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Eu reprovo, tu reprovas, ele reprova…

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Avaliação dos alunos

Quando se discute a avaliação dos alunos em Portugal a ideia corrente é que é um momento imprescindível do percurso escolar. Não poderia estar mais de acordo com esta premissa inicial. Sou, aliás, um fundamentalista da avaliação. Não considero ser possível um sistema de ensino, que apresente bons resultados, sem avaliação.

O que não podemos confundir é o facto de a avaliação existir com a forma como a utilizamos.

Só porque defendo que os alunos têm de ser avaliados não significa que acredite que momentos de avaliação estanques sejam os melhores indicadores das aprendizagens. O facto de ser favorável à avaliação não faz de mim um defensor dos exames enquanto pedra angular da avaliação.

A realidade dos estudos mostra que o modelo de avaliação punitiva que temos tido em Portugal (onde incluo os exames) não se traduz numa melhoria dos resultados. Os alunos são avaliados por testes ou exames, trabalham com esse objetivo e estingue-se nesse momento a motivação do estudo. Como resultado, temos taxas de reprovação altíssimas (cerca de 11% no básico e 22% no secundário) e os alunos a questionarem-se para que serve a escola.

Para agravar a situação, o chumbo não representa uma mais-valia na melhoria dos resultados. Apenas 14% dos alunos que reprova tem sucesso no ano seguinte.

Perante estes dados, a conclusão que posso tirar é que uma avaliação preventiva é essencial para podermos dar resposta aos problemas identificados, solucionando-os de forma a corrigir os percursos educacionais logo quando surgem as dificuldades.

Paralelamente, é fundamental motivar os alunos para estarem na escola e para aprenderem. Para o fazer é essencial clarificar a importância do estudo, de forma concreta, mas também adequar o percurso do aluno às suas aspirações de futuro.

Consulte aqui o artigo:

Portugal é dos países europeus com mais chumbos nas escolas

2 COMMENTS

  1. Fiquei com a ideia de que o autor está convencido de que é possível ensinar tudo a todos.
    Um romântico…

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