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5 conselhos úteis para professores tornarem as aulas online mais produtivas

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Apesar de ser uma prática usada em formações mais avançadas, as aulas dadas à distância para alunos do ensino básico e secundário não eram habituais. Passaram a ser desde que vivemos uma pandemia, trazendo desafios acrescidos para as escolas, mas sobretudo para os professores menos familiarizados com as tecnologias necessárias para gerir as aulas e as turmas.

O alongar da pandemia e a possibilidade de uma segunda vaga fazem prever a continuação das aulas online no próximo ano letivo, intercalando, sempre que possível, com sessões presenciais. Para ajudar os docentes na preparação das aulas, Patrick Götz, fundador e CEO da Teckies, start-up que promove a aproximação das escolas à tecnologia, deixa-nos cinco dicas úteis.

A Teckies foi lançada em 2018 com o objetivo de levar as novas tecnologias emergentes para as salas de aula, modernizando o ensino e dotando as crianças de competências transversais que lhes sejam úteis no trabalho do futuro.

No entanto, nos últimos meses, dadas as exigências trazidas pela pandemia, a start-up começou também a trabalhar com professores, ajudando-os a se adaptarem à nova realidade, dando-lhes ferramentas para gerirem as suas turmas e partilhando boas práticas para ajudar nas aulas à distância. Estas formações decorrem online ou presencialmente, em grupos, para escolas ou agrupamentos.

Eis alguns conselhos para ajudar os professores a organizar as aulas à distância:

Estabelecer normas

A sala pode ter mudado, mas as regras devem manter-se. Assim como nas sessões presenciais, as aulas à distância devem ter normas bem definidas para garantir um bom funcionamento. Além de diretrizes comportamentais, devem igualmente ser delineadas normas para a dinâmica de aula, para entrega de trabalhos e mesmo avaliações.

Não ultrapassar 45 minutos de aula

Mais tempo não é sinónimo de mais aprendizagem. Manter-se atento em frente a um ecrã durante horas é um grande desafio, sobretudo para os mais jovens. O ideal é que as sessões sincronizadas, em que alunos e professores estão online em tempo real, não ultrapassem os 30 a 45 minutos. Mais do que isso poderá ser contraproducente.

Optar por módulos curtos

Dividir a matéria em módulos mais pequenos facilita a captação e o entendimento dos conteúdos. A partilha de novos conteúdos deve ser feita nas sessões sincronizadas, em que o professor expõe a matéria diretamente aos alunos, mas a sua consolidação pode dar-se nas sessões assíncronas, com trabalhos individuais ou em grupo, ficando o aluno responsável por interiorizar toda a aprendizagem autonomamente.

Promover trabalho prático

Em casa, os alunos tendem a ter mais distrações. Por isso, para os cativar, é importante envolvê-los ainda mais, incentivando-os e guiando-os na procura e criação de conteúdos. À distância, sempre que possível, a exploração deve sobrepor-se à mera exposição de matéria, estimulando uma participação mais ativa do estudante.

Incentivar a interação entre alunos

Mesmo à distância, é essencial manter a proximidade entre os colegas. Além de atividades de grupo, criar um momento de debate no final de cada aula, em que possam interagir, partilhando ideias ou dúvidas, pode ser bastante benéfico, tanto para sistematizar a matéria como para criar relações e um ambiente descontraído.

Fonte: Lidermagazine

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