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2°feira escolas estão fechadas

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É minha convicção e até já surgiu essa informação no VozProf de que as escolas estarão fechadas na 2° feira, ou melhor, que o ensino à distância é ativado.

Está mais do que visto que tal vai acontecer, pois dos mais variados quadrantes surgiram posições muito apressadas a defender o fecho das escolas quando há dias defendiam o contrário.

Uma posição cata-vento, própria de quem não tem pensamento próprio e vira consoante o vento.

Hoje ou amanhã vamos ter a confirmação, mas pelos vistos estamos apenas à espera do preto no branco e de saber se o fecho é para todos os ciclos de ensino ou só para alguns.

Que fique claro que esta decisão é uma derrota da sociedade, mas neste momento um mal necessário.

23:07

TVI24 anuncia que Ministro da Educação esteve reunido com a Ministra da Saúde e Primeiro-Ministro.

23:10

Na RTP, Marta Temido afirma que decisão será tomada amanhã, mas afirma que a situação mudou (relativamente às escolas/variante inglesa do vírus)


Em direto/ Marta Temido admite fecho de todas as escolas

A ministra da Saúde terminou há minutos uma reunião com Costa. “Provavelmente obrigará a novas reflexões de medidas a tomar. Amanhã serão discutidas no Conselho de Ministros”. Admite fecho de escolas.

Fonte: Observador

(Este artigo será atualizado com a confirmação oficial)

3 COMMENTS

  1. De facto é estranho termos ouvido tantas vezes que “as escolas são seguras…” quando já sabia deste estudo publicado na Áustria…
    “(…) Na Áustria, uma pesquisa nacional realizada por universidades e institutos médicos descobriu que crianças menores de 10 anos apresentavam uma taxa de infecção semelhante àquelas entre 11 e 14 anos, e que as crianças em geral estavam infectando-se com a mesma frequência dos professores, disse Michael Wagner, microbiologista da Universidade de Viena, que supervisiona o estudo. (…) “.
    In:” Escolas da Europa estão fechando novamente devido às preocupações que espalham a Covid-19 “. Os países estão abandonando as promessas de manter as salas de aula abertas, pois as preocupações aumentam sobre a capacidade das crianças de transmitir o vírus.
    Por Ruth Bender Atualizado em 16 de janeiro , 2021

    Perante isto…

  2. Tenho estado atenta ao que se vai dizendo e, como não especialista, ouvido os argumentos dos especialistas na matéria.
    Creio que, neste complexo processo, será aconselhável alguma contenção para não nos perdermos no ruído das opiniões emocionais e dos medos. A realidade é nova, o vírus vai apresentando mutações, a comunidade científica foi divergente sobre alguns aspetos, nomeadamente em relação ao fecho das escolas, o país é pobre, as desigualdades agravam-se. Falo de evidências, assim como assumo a normalidade da evolução das posições científicas num contexto novo e em processo de transformação. É esta capacidade de revisão que torna a ciência maravilhosa, ainda que para muitos seja difícil de entender.
    Pergunto-me, hoje, quantas pessoas, das que agora apontam o dedo, como se a ciência fosse detentora da verdade, e apelam ao apoio do Estado, não andaram por aí descontraidamente, como se os tempos fossem de normalidade. As ruas têm estado repletas, os espaços de lazer plenamente ocupados, as festas foram uma realidade, a descontração nos cafés/restaurantes uma realidade que fazia, aos mais atentos e racionais, prever o pior. Sublinhe-se que o consumo foi, por vezes, o meio utilizado para permanecer sem máscara, durante largos períodos de tempo, para já não falar dos espaços que permitem fumar (nunca entendi por que razão as nossas leis permitem sempre uma situação de meias-tintas, que nos atrasam nas mudanças estruturais e nos desculpabilizam enquanto cidadãos comuns ou governantes!). Sei que as sondagens valem o que valem, mas, a confirmarem-se, um partido negacionista e malcriado parece captar a atenção de 10% dos eleitores, o que parece constituir um sintoma de orfandade de um “pai tirano”, cujo resultado é sempre a atrofia e a obediência cega e com fatura a cobrar no futuro!
    As escolas, com esforço de muitos, lá se foram aguentando. No início do ano letivo, sempre defendi, com base no princípio da precaução que deve ser adotado quando se lida com uma realidade nova e potencialmente perigosa, um sistema misto e combati, com vigor, as aulas de substituição pelo facto de potenciarem múltiplos contactos. Também ouvi, por parte de alguns, ainda que poucos, a defesa da imunidade de grupo, tomando como referência uma Suécia, que já admitiu um erro de estratégia. Mas o que importa sublinhar é falta de disponibilidade para o diálogo na comunidade escolar (tempos para reunião não foram considerados em muitos horários, quando este seria um tempo em que mais se justificaria a partilha, o que constitui uma evidência da desvalorização do diálogo), ao mesmo tempo que se leram autoelogios das direções publicados na imprensa, na minha opinião, muito pouco adequados no tempo e no modo.
    Este novo confinamento, já anunciado, não nos pode fazer esquecer o impacto na educação, sobretudo dos mais pobres. Não, não se recupera, pode-se mitigar e não me parece que estejamos nas melhores condições para o fazer e cito Irene Vallejo, “O Infinito Num Junco”, que através da ficção, torna acessível a muitos, o que foi banido das escolas em nome da democratização do ensino e de uns tantos projetos impregnados de vacuidade:
    “Os sortudos meninos da globalização helenística que podiam permitir-se estudar para além dos rudimentos básicos, recebiam uma educação essencialmente literária. Em primeiro lugar, porque os seus pais valorizavam as palavras – a capacidade de comunicar, chamaríamos agora -, a fluência no discurso e a riqueza verbal que se aprendem ao ler os grandes escritores. Os habitantes do mundo antigo estavam convencidos de que não se pode pensar bem sem falar bem. «Os livros fazem os lábios», dizia um provérbio romano. (p. 196)
    (…) O imperador Juliano, o Apóstata, explicou num ensaio as saídas profissionais que se abriam diante de um estudante formado de acordo com a tradição greco-latina dos conhecimentos amplos. Juliano diz que quem teve uma educação clássica, ou seja, literária, poderá contribuir para o avanço da ciência, ser líder político, guerreiro, explorador e herói. Naquela altura, os leitores aplicados usufruíam de amplos horizontes laborais.” (p. 197)
    Agora, penso que é tempo de alguma humildade, cidadãos e governo, procurando cada um saber e retificar os erros cometidos. Se tudo isto conseguisse travar esta tendência tão portuguesa, para fazer leis que potenciam zonas cinzentas seria um passo em frente. Mas não creio ser fácil, afinal a CULPA MORRE SOLTEIRA e, ao que parece, não é só por cá!

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