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3º Período Sem Avanço De Conteúdos De Forma Formal E Avaliação Terá Diploma Próprio

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E assim se confirma que o Ministério da Educação está a encarar este 3º período da forma mais correta, o que confesso ser um alivio.

Tal como referi no artigo 3º Período | Consolidar À Distância Sim, Aprender À Distância Não!, existe um perigo de inconstitucionalidade no ensino à distância pois não está garantido o acesso universal a todos os alunos.

Os professores vão poder abordar conteúdos, num contexto de competências, ou seja, de forma geral, e no caso de avançarem com conteúdos novos não podem realizar uma avaliação formal. Sobre a avaliação, foi transmitido aos diretores que se necessário (é quase certo) surgirá um diploma próprio. Tal é necessário, pois nos critérios de avaliação dos professores, constam parâmetros que não podem ser verificados no ensino à distância e precisam de ser suprimidos. Na minha opinião, fica assim aberta a porta a uma possível transferência das classificações do 2º período para o 3º período.

Os horários das aulas também devem ser reduzidos para tempos de 45 minutos e o regresso às aulas presenciais será avaliado de 15 em 15 dias.

Para já o secretário de Estado João Costa não colocou de parte a realização dos exames, mas as provas de aferição provavelmente serão adiadas (julgo que já ninguém acredita que se vão realizar…).

Estas e outras informações estão disponíveis no blog DeAr Lindo e devem ser lidas por todos.

Resumo da reunião com o Secretário de Estado da Educação

15 COMMENTS

  1. Ou seja, vamos com calma, que ao contrário do que alguns pensam, o ministério não é um bando de tolos
    E o secretário de estado em particular sabe muito bem o que quer. Em termos gerais concordo . Vamos ver como sai escrito. Agora atenção é preciso fazer um trabalho com os alunos que eles achem útil. Uma boa ocasião para uns projetos e para flexibilidade

  2. “Fica assim aberta a porta a uma possível transferência das classificações do 2º período para o 3º período.” Ideia que até poderá funcionar ate ao 9.º ano, mas prejudicará e muito os alunos cujas médias contarão para a entrada na faculdade

  3. “Fica assim aberta a porta a uma possível transferência das classificações do 2º período para o 3º período.”
    Então vão trabalhar para quê?
    Como convencer os filhos a dedicar-se seriamente ao estudo se as notas estão dadas?
    Ou vivemos no país das maravilhas em que todos os alunos anseiam por novos conhecimentos e a maioria dos pais não sabe?
    Quem pretende fazer melhorias deixa de ter esse direito?

  4. O problema é esse: é termos que avaliar o 2° período no campo da especulação. Não é assim que se faz, ou não devia ser.

  5. A ser assim, continuamos sem garantir o acesso ao ensino para todos os alunos!! Há alunos sem internet, nem computadores, sem rede móvel… Como é que se podem dar aulas, mesmo de 45 minutos??? Há ainda tantas perguntas para serem respondidas …

  6. E as escolas que adotaram por semestres? Vão ser avaliados pelas notas do último semestre? É a matéria que está por dar? Para o ano as dificuldades serão muito maiores, e o programa curricular será do mesmo tamanho?

  7. Mas será que é de todo descabido “repetir” o ano? Será que os nossos jovens perdem alguma coisa? Mas qual a diferença uma entrada numa Universidade aos 17 ou aos 18 ou aos 19?
    Tivemos talvez 8 semanas de aulas num segundo período…Não terminou e não haverá terceiro…
    E como serão os próximos anos? Será a matéria deste ano dada no próximo a velocidade normal ou de avião para se passar ao programa previsto no ano em que estarão?
    E como ficarão os jovens do secundário cujo 1.período não correu como pretendiam e procuraram apoio porque tinham ainda muitos meses para recuperar a média?
    E também para estes, como serão os exames nacionais dos próximos 2 anos quando houve um 10°ano meio faz de conta?
    É que os que estão a terminar agora não me causam tanta preocupação porque acredito os professores serão generosos e darão uns pós ou outros para o que for necessário e para os exames o Governo vai arranjar qualquer coisa, mas o covid é um tsunami… a onda vai arrastar tudo e será que depois se vão lembrar disso?
    Não me parece!

    • Talvez fosse o mais sensato repetirem o ano …mas vai dar muita polémica…e os políticos não gostam de desagradar…

  8. Se vamos Consolidar à distância, os alunos podem progredir, adquirir conhecimentos que ainda não estavam bem assimilados, por exemplo. Logo a nota do 3.º período poderá e deverá melhorar. Não me parece ajustado que as classificações do 3.º período tenham obrigatoriamente de ser as do 2.º. O aluno não pode progredir?

    • Concordava se estivéssemos noutro patamar de ensino online. Primeiro e imprescindível no ensino publico: igualdade de oportunidades. (E se os alunos querem aproveitar, aproveitam, se não querem, azar, tal como nas aulas presenciais. Mas o material tem de haver)
      Depois, aulas diretas, com exposição de duvidas no momento e respetivas explicações, etc, etc, etc…Horários, ritmo…
      Só assim seria possível aceitar avaliações. Porque estas mexem com o futuro dos jovens do secundário, é um assunto muito delicado.
      Talvez se tivéssemos começado no tempo do outro sr., “o sr. magalhães” com a tecnologia desde o ensino básico isso fosse possível…ou talvez não… porque se na altura (e eu sou desse período) não foi possível, como o será agora? Porque agora é obrigatório que assim seja? E vai funcionar? Como vão avaliar? Mandam fichas para se fazer e os alunos devolvem? Fazem formulários (online ou não)? A colaboração / explicação / participação / execução por parte dos pais ou outros vai ser apurada nesse momento de avaliação? E um aluno a partir de que nível de ensino é que pode progredir autonomamente?
      São muitos ses para os quais não encontro resposta.

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