

2 COMMENTS

  1. Caro Alexandre,
    Enquanto membro de uma das Comissões de Trabalhadores da Banca que expressou apoio à luta dos professores e também apoiante da vossa ILC (que já subscrevi há alguns meses)quero chamar a atenção sobre o comentário que fez sobre os ‘500 milhões de euros destinados aos reformados da banca’. Precisamos de ser rigorosos e na verdade o Estado português não gastou um euro com esses 27.000 reformados da banca. Esses 27.000 reformados tinham cerca de 6000 milhões de euros que eram deles (trabalhadores bancários) e que infelizmente estavam a ser geridos pelos banqueiros que chegaram a acordo com o governo e entregaram ao Ministério das Finanças esses 6000 milhões em ‘troca’ do governo /ministério das finanças assumirem as responsabilidades com as reformas e pensões desses 27.000 trabalhadores. Como o governo de turno enterrou grande parte desses 6000 milhões para pagar divida externa (juros de uma divida contraída maioritariamente pelos banqueiros, máfias da construção civil e empresários como o Joe Berardo, etc), o dinheiro foi-se e não pode ser investido e rentabilizado. Ora isso é mais um crime dos governantes e não significa nenhum benefício ou favor aos 27.000 reformados. É preciso que isto fique esclarecido porque ainda hoje, no meu caso de trabalhador bancário que não vai ter reforma da Segurança Social (apesar de ter um desconto reduzido, de 3%, para esta há 38 anos), a minha reforma futura vai ser apenas paga pelo dinheiro que nós trabalhadores bancários acordamos com os bancos (patrões)que seria mensalmente descontado para um fundo de pensões que é NOSSO dos trabalhadores e que agora tentamos fiscalizar para não voltarmos a ser roubados pelos banqueiros e pelos governos.
    Cumprimentos,
    João Pascoal (membros da Comissão de Trabalhadores do BST)

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