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200 agressões ou 4 mil? Em que ficamos?

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O problema da análise da indisciplina escolar é que é feita de forma parcelar e por diversas entidades. Os dados que foram hoje conhecidos centram-se nas denúncias dos diretores e na transferência de alunos por indisciplina grave, mas não mencionam a indisciplina de sala de aula que é comum e seguramente em larga escala. Segundo a mesma notícia, os dados da Escola Segura da PSP mostram uma realidade que acredito seja bem mais consentânea com a realidade, referindo cerca de 4 mil queixas por violência escolar dentro e fora de portas.

Os dados publicados pelo ComRegras no ano passado, apontam para números que podem ultrapassar as 200 mil participações disciplinares num só ano.

Mais do que uma questão de números, falta um conhecimento aprofundado que permita ter a noção da dimensão, tipologia e evolução da indisciplina escolar, estabelecendo ligações com o sucesso escolar e perfis de alunos/familiares. Esses dados seriam fundamentais para canalizar apoios às escolas/sociedade e refletir sobre as estratégias implementadas.

Falta reconhecer, conhecer e agir de forma estruturada. Falta utilizar os meios já existentes como o MISI (onde são colocados dados escolares), a DGEEC (que faz um acompanhamento estatístico aprofundado da nossa Escola), para que de uma vez por todas se conheça a verdadeira dimensão do icebergue e só depois agir em conformidade.

Até quando se vai ignorar um dos principais problemas da nossa Escola? Muitos podem pensar que conhecer a verdadeira dimensão da indisciplina escolar pode ser um tiro certeiro na credibilidade da Escola Pública. Talvez, mas varrer este assunto para debaixo do tapete de certeza absoluta que não resolve nada…

Afinal o que falta? Coragem, capacidade ou vontade política?

Mau comportamento obriga à transferência de 51 alunos no último ano letivo

(SIC Notícias – Vídeo)

 

 

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