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Parque Escolar… o papão!

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Parque EscolarNo imaginário de todos nós a Parque Escolar aparece como um papão pronto para engolir os fundos públicos e deixar novamente os cofres do Ministério da Educação vazios.

Tal como na nossa infância, onde muitos tínhamos medo daquele bicho imaginário que habitava ora dentro do roupeiro ora debaixo da cama, mas que com o crescimento acabou por desaparecer. Também em relação à Parque Escolar devemos ter essa preocupação de deixar que o tempo nos mostre os verdadeiros resultados do investimento. Mas seria necessário que algumas obras tivessem o investimento que tiveram? Acredito que não, penso que poderíamos ter alcançado o mesmo fim com um investimento mais reduzido ou então será apenas o meu lado mais “forreta” a falar.

Confesso que quando oiço falar em investimento na Parque escolar fico um pouco apreensivo. Talvez seja o reflexo de alguns gastos supérfluos ou mesmo despropositados que todos conhecemos e que sobrecarregam o estado com mais despesa. Talvez seja o facto de nos últimos anos ter apertado do cinto de tal maneira que só de ouvir falar em gastar um pouco de dinheiro me faça confusão. Talvez seja o facto de a comunicação social mostrar sempre os maus exemplos deste projeto. Ou talvez seja mesmo do meu feitio ser demasiado contido no que respeita a despesas.

Depois da memória do papão inicial, que me assaltou quando li a notícia do “Negócios Online” a afirmar que o governo vai transferir este ano mais 100 milhões para a Parque Escolar, procurei fazer o exercício de tentar perceber por que existe esta empresa pública.

Esta empresa foi criada porque as nossas escolas, que foram construídas no pós 25 de Abril, ou ainda antes, para dar resposta à massificação do ensino em Portugal, tinham uma esperança média de vida útil de 30 anos, muitas eram prefabricadas e quase todas precisavam de intervenções permanentes e dispendiosas para as manter com as condições mínimas de funcionamento. E passados 40 anos de funcionamento pouco tinha sido feito para as tornar apelativas, adequadas e funcionais para as exigências dos tempos que vivemos.

Quantos de nós, seja enquanto professores ou enquanto alunos não passamos por salas de aula sem o mínimo de condições para a prática educativa?

Era portanto imprescindível para termos um ensino de qualidade em Portugal um investimento forte na área das infraestruturas escolares e desse ponto de vista o projecto foi muito importante. Agora que o investimento está feito ou em vias de conclusão, que se paguem as escolas, que nos sintamos integrados no nosso local de trabalho e que possamos tirar o melhor proveito das condições que estão à nossa disposição.

 

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