Home Notícias 190 escolas pretendem aderir à nova flexibilização pedagógica.

190 escolas pretendem aderir à nova flexibilização pedagógica.

9396
7

O Ministério de Educação, pela voz do Secretário de Estado João Costa, apresentou como objetivo 50 escolas piloto para implementar a nova flexibilização pedagógica (antes denominada de curricular). Segundo o jornal I, foram 190 as escolas que pretenderam aderir a esta nova reforma (mais uma), mas o mais provável é que o número fique pelas 140.

Os números falam por si, existe uma efetiva vontade de mudança! Esta mudança, apesar de não ser perfeita, é muito superior ao modelo vigente, indo assim ao encontro das pretensões das escolas e seus professores em ter mais autonomia e uma maior flexibilidade curricular.

O meu maior receio e a minha maior crítica, é que a falta de estabilidade política não permita a viragem educativa que considero vital ao sistema educativo português. É preciso transmitir, assimilar e consolidar um modelo que em alguns momentos até termina com as disciplinas como as conhecemos. A volatilidade dos nossos políticos é o maior adversário da Escola Pública e por muito que se peçam consensos, estes estão ainda muito longe de acontecer.

É preciso mudar, não por capricho, mas porque os sinais de indisciplina e as toneladas de retenções gritam que algo está muito mal nas nossas escolas. Não me interessa o preço dos chumbos, esse dinheiro teria sempre de ser canalizado para as escolas. O que me interessa é que os alunos sejam devidamente preparados para uma sociedade altamente tecnológica, empreendedora, autónoma, criativa e que se pretende salutar.

O i sabe que, até à data, há 190 agrupamentos de escolas que manifestaram interesse em fazer parte do projeto-piloto. No entanto, nem todas deram resposta definitiva. O prazo dado pelo Ministério da Educação para uma resposta final termina na próxima segunda-feira (dia 15).

(…)

O Projeto-piloto inclui escolas públicas e privadas Sabe-se apenas que nas 140 escolas do projeto-piloto estarão incluídas escolas do básico e secundário públicas – algumas delas convidadas diretamente pelo Ministério – e privadas. Entre as públicas algumas têm contrato de autonomia. Ou seja, já têm em prática muitas das medidas previstas para a flexibilização curricular, não havendo alterações significativas a adotar pelas escolas.

Decisão cabe a cada escola A decisão de avançar com a reforma curricular no próximo ano letivo cabe a cada escola, sendo que a opção terá que ser votada em conselho pedagógico – órgão que inclui os professores que são coordenadores dos departamentos disciplinares, os coordenadores de direção de turma e toda a direção dos estabelecimentos escolares.

Caso decidam avançar, as escolas devem “informar os pais ou os encarregados de educação da participação neste projeto-piloto”, lê-se na resposta enviada pela tutela ao Parlamento. Além disso, para “implementar o projeto”, as escolas “terão formação” dada pelo Ministério da Educação, acrescenta ainda a resposta do gabinete de Tiago Brandão Rodrigues.

Ministério quer 140 escolas a testar reforma curricular

Podem consultar as principais alterações aqui

7 COMMENTS

  1. Vou deixar aqui uma pergunta; os diretores que tomaram a de avançar com o projeto piloto da reforma curricular debateram o assunto com todos os intervenientes do processo educativo, ou tomaram a decisão de forma unilateral só para mostrar trabalho? Esclareça-me quem souber. Eu sei o que se passou no meu agrupamento.

  2. Da minha parte, do que li, do que vou analisando, já o escrevi, estou contra este rodriguinho educativo que não faz mais do que copiar umas ideias rebuscadas do século passado… Mais isto não vai dar em nada porque, quando os resultados começarem a cair no PISA, o ministro não tem condições políticas de se manter! A promessa de algo de revolucionário quando se mantém o currículo e a carga escolar (nem sequer falo da carga letiva) dos alunos dá vontade de rir…
    O que acontece e é que vêm para Portugal uns milhões da UE para formação e já há gente que esfrega as mãos…
    Tal como o colega que escreveu antes de mim também gostava ainda de saber se os professores, dos tais agrupamentos ” muito à frente” foram consultados para aderirem à modernidade…
    Da minha parte, e se entrarem na minha escola uns quantos indivíduos que sabem dar as melhores das aulas sem nunca terem posto o pezinho numa sala, não estarei, garanto, para os aturar… E como eu a grande maioria dos professores que já não tem idade para ser enganada nem para aturar tolices!

  3. Colega. …a resposta é simples :”vivemos em democracia cá há 43 anos, mas quem manda são eles. ”
    Da realidade eles não se aproximam, perdem estatuto ( a não ser que venham com motorista e de reunião previamente agendada ).
    Ainda há pouco um político, nosso colega mas que exerce funções na assembleia da república, perante uma questão que lhe levantei me respondeu.:
    -Não sei muito bem, sabes que já há um tempo que estou afastado……
    São esses “afastados”que fazem a legislação
    E os nossos “cordeiros “vão atrás para ser bonito e aderir à modernidade. Será que aceita a minha resposta?
    Falta -acrescentar “quando o mar bate na rocha …..”
    E assim se fazem os homens do futuro e assim somos o rabo da Europa
    Cumprimentos

  4. Tem de ser aprovado pelo pedagógico, Alexandre Henriques? O Pedagógico é aquele órgão , altamente democrático, a que o diretor preside e onde estão outras pessoas que foram , eleitas pelos colegas??? Ah, não , também foram escolhidas pelo Diretor…
    Já estou muito mais descansado!!!

    • Se existem abusos de poder faça-se queixa. Se não estão satisfeitos com os diretores candidatem-se. Se o conselho geral está minado, façam uma lista. Cada escola é uma realidade, a realidade de uma escola não é a realidade de todas as escolas.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here