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320 Milhões para Obras em Escolas – Palavra de Ministério!

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As obras urgentes que se fazem sentir aqui e ali em escolas não intervencionadas pela Parque Escolar, algumas não intervencionadas nunca desde a sua construção, algumas a raiar o centenário, são tema recorrente na comunicação social deste país e na blogosfera docente portuguesa e devem-nos envergonhar a todos.

De facto, não se compreende como escolas que até ofereciam razoáveis condições de trabalho foram colocadas na lista do ministério da Educação e foram luxuosamente intervencionadas e outras, completamente degradadas e sem oferecerem mínimas condições de segurança a quem lá trabalha – alunos, professores e pessoal não docente – não integraram esta lista de intervenções que deveriam ser prioritárias e nunca, face à degradação a que se chegou dos imóveis em causa, paliativas. 

A escola Alexandre Herculano, no Porto, do arquitecto Marques da Silva, classificada como imóvel de interesse público, é uma delas e até já circulam pelo menos duas petições intituladas “Não à degradação do Liceu Alexandre Herculano“, com 514 assinaturas, e “Não deixamos cair o Alexandre!”, esta última a contar com 3007 assinaturas.

O Alexandre, infelizmente, não é caso  único. Outras escolas há por este país espalhadas que se encontram num processo de degradação física tal que, olhando as fotografias, mais parece que estamos a olhar para um qualquer pardieiro abandonado e nunca uma Escola, local onde o presente se cruza intimamente com o futuro.

As notícias de hoje voltam ao tema a propósito da reabertura, parcial, do Alexandre, depois de umas pequenas reparações de cosmética, parece que foram substituído vidros partidos? e pouco mais.  Mas há alas fechadas, os alunos não regressaram todos, cerca de 300 discentes foram despachados para outra escola, a Ramalho Ortigão, a cerca de um quilómetro de distância com todos os constrangimentos que uma medida destas pode implicar para alunos, professores, famílias.

É também notícia de hoje o anúncio, por parte da tutela, de 320 milhões destinados a fazer obras nas escolas portuguesas.

Bem são precisos. Depois da paralisação em que ficamos depois da “festa” que foi a Parque Escolar, ao tempo do ministro Crato, já é tempo de levantarmos cabeça e de actuarmos onde é preciso, de forma equilibrada e equitativa.

Será possível?

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